quinta-feira, 28 de julho de 2016

Crítica: Thor – O Mundo Sombrio | Um Filme de Alan Taylor (2013)


Após os eventos ocorridos em “Os Vingadores”, Thor (Chris Hemsworth) sai em uma campanha para pacificar os Nove Reinos, enquanto Loki (Tom Hiddlestone) punido por sua traição permanece aprisionado em Asgard pelos crimes cometidos no planeta Terra. Mas o clima de normalidade restaurada começa a ruir, quando em Londres começa a surgir indícios de uma Convergência entre os Nove Reinos que ocorre a cada cinco mil anos. Esse raro evento chama a atenção de Jane (Natalie Portmann) que é tele transportada para um mundo sombrio onde testemunha a liberação do Éter, uma arma mortal de grande poder. Infectada pelo poder do Éter, isso também desperta a atenção de Thor que se alia a Loki e deixam as fronteiras de Asgard para salvar a vida de Jane e impedir que Malekith, um adversário antigo que oferece uma grande ameaça ao planeta Terra. “Thor – O Mundo Sombrio” (Thor: The Dark World, 2013) é uma produção estadunidense de aventura e fantasia baseada na história em quadrinhos de Don Payne e Robert Rodat, para os personagens da revista em quadrinhos “Thor” criada por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby. Com o roteiro de Christopher Yost, Christopher Markus e Stephen McFeely, a direção dessa aventura ficou a cargo de Alan Taylor. A Marvel seguindo a risca a estratégia que construiu ao longo dos anos, onde seus filmes seguem uma fórmula que os fazem estar organicamente interligados um aos outros, ainda consegue algo mais formidável: seus filmes funcionam como realizações isoladas que são bastante recompensadoras. E esse também é o caso de “Thor – O Mundo Sombrio”.

Nenhum outro filme anterior a “Thor – O Mundo Sombrio” usufruiu tanto dos benefícios da experiência da Marvel Studios. Observando em retrospecto, é incrível que a produção problemática desse longa-metragem que teve vários atritos nos bastidores nas mais variadas áreas de atuação, mudanças urgentes no roteiro e a necessidade de acertos inesperados no enredo por parte de Joss Whedon (responsável pela realização de “Os Vingadores) poucos meses antes de estrear, ainda tenha resultado em um blockbuster extremamente competente e divertido. Superior ao seu anterior, isso sem querer desmerecer o trabalho de Keneth Bragnahn, o diretor Alan Taylor entrega um produto leve e comprometido com os interesses da Marvel, sobretudo agradável aos fãs do personagem. Com claras evidências de amadurecimento dos personagens, onde todo o elenco principal se mostra mais a vontade em seus papéis, Chris Hemsworth demonstra estar mais do que apto para empunhar o Martelo de Odin por definitivo, como Tom Hiddlestone em sua interpretação de Loki foi capaz de mostrar ser um personagem tão fascinante quanto o próprio herói (praticamente Hiddlestone rouba a cena a cada aparição na tela). Essas são algumas das muitas melhorias que essa sequência demonstrou ter. Há outros ganhos relevantes que estão presentes no conjunto: o filme ganha boas passagens de tensão em que coloca a vida dos personagens num constante clima de perigo, reviravoltas pontuais que amarram bem toda a trama e uma dose bem equilibrada de humor inteligente que sempre é bem-vindo a filmes comprometidos com o entretenimento.

Com um orçamento muito mais generoso do que no primeiro filme solo do personagem título, “Thor – O Mundo Sombrio” esbanja apelo visual do inicio ao fim, seja nas locações ou nos efeitos visuais em CGI que ganharam muito mais explosão aos olhos do espectador. Tem ritmo de aventura e ação bem cuidada, com boas passagens de humor e um roteiro bem mais trabalhado do que seu antecessor, essa produção é garantia de entretenimento como é simplesmente o seu foco principal. No final das contas, ainda que não seja um dos melhores filmes da Marvel, trata-se de uma produção que dá continuidade a uma boa fase da produtora que tem conferido destreza e leveza a seus produtos como nenhuma outra franquia de personagens em quadrinhos tem conseguido.

Nota:  7,5/10
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