sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Crítica: No Limite do Amanhã | Um Filme de Doug Liman (2014)


O Major Will Cage (Tom Cruise) é uma espécie de relações públicas do exército dos Estados Unidos que vai a Londres para ajudar a melhorar a imagem das Forças Armadas. Embora seja um militar, Cage não passa de um burocrata que vende ao mundo uma difícil vitória sobre uma raça alienígena denominada Miméticos que tem devastado a Europa e se espalha pelo mundo. A única vitória memorável foi protagonizada por Rita Vrataski (Emily Blunt), uma habilidosa combatente que lhe conferiu a alcunha de “O Anjo de Verdun”. Totalmente alheio ao campo de batalha, Cage é surpreendido com a notícia de que iria cobrir pessoalmente a operação Derrocada, uma importante incursão militar que se mostra rapidamente uma inevitável sentença de morte aos soldados. Praticamente jogado no front totalmente despreparado para o combate, apenas contando com a sorte como sua aliada, Cage é vitimado por um raro alienígena que lhe confere a capacidade de voltar no tempo e repetir o tão famigerado dia inúmeras vezes numa espécie de looping do tempo. Se no começo ele iria vender uma vitória inalcançável sobre a ameaça alienígena e depois acabou lutando uma guerra impossível de ser vencida, com a ajuda Rita Vrataski e seu incomum dom de voltar no tempo, agora ele pode com muita persistência fazer toda a diferença nessa desfavorável guerra contra o fim do mundo. “No Limite do Amanhã” (Edge of Tomorrow, 2014) é uma produção de ação e ficção científica baseada no conto de mangá “All You is Kill” escrito por Hiroshi Sakurazaka. Com roteiro escrito a três mãos (de responsabilidade de Christopher McQuarrie, Jez Butterworth e John-Henry Butterworth), o cineasta Doug Liman entrega seu melhor filme desde “Identidade Bourne” (2002).


No Limite do Amanhã” é uma grata surpresa da ficção cientifica que surgiu esse ano. Acompanhar a aparente e interminável jornada de morte e renascimento de Will Cage em sua cruzada para mudar o curso da história é estranhamente divertido aos sentidos. Isso porque as constantes repetições de determinadas sequências (que muito se assemelham a uma fase de jogo de difícil superação) poderiam muito bem se tornar cansativas a certa altura, curiosamente se mostram ao fim divertidas em função de uma inteligente montagem que confere ritmo e emoção a premissa. Com um desenvolvimento que esbanja humor da melhor qualidade e efeitos especiais de um requinte hollywoodiano, além de atuações inspiradas do elenco principal onde tanto Emily Blunt quanto o próprio Tom Cruise estão irretocáveis, Doug Liman acerta no tom de seu trabalho. Ainda que haja certas falhas (faltou um desfecho a altura do desenvolvimento), de certo modo irrelevantes se o espectador embarcar na viagem do tempo de Cruise, as vidas extras ganhas pelo protagonista não se convertem em desperdício de tempo do espectador. Sua trama se arma de algumas referências (a batalha fatídica contra os alienígenas em muito se assemelha ao desembarque da infantaria americana na praia da Normandia retratada em “O Resgate do Soldado Ryan), como seu desenvolvimento gera algumas rápidas definições de rótulo (seu desenvolvimento parece à combinação de outros filmes que tem a viagem no tempo como base para a sua trama), mas que não ofendem suas supostas referências como também não ferem o resultado dessa produção. Ao final das contas, “No Limite do Amanhã” é puro entretenimento.

Nota:  8/10    
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10 comentários:

  1. É uma divertida mistura de "O Feitiço do Tempo" com "Guerra dos Mundos".

    Abraço

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    1. Cheguei a especular uma mistura de "O Feitiço do Tempo" com "Tropas Estelares". Mas pode gerar outros mix também.

      abraço

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  2. Cara, tô louco pra assistir esse filme, mas nunca consigo.

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    1. Assista porque tenho certeza que vai gostar. Embora não tenha sido um sucesso de bilheteria, dificilmente vai encontrar alguém o apedrejando.

      abraço

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  3. Boa observação a semelhança da guerra na praia com a abertura de Soldado Ryan. Mais uma prova da influência do épico do Spielberg. Apesar desta ficção científica ter menos sanguinolência, a batalha na areia é pura carnificina. Aqueles alienígenas eram um pesadelo.

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    1. Gostei do tom cômico que o filme tem em relação a essa carnificina. Se a primeira sequência soa violenta e desoladora, as seguintes ficavam suavizadas. Gostei muito desse trabalho de Tom Cruise, muito superior a "Oblivion". Como disse: puro entretenimento.

      abraço

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  4. Colega... ainda não vi. Mas, de qualquer forma, acho que TC anda precisando de um papel mais interessante...

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    1. Particularmente gosto muito do astro, e esse filme aqui é um dos melhores dele dentro do gênero no qual habita. "Minority Report", "Oblivion" ficaram aquém do esperado ao meu ver em comparação a esse filme. Gostei muito.

      abraço

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  5. falei desse post no meu blog. o filme chegou até a ganhar em edição. é muito inteligente eles estarem no momento do helicóptero e nós mesmos ficarmos sabendo que ele já tinha estado ali. é bem inteligente como agilizam o filme sem ficar confuso, mas sem arrastar. gostei muito tb. beijos, pedrita

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    1. Eu vi a menção a minha postagem Pedrita. Obrigado! Que bom que gostou do filme também. Eu sempre acompanho os lançamentos de Tom Cruise porque geralmente seu nome está associado a bons filmes (ou pelo menos a filmes competentes).

      bjus

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