terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cinema e Música: Clube da Luta - Pixies - Where is my Mind

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Crítica: Eu Não Sou um Serial Killer | Um Filme de Billy O’Brien (2016)


John Cleaver (Max Records) é um jovem de 16 anos clinicamente propenso a ser no futuro um assassino em série. E ele sabe disso. Diagnosticado e tratado como tal, ele reluta contra seus instintos. E embora seja obcecado pela história e trajetória publica de assassinos em série, também não tem desejo de se tornar um. Vivendo sobre uma rigorosa doutrina que controla seus impulsos homicidas, e evita que ele realize um assassinato, essas regras são adotadas para o seu bem e das pessoas ao seu redor. Mas quando um verdadeiro monstro e assassino surge misteriosamente em sua cidade, e as pessoas começam a morrer, sua atenção se volta para os mistérios em volta desses homicídios. Porém, descobrir a identidade do assassino é uma tarefa fácil se comparado às dificuldades de impedi-lo e leva-lo a justiça. “Eu Não Sou um Serial Killer” (I Am Not a Serial Killer, 2016) é uma produção de suspense e terror escrita por Christopher Hyde e Billy O’Brien. Também dirigida por Billy O’Brien, esse longa-metragem é adaptado da série homônima escrita pelo escritor de horror e ficção científica Dan Wells, publicada em 2009. Estrelado por Max Records, Christopher Lloyd e Laura Fraser, “Eu Não Sou um Serial Killer” estreou no South by Southwest Film em março de 2016. Essa produção cria uma boa atmosfera de suspense psicológico sem compromisso e ainda reserva uma surpresa diferente para o seu final.

Eu Não Sou um Serial Killer” tem todos os elementos de um bom suspense de terror. Um ambiente comum típico de filmes do gênero; uma atmosfera bem criada que mantem a atenção do espectador do começo ao fim; personagens cativantes e uma trama aparentemente sólida. Mas por que aparentemente? Porque depois que o diretor Billy O’Brien, que lá pela metade do filme já havia provado o seu valor atrás das câmeras, onde trabalhou todo o seu potencial na condução de um produto bastante satisfatório no gênero do suspense e horror, a trama desse filme envereda repentinamente em seu desfecho por caminhos diferentes. O caminho da ficção científica, uma das bases de todo trabalho literário de Dan Wells. E para quem não conhece o foco do trabalho do escritor, pode estranhar o rumo que o filme toma ao fim. Se para uns pode até parecer apelativo, para outros algo desnecessário e para muitos destoante, ainda assim o elemento chama a atenção depois que o espectador já está familiarizado com os percalços de John Cleaver que tenta descobrir quem pode ser o assassino que tem causado medo em sua cidade. Através de um ótimo desempenho de Max Records que mescla bem as nuances de seu personagem com toques de ironia, sua atuação é favorecida pela presença do veterano Christopher Lloyd que faz o papel de um pacato vizinho e de Laura Fraser, a mãe de John.

Sem requer ser mais do que é, “Eu Não Sou um Serial Killer” é um bom filme que pode agradar fãs do gênero. Com uma ótima trilha sonora, uma direção de fotografia bacana e atuações legais, o filme prende a atenção do espectador com eficiência e proporciona alguns sustos bastante válidos para quem gosta. Porém seu desfecho, mesmo que bem anexo à trama principal, esse aspecto pode facilmente causar estranheza para quem não gosta de surpresas de fora de hora.

Nota:  6,5/10
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sábado, 9 de setembro de 2017

Crítica: A Noite é Delas | Um Filme de Lucia Aniello (2017)


Quando algumas amigas de faculdade se reúnem depois de 10 anos para uma despedida de solteira, uma luxuosa casa de verão alugada em Miami vira um palco de tragédia e desespero quando a festa é interrompida pela morte acidental de um stripper que foi contratado para animar a ocasião. Em meio à loucura do momento, as circunstâncias desencadeiam reações inesperadas, irresponsáveis e heroicas que acabam por aproxima-las ainda mais uma das outras. “A Noite é Delas” (Rough Night, 2017) é uma produção de estadunidense de comédia escrita por Lucia Aniello e Paul W. Downs. Dirigida por Lucia Aniello (responsável pelo programa de televisão “Broad City), o filme tem no elenco principal Scarlett Johansson, Kate McKinnon, Jillian Bell, Ilana Glazer e Zoe Kravitz interpretando as cinco amigas que entram na enrascada. Embora o filme tenha algum brilho de humor permeado em sua narrativa, mais em seus diálogos do que propriamente nas situações cômicas e enlouquecidas que o enredo tenta emplacar, essa produção de comédia tem a curiosa capacidade de agradar e desagradar na mesma proporção. Algumas piadas até são boas, mas podiam nas mãos certas serem muito melhores.

