domingo, 3 de setembro de 2017

Crítica: O Experimento Belko | Um Filme de Greg McLean (2016)


Em Bogotá, na Colômbia, tudo corria bem nas Indústrias Belko, uma empresa multinacional que tem inúmeros funcionários americanos. E o que começou sendo apenas mais um dia de trabalho para seus 80 colaboradores, muda repentinamente quando todos são trancafiados no interior do prédio e obrigados a seguir as ordens de uma misteriosa voz, que anuncia através dos alto-falantes uma inesperada intimação: é necessário matar uns aos outros para sobreviver. As ordens que a princípio foram encaradas como uma brincadeira de mau gosto ou um teste psicológico por parte dos funcionários, logo serão vistas de uma forma extrema quando cabeças começam a explodir por conta de um chip de rastreamento para o caso de um inesperado sequestro dos funcionários, que para o espanto de todos também é uma bomba de controle remoto. “O Experimento Belko” (The Belko Experiment, 2016) é uma produção de terror e suspense escrita por James Gunn e dirigida por Greg McLean (responsável por filmes como “Wolf Creek” e “Morte Súbita”). O filme tem no elenco nomes como John Gallagher Jr., Tony Goldwyn, Adria Arjona, John C. McGinley, Melonie Diaz, Josh Brener e Michael Rooker. Inspirado no cult japonês “Batlle Royalle”, de 2000, que por sua vez também inspirou a franquia “Jogos Vorazes”, de 2012; essa produção é bem recheada de boas passagens de sangue e humor ocasionadas pelo roteiro inteligente de James Gunn (responsável pela franquia “Guardiões da Galáxia) e pela direção correta de Greg McLean focada no entretenimento garantido.


O Experimento Belko” diverte o espectador com pouco, pois é violento sem ser explícito e ainda apresenta algumas tensões numa proporção adequada para o gênero. As qualidades de sua premissa inclusive são bem sustentadas por todo o seu desenvolvimento, pois o roteiro explora de forma interessante a transformação do ambiente de trabalho em um campo de batalha implacável, no qual os colegas de trabalho se transformam em sanguinários combatentes. E nesse cenário, onde os personagens passam pelo dilema de matar ou não seus colegas de trabalho e amigos para garantir a sua sobrevivência, a queda das máscaras não é somente inevitável, como também é chocante pela forma como é apresentada. Quando os prazos se esgotam e alguns personagens são eliminados, o cenário vai ficando mais desolador. Por isso, se a ideia de colocar vários personagens lutando por sua sobrevivência não se mostra original a primeira vista, a forma como a história se desenvolve é interessante. Sem pretensões de emplacar mensagens ou reflexões profundas, seu desenvolvimento resume-se a um vença o melhor. Com boas atuações, personagens interessantes, uma trilha sonora legal sempre presente em boas passagens e um desfecho com direito a uma reviravolta bastante pontual, “O Experimento Belko” garante uma boa dose de entretenimento escapista sem soar forçado. O filme funciona ao que se propõe e diverte pelo conjunto de elementos presentes na tela.

Nota:  7/10
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4 comentários:

  1. Assustador. Muito assustador.

    Detestei Cidade de papel. Vc gostou?

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    1. Gostei Liliane. Embora eu não seja fã dos livros de John Green, eu tenho que admitir que esse filme me envolveu bastante. Mas gostei mais ainda do "A Culpa é das Estrelas", que também é de Green. Se na literatura suas histórias não me cativam, no cinema ele tem um fã moderado.

      http://marcelokeiser.blogspot.com.br/2015/07/critica-cidades-de-papel-um-filme-de.html

      bjus

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  2. Até hoje o Tony Goldwyn é lembrado como o eterno vilão de Ghost, né?rs

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    1. Também lembro dele em filmes como "O Último Samurai" e "O Sexto Dia". Inclusive nesse segundo, ele também divide os créditos com Michael Rooker. Embora seja um trabalhador dedicado, nunca foi um ator famoso e sempre desempenhou papeis secundários, geralmente personagens que assumem a posição de vilão em grandes filmes. Aqui não é diferente. No entanto seu desempenho aqui está bom pra caramba.

      abraço

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