domingo, 9 de agosto de 2015

Crítica: Carta Selvagem | Um Filme de Simon West (2015)


Em Las Vegas, Nick Wild (Jason Statham) é um habilidoso guarda-costas de eventuais clientes que o contratam por sua letais habilidades marciais. Ex-militar e viciado em jogatina, Nick é um subproduto do ambiente que Vegas fabrica com facilidade. Durante um de seus trabalhos de segurança em que protegia um jovem milionário, Cyrus Kinnick (Michael Angariano), uma ex-namorada (Dominik Garcia Lorido) o procura após ser espancada por um perigoso mafioso, o que desencadeia uma violenta vingança. "Carta Selvagem" (Wild Card, 2015) é filme de crime e ação estadunidense estrelado por Jason Statham e dirigido por Simon West, duas figuras frequentes do cenário de filmes de ação que não se resguardam de fazer hora extra nesse gênero. Tanto Simon West que tem se especializado cada vez mais nesse gênero de filme e não tem demonstrado grandes melhoras nos últimos anos considerando que apenas tem entregado filmes pouco fluentes, Jason Statham tem demonstrado uma escolha de papéis repetitivos que apenas tem agradado seus fãs em mais ninguém. Há uma urgente necessidade de melhorias no foco de sua carreira, que trabalha regularmente, mas que cujo trabalho não se difere muito de um filme para outro. Por isso, "Carta Selvagem" não é em nada especial, e mesmo sendo um filme no máximo mediano, o astro interpreta o mesmo personagem de vários filmes anteriores descaradamente. 

De enredo simples e estrutura técnica competente, "Carta Selvagem" é o que se espera dele: um filme de ação com pretensões comerciais que vão agradar os espectadores com diferentes níveis de satisfação. Isso varia de espectador para espectador, sendo que acompanhar Statham em mais uma jornada de vingança não tem o mesmo sabor que tinha como a uma dúzia de filmes anteriores. Ainda funciona, mas com uma eficiência diminuta se comparado a filmes como "Carga Explosiva", de 2002, "Adrenalina", de 2006 ou mesmo, "Os Especialistas", de 2011. Com bons efeitos de câmera, em cenas de luta de grande beleza estética, as sequências de ação protagonizadas por Statham continuam irretocáveis como na maioria de seus filmes (mas bem que poderiam estar numa quantia superior). O elenco de apoio concede desempenhos razoáveis; a história ganha contornos mais dramáticos ao tocar na delicada condição de jogador inveterado que Nick assume no enredo; mas onde tudo é erguido como pretexto para gerar boas cenas de ação. Por fim, "Carta Selvagem" não chega a ser um filme ruim, mas apenas gritantemente sem novidades e repetitivo. Num gênero que lança cada vez menos produções com algum toque de reinvenção, é bom saber que Jason Statham está associado a uma ("Os Mercenários", de 2010) que também já deu o que falar.

Nota: 6/10
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