quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Crítica: Lucy | Um Filme de Luc Besson (2014)


Lucy (Scarlett Johansson) é uma jovem inocente que foi forçada a trabalhar como mula para o transporte de drogas para máfia de Taipei, em Taiwan. A droga foi implantada cirurgicamente em sua barriga, no entanto um pouco antes de embarcar no voo o pacote que transporta no interior de seu corpo vaza derramando a substância em seu organismo. Porém ela não morre, e para sua surpresa, melhora incrivelmente seus sentidos. A sua capacidade cerebral restringida a apenas 10% se torna gradativamente ilimitada a tornando uma supermulher. Lucy evolui radicalmente passando a ter a capacidade de ler mentes e mover objetos apenas com o pensamento, entre muitas outras poderosas habilidades. Com a ajuda do professor Norman (Morgan Freeman), que a ajuda entender sua transformação, Lucy busca impedir que malfeitores venham a colocar as mãos no que resta da droga, ao mesmo tempo em que segue numa incrível jornada de autoconhecimento. “Lucy” (Lucy, 2014) é um thriller de ação realizado pelo renomado cineasta francês Luc Besson (realizador de filmes como “O Quinto Elemento” (1997), “O Profissional” (1994), entre outros mais). Também colaborador de argumento e financista de outros sucessos como “Carga Explosiva” (2002) e “Busca Implacável” (2008), em “Lucy” Besson assina o roteiro, produz e dirige. Trata-se de um filme eficiente no que se propõe: divertir o espectador. Completamente distante da realidade (justificando o rótulo da ficção científica com o qual é vendido) onde alguns conceitos científicos se tornam risíveis e implausíveis, Besson apresenta acertadamente boas escolhas que se mostram visualmente geniais. Portanto além de deter um desenvolvimento ritmado repleto de referências cinematográficas com uma ação de qualidade impecável típica de seus filmes, Besson mostra que embora não evolua em seu ofício também não regride.



Certa vez eu disse e volto a repetir: