sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os Vingadores | The Avengers – O Filme



O filme Os Vingadores (The Avengers, 2012) atendeu a todas as expectativas, incorporando vários elementos necessários para compor um longa à altura da ansiedade de seus fãs: confrontos épicos entre os heróis, enredo plausível, suspense e mistério, elenco em plena sintonia e com uma divisão de tela proporcional, direção ágil, efeitos especiais bacanas, ação de qualidade, humor refinado e várias outras qualidades, que poderia escrever por assim adiante. O filme não apenas ficou bom, ficou ótimo. Se tivesse sido realizado há cinco anos, não teria feito o estrondo que tem alcançado, entre a crítica e o publico, estourando recordes de bilheteria. Certamente seria apenas mais um blockbusters pipocando nas salas de cinema.
Por isso, caso não tenha assistido aos filmes solo, do Capitão América (Captain America – The First Avenger, 2011), ao filme de Thor (Thor, 2011) e aos filmes do Homem de Ferro (Iron Man, 2008 e 2010) deve, apesar de tardio, assisti-los para se familiarizar-se com o processo de evolução, que chegou afinal a criação da S.H.I.E.L.D. como é apresentada no filme dos vingadores.
A história, por incrível que pareça, não foi costurada para unir todos os personagens em um único filme – como os pessimistas profetizavam –, e sim, foi encaixada com precisão – como deve ser – ainda tendo uma infinidade de personagens de diferentes passagens dentro do mesmo roteiro, sem menosprezar ninguém do grupo. Mérito dado a Joss Whedon, que conseguiu fazer muito, mesmo que as probabilidades estivessem contra ele no imaginário dos incrédulos. A trama movida pelo interesse de vingança e poder de Loki (irmão de Thor) em dominar o planeta terra, foca as ações da S.H.I.E.L.D. em reunir soldados com habilidades especiais, com que foi chamado Iniciativa Vingadora, em combater os inimigos que nenhum outro exército estaria apto. E esse inimigo, aparentemente em forma de mensageiro da morte, aparece, onde Os Vingadores juntam-se para combatê-lo em prol da existência humana.
Personagens antes desfocados e pouco aproveitados em suas aparições anteriores ao filme dos vingadores tiveram oportunidade de provar seu valor diante de ícones mais conhecidos como Hulk, Homem de Ferro, Capitão América e Thor. Scarlett Johansson somente ampliou seu destaque, que já havia alcançado em O Homem de Ferro 2, quase nos fazendo desejar um filme solo dela como a Viúva Negra. A atuação de Jeremy Renner como o Gavião Arqueiro, e como seu personagem foi articulado dentro da trama, oscilando em vilão e mocinho fechou as contas, sem dever nada. O astro, Samuel L. Jackson mostrou porque veio no papel de Nick Fury – além das semelhanças físicas – pelo ator que é realmente, convincente no papel de líder de uma organização do porte S.H.I.E.L.D. sem ficar com cara de bobo. E apesar do infeliz destino do agente Coulson, pouco por se tratar de personagens em quadrinhos, foi brilhante inclusive quando gerou a motivação que faltava ao grupo para se unir para combater o mal que estava prestes a dominar o mundo. Sua participação indireta, usada com astúcia de Nick Fury, transformou-se naquele momento vibrante que todos os espectadores ansiavam durante a sessão.
O ator Tom Hiddleston continua seu papel de vilão não punido com a devida eficiência. Caracterizado com ganância, inveja, ambição, e cheio de problemas familiares pendentes, refletem suas motivações para ser o estopim da criação da Iniciativa Vingadora.
O personagem Capitão América consegue se redimir em comparação a sua primeira aparição, justificado por seu expressivo desempenho como líder e por sua desenvoltura na trama. Chris Evans deveria agradecer ao Robert Downey Jr., por ter gerado seus melhores momentos em cena. Os hilários principalmente. E engraçado foi à forma como um personagem como Hulk, interpretado dessa vez por Mark Ruffalo, não um dos melhores interpretes em minha opinião, protagonizou um grande desfecho, de um jeito espirituoso que jamais causaria censura por parte de fãs familiarizados ou não com o comportamento do personagem.
A interpretação de Chris Hemsworth do personagem Thor, arrogante e presunçoso, porém mais habilidoso com o martelo Mjolnir, mas continua uma incógnita, sem alterações para bem ou para mal, e apenas cumprindo seu papel dentro da trama. A disputa de forças com Tony Stark foi seu ponto alto, e imprescindível como elemento necessário na formula dos quadrinhos levada ao cinema. Divergências entre heróis, sempre foi comum nas HQs.
E Robert Downey Jr. Interpretando O Homem de Ferro, somente nos fez salivar pelo lançamento do terceiro filme, que tem se mostrado otimista por parte da Marvel Studios, que aumentou seu orçamento na expectativa de realizar mais um grande marco de bilheteria através do sucesso alcançado pelo filme dos Vingadores. E se há alguém a agradecer pelo fantástico filme que “Os Vingadores” se tornou, todos os aplausos devem ser direcionados a Robert Downey Jr., por seu carisma e capacidade de atuação fabulosa. Nada mais justo que os trailers fossem monopolizados por ele.
Agora, apenas nos resta esperar das demais continuações estrearem nas telonas, e perpetuar essa boa fase do negócio de filmagens de adaptações de HQs da Marvel e da DC Comic (Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge) que andam passando.
Avante Vingadores!   