A Noite é Delas” é uma espécie de “Se Beber, Não Case!” realizado por mulheres. Porém o sucesso da franquia realizada por Todd Phillips, que foi definhando ao decorrer de sua expansão, se fez devido ao entrosamento do elenco principal, coisa que não ocorre com mesma funcionalidade no trabalho de Lucia Aniello. O filme te ganhava pelos personagens. E isso não ocorre em “A Noite é Delas”. As situações criadas por Phillips eram quase um pano de fundo para um duelo de performances cômicas dadas pelo elenco principal. Além do mais, todo o planejamento bem intencionado da despedida de solteiro desce pelo ralo quando as coisas saem do controle e o elenco fica a mercê da criatividade dos roteiristas. Partindo do princípio que acidentes acontecem onde quer que seja, até aí tudo bem. Mas as sequências intermináveis de situações absurdas que beiram ao bizarro vão se enfileirando na tela e tiram o brilho do que mais importa: o elenco. O rumo que os eventos tomam para anistiar as meninas de suas decisões é um ultraje cinematográfico. Ainda por cima, esse aspecto da amizade duradoura que o roteiro tenta enfatizar não transparece nas interpretações. Scarlett Johansson que é um dos grandes nomes do elenco não demonstra ter aquela pegada para o cômico como seu papel necessita. Ainda há uma grosseira participação especial de Demi Moore demonstrando um fim de carreira que ela podia generosamente esconder de seus fãs.

Por fim, “A Noite é Delas” tenta de todas as formas possíveis levar uma dose de entretenimento agradável aos seus espectadores. E até consegue apresentando alguns momentos decentes de comédia que inclusive o torna assistível. Agora revê-lo novamente, mesmo que em um futuro distante daí é outra história.

Nota:  5,5/10
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Stranger Things 2


Stranger Things é uma série de televisão americana de ficção científica e terror criada, escrita, dirigida e co-executiva produzida pelos irmãos Matt e Ross Duffer, assim como co-executiva produzida por Shawn Levy e Dan Cohen, sendo distribuída pela Netflix. A série se passa na cidade rural fictícia de Hawkins, em Indiana, nos Estados Unidos, durante a década de 1980. O Laboratório Nacional de Hawkins, nas proximidades, ostensivamente realiza pesquisas científicas para o Departamento de Energia dos Estados Unidos, mas secretamente realiza experimentos paranormais e sobrenaturais, incluindo experimentos que envolvem pessoas em testes humanos, que começam a afetar os moradores inconscientes de Hawkins de maneiras desastrosas. A segunda temporada de Stranger Things havia sido anunciada pela Netflix em 31 de agosto de 2016. Matt Duffer e Ross Duffer continuam como showrunners e produtores executivos. A segunda temporada estreia em 27 de outubro de 2017.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Crítica: Onde Está Segunda? | Um Filme de Tommy Wirkola (2017)


Em 2073, a superpopulação causa uma preocupante crise mundial, resultando em uma rigorosa política de filho único imposta pela Agência de Alocação da Criança que é chefiada pela doutora Nicolette Cayman (Glenn Close). As crianças que excedem o limite são colocadas em estado de crio-sono a espera que o planeta um dia se recupere da escassez de recursos. Mas quando Karen Settman morre dando a luz a sete meninas gêmeas, o avô, Terrence Settman (Willem Dafoe) as adota sem o conhecimento das autoridades e as esconde da sociedade. As nomeando com os dias da semana e as ensinando a ser sempre a mesma pessoa através de rigorosos métodos ditados pelo avô, às sete gêmeas chegaram a idade adulta completamente despercebidas. Porém, quando Segunda (Noomi Rapace) desaparece, as outras abandonam o estado de reclusão e passam a ser perseguidas pelo governo. “Onde Está Segunda?” (What Happened to Monday, 2017) é uma produção de ação e ficção científica escrita por Max Botkin e Kerry Williamson. Dirigida por Tommy Wirkola (responsável pelo criticado “Jõao e Maria: Caçadores de Bruxas”, de 2013), essa é uma produção original da Netflix. Lançado em 18 de agosto de 2017 através do serviço de streaming, o filme obteve um respeitável índice de sucesso e um nível de qualidade satisfatório. Entretanto, realizado com a intenção de ser acessível e provocar adrenalina na plateia, o filme perde uma preciosa chance de ser memorável ao passar batido por temas relevantes de serem levantados pelo gênero.