Cosmopolis | Poster com Robert Pattinson


Filme: Cosmopolis.
Título Original: Cosmopolis.
Direção: David Cronenberg.
Elenco: Robert Pattinson, Sarah Gadon, Samantha Morton, Juliette Binoche, Jay Baruchel, Paul Giamatti e Kevin Durand.
Baseado no livro homônimo de Don DeLillo.
Estréia: 17 de agosto de 2012

FACEBOOK | Seus Altos e Baixos



A incursão do Facebook na bolsa de valores já está causando repercussão, devido a um processo acionado contra a empresa "Facebook" e o banco Stanley Morgan (entre outros bancos), representante da ações, por ocultarem previsões de crescimento inferiores se comparadas ao seu histórico, de seus confiantes investidores. 

Isso somente oficializa o dilema da lucratividade que é depositada nessas empresas ".com", e desmistifica a segurança de ganhos faceis em empresas virtuais como a criada por Mark Zuckerberg. E mesmo que o Facebook tenha menos usuários que sua concorrente no Brasil (Orkut), ela tem tidos resultados superiores em números de acesso, entrando na lista em quarto lugar, de sites mais acessados do país, perdendo apenas para Google Brasil, Google e o YouTube. Por aqui o Orkut permanece em sexto lugar entre os sites mais acessados.

Agora, ganhar dinheiro com essa ascensão, isso são outros quinhentos. Em todo tipo de negocio, alguém ganha, enquanto outro perde. Por que na internet seria diferente?  

Homem de Ferro 3 | Orçamento Aumentado


 O sucesso do filme Os Vingadores, que alcançou a quarta maior bilheteria de todos os tempos, e caminha para um segundo lugar, motivou a Marvel Studios em aumentar seu orçamento em cerca de 60 milhões de doláres o orçamento para o terceiro filme da franquia Homem de Ferro. Valor esse que rondava na casa dos 140 milhões, salta para 200 milhões, garantindo maior qualidade a um de seus maiores sucessos. 

Apesar que o filme do diretor Shane Black, vai precisar mais do que dinheiro, para cativar mais fãs ou os mesmos, depois que o segundo filme dividiu um pouco as opiniões e Os Vingadores arrasaram o quarteirão. A estréia do filme fica para 3 de maio de 2013.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os Perdedores | Filme



O filme tem suas origens nas HQs – as mais remotas – criadas originalmente no final dos anos 60, pelo Rober Kanigher, onde seus personagens estavam ambientados em missões especiais na II Guerra Mundial. Era uma forma do autor de rever o papel americano dentro da história dos confrontos armados ocorridos, aplicando uma liberdade poética, e desmitificando verdades incontestáveis e por fim, causando consequentemente uma reação de reflexão.

Anos depois, pós “11 de setembro”, o clima de aflição voltou com que foi chamado de “Guerra ao Terror”, quando noticiários explosivos sobre o Iraque e Afeganistão, tomavam a atenção da população novamente, criando um ambiente apropriado para a editora relançar um material mais contemporâneo dos personagens de Kanigher. Assim em 2003, porém roteirizada por Andy Diggle e desenhada por Jock, através do selo adulto da Vertigo/DC, ressuscitaram o grupo secreto midiático composto por: Clay, Roque, Vira-Latas, Jensen, Cougar e posteriormente pela Aisha – ainda preservando o título original (The Losers).

Voltando ao filme, Os Perdedores (The Losers, 2010), mantém a trama similar as suas origens. O grupo, que articula ações militarizadas pelo mundo, busca vingança contra a CIA e, especialmente um agente chamado Max. Junto ao grupo especial, alia-se Aisha, também uma agente especial, que permanece ainda na ativa na agência, e passa a colaborar com a equipe de vingadores.

Os perdedores é um bom filme de entretenimento, justamente por que suas origens já se assemelhavam a um storyboard que esperava para ser filmado. Bem arquitetado e cheio de boas sacadas típicas que o cinema de ação requer, contudo, infelizmente com todos os defeitos possíveis ocorridos em produções do gênero já visto antes. Sua narrativa é tão ágil, que tonteia o espectador menos acostumado. Para um público como Geração MTV, não vai passar de um clipe bem grande. E com essas características de mídia, não deu para elenco e direção mostrar a diferença, ou algo magistral, nem ao menos um trabalho relevante em frente às câmeras, apesar de um elenco cativante e irregular como: Jeffrey Dean Morgan, Zoe Saldana, Idris Elba, Chris Evans e Jason Patric. 

Com cenas que se alternam entre a ação e o humor, bem característico hoje em dia nesse gênero, consegue tirar umas boas risadas e causar um efeito até positivo, mas nada muito original que ninguém ainda não tenha visto em outros derivados desse gênero. Exceto na aplicação da trilha sonora, um elemento que praticamente contracena com o elenco, tamanha a importância que lhe foi dada.

Ponto para a direção de arte, pela escolha do formato e design dos cartazes de divulgação, criando verdadeiras capas de revista em tamanho gigante, com uma perspectiva diferente e fiel as HQs de Os Perdedores. 

Sua exibição nos Estados Unidos não foi bem recebida, por isso talvez tenha sido lançado aqui no Brasil direto em DVD. No entanto, entre acertos e erros, não foi de todo mal, terem lançado esse filme direto em vídeo, até porque, por mais legal e bacana que tenha ficado, melhor mesmo será vê-lo em uma “Sessão da Tarde” daqui a uns dois anos.  

   Capas da Revista "Os Perdedores"

Cartazes do Filme "Os Perdedores"


Trailer do Filme

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Batman vs Drácula | Animação




Em breve estará sendo exibido o ‘último’ filme da trilogia de Batman, feita pelo diretor Christopher Nolan. Porém o que poderia ser um ótimo filme alternativo para dar sequência ao sucesso do Cavaleiro das Trevas, infelizmente já virou uma animação, mal aproveitada por seus realizadores. A animação intitulada O Batman vs Drácula (The Batman vs Dracula, 2005) que une a obra de Bram Stocker em um confronto com a criação de Bob Kane, poderia ter sido levada mais a sério, e deixado de ser tão focada no público infantil.  E bota infantil nisso. Ficou muito alegre, colorida, suave e infantilizada. Se na produção tivesse sido optado por uma narrativa que priorizasse uma faixa etária mais alta e exigente, dando um tom mais sombrio a ideia, talvez tivessem levado as telas uma premissa do que poderia ser um fantástico filme nas mãos de um diretor capaz como as de Christopher Nolan.

A história é composta pelo pinguim escapando do Asylo Arkan, com o intuito de roubar um lendário tesouro enterrado no cemitério de Gotham City, onde por acidente desperta o famoso vampiro Drácula. A maior de todas as lendas do universo vampiresco. Assim começa um dos maiores duelos entre os dois homens morcegos mais conhecidos do mundo. Bem ambientada numa Gotham ao estilo dos anos 60, os personagens se caracterizam bem com vistos na série de TV. 

Com várias referências aos clássicos do horror, como o Drácula de Christopher Lee, Evil Dead e The Vampire Lovers - entre outras sutis citações a filmes do gênero, esse desenho tem seus momentos memoráveis. E mesmo tendo um ar de originalidade no confronto, o roteiro faz um produto voltado mesmo para crianças. Tudo e prol da segurança de fazer algo meramente visando um lucro fácil e esquecível.

Está faltando uma versão cinematográfica expressiva do confronto desses personagens, já que sempre houve certas alusões aos filmes de vampiro dentro da filmografia desse personagem, independente da autoria dos longas. No filme do Batman feito por Tim Burton, quando o Batman leva a repórter Vick Vale para o interior da Batcaverna, dizendo que tem algo para lhe mostrar, e levanta a capa cobrindo-a como nos filmes antigos de vampiros. E até mesmo o Espantalho, quando toma uma dose de seu próprio veneno, enxerga em alucinação um vampiro ao encarar o Batman de Christopher Nolan. 

Coincidências ou não, talvez uma continuação mais original e menos obvia para o destino desse personagem, poderia perpetuar o sucesso alcançado, já que ficou evidente que personagens de quadrinhos bem deixou de ser apenas coisa de adolescente e ganhou status de cool.

A Vida Íntima de Pippa Lee | Filme




Enquanto a insônia não para de me atormentar nas madrugadas, a “Sessão de Gala” continua a me surpreender com preciosidades como esse longa, chamado A Vida Íntima de Pippa Lee (The Private Lives of Pippa Lee, 2009), da diretora Rebbeca Muller, onde ela dispõe e faz bom uso de um elenco estelar com nomes como: Robin Wright Penn, Alan Arkin, Keanu Reeves, Monica Bellucci, Juliane Moore e Winona Ryder - sem deixar ninguém menos importante na tela.

Esse drama é focado em Pippa Lee, que dá titulo ao filme (Robin Wright Penn), uma mulher madura de cerca de 50 anos, bonita, dedicada ao marido Herb (Alan Arkin) um editor de livros bem sucedido. Sempre zelosa quanto à saúde de seu marido, depois de diagnosticado problemas cardíacos, faz medições de pressão periódicas e ministra sua medicação severamente. Durante um jantar com seus amigos, que são sempre os mesmos, ela começa a se questionar quanto ao rumo de sua vida – aparentemente perfeita. Em um emaranhado de flashbacks de sua infância, adolescência a fase adulta, procura uma resposta para sua inexplicável infelicidade que lhe tem atormentado, inclusive causando sonambulismos e uma sensação de que algo está errado, apesar de não parecer aos olhos de sua família e amigos. 

E apesar de Pippa não ter tido uma juventude nada exemplar, cheia de controvérsias familiares - fugiu da casa de seus pais, por não aguentar mais a mãe viciada em antidepressivos e foi morar com a tia que se revelou lésbica - e companhias nada recomendáveis – passou a morar com hippies no auge do consumo das drogas – ainda assim foi destinada a uma vida de causar inveja a qualquer mulher, quando conheceu o seu marido Herb em uma festa cheia de artistas e intelectuais. Tornou-se mãe, e passou a viver em função de seu marido. 

Quando o filme pausa o passado, e foca em seu presente, pode-se ter a noção da proporção da profundidade de sua trajetória, que justifica a empatia do publico pelos personagens a sua volta. Como o de Keanu Reeves, recém-separado da mulher, que passa a morar com os pais, na casa ao lado de Pippa.  Seu peito tem uma enorme tatuagem de Jesus Cristo, de braços abertos, do período de quando tentou ser padre. De uma forma misteriosa, seus personagens acabam se completando, principalmente após a descoberta de Pippa quanta a certas questões familiares que envolvem traição, tragédia e morte. Pippa vive assombrada por seu passado, ao mesmo tempo em que tenta trilhar um novo futuro.

Apesar de um elenco fabuloso, que poderiam ter rendido duelos de atenção, o roteiro deixa espaço para todos fazerem seu melhor sem nenhum estrelismo, deixando ainda assim a história fluir naturalmente, transparecendo seu potencial, que mesmo composto em seu amago de simplicidade, a narrativa adotada para exibi-lo teve toda profundidade necessária para compor uma obra positiva.

A história é adaptada de um romance da própria diretora, transformando-o em uma narração bem feita, sobre uma jornada de superação, autoconhecimento e cheia de viradas típicas da vida como ela é mesmo, fazendo dessa obra inédita até então aos meus olhos, uma preciosidade imperdível.