O futuro distópico de “Onde Está Segunda?” é interessante e movimentado, mas também negligente quanto ao material que o enredo poderia potencializar. Claramente focado em gerar sequências de ação expressivas, esse objetivo é executado com um nível de excelência formidável. Sem exageros ou artifícios estéticos, as passagens de ação funcionam com competência. A criação da atmosfera futurista é eficiente, onde os acontecimentos se desdobram de forma tensa e ainda rendem algumas reviravoltas interessantes. Embora o roteiro seja marcado de algumas pontas soltas também, há um desperdício de não trabalhar com mais profundidade os conceitos presentes no enredo. Embora a atriz sueca Noomi Rapace esteja formidável em suas sete interpretações, as quais ela consegue conferir alguns diferenciais dramáticos interessantes, o roteiro se limita a diferencia-las com soluções fáceis. A presença de Willem Dafoe é uma incógnita por seu sumiço repentino da trama, enquanto Glenn Close é excessivamente caricata em seu desempenho. A questão da superpopulação é outro aspecto que carecia de mais aprofundamento, sendo que o roteiro também não se arrisca a propor soluções razoáveis. Além do mais, depois de muita correria que deixa um rastro de terror, o descamba para um desfecho quase que previsível e que lança essa ficção a um lugar comum. Sobretudo, “Onde Está Segunda?” se mostra um bom thriller de ação e sci-fi que vale a pena assistir, seja pela performance de sua protagonista ou pelas cenas de ação funcionais que provavelmente vão agradar fãs do gênero. Mesmo assim, poderia ser melhor. 

Nota:  6,5/10
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Crítica: Conexão de Elite | Um Filme de Joseph Castelo (2015)


Baseado em fatos reais que ocorreram na década de 80, Tobias Hammel (Thomas Mann), é um confuso estudante do ensino médio que acaba de ingressar numa renomada escola preparatória particular, e que num difícil processo de adaptação nessa nova instituição de ensino, ele acaba criando uma amadora rede de tráfico entre seu círculo de novas amizades. Um pouco para tirar vantagem de alguns ricos estudantes que buscam novas emoções, um pouco para impressionar a jovem e bela Lucy Fry (Alexis Hayes) a quem detinha uma paixão inacessível.  Aparentemente tudo corria bem em suas atividades criminais. Porém o que começou sendo apenas como uma inocente forma de se sociabilizar com seus novos colegas de sala e ganhar dinheiro, acaba ganhando contornos maiores, mais lucrativos e igualmente perigosos quando Tobias passa a buscar cocaína diretamente da Colômbia para vender a quem quisesse comprar. “Conexão de Elite” (The Preppie Connection, 2015) é um drama estadunidense escrito por Ashley Rudden. Dirigido por Joseph Castelo, esse longa-metragem é inspirado na vida real de Derek Oatis, que teve sua trajetória na escola em circunstâncias semelhantes. Para proteger a identidade das pessoas envolvidas a produção mudou os nomes verdadeiros de todas as pessoas ligadas ao caso, como adicionou mais material à história, acrescentando uma série de eventos que nunca realmente aconteceram, mas eram vitais para preencher o projeto.

Conexão de Elite” não traz novidades ao espectador. Sua narrativa segue burocraticamente o enredo dos acontecimentos em volta do personagem principal, onde as lacunas entre os fatos são preenchidas com adocicadas liberdades poéticas que resultam em um filme nada mais do que funcional. Sobretudo limitado. Sua trama é uma reprise de muito que do que já foi feito em outras produções semelhantes, que inclusive entregavam algo mais gratificante do que o diretor e roteirista Joseph Castelo foi capaz. Com uma reconstituição de época interessante, uma trilha sonora bacana e atuações razoáveis, “Conexão de Elite” deixa um pouco a desejar. Não que o filme seja ruim, mas é que ele não tem uma energia cativante que é necessária para nos solidarizar com o destino de seu protagonista. Para começar pela atuação de Thomas Mann, que entrega um simulacro de seu sucesso em “Eu, Você e a Garota que Vai Morrer”. Entre caras e bocas, sua atuação é idêntica em vários momentos. Depois a sua aparência de filme que foi feito sobmedida para a televisão. Isso tira um pouco o seu brilho. Mas seu maior problema é o fato de ser datado. A história de um jovem promissor que tinha um futuro brilhante pela frente, mas descamba para o crime, isso em tempos em que isso vem sendo cada vez mais comum em diferentes cantos do mundo, os fatos aqui retratados não chamam mais a atenção e muito menos causam espanto ao espectador habituado a ver isso constantemente nos noticiários. Isso aliado a uma estética bastante convencional, faz de “Conexão de Elite” um filme mediano e de pouca força. Sua existência é válida, mas ao mesmo tempo desnecessária.

Nota:  6/10
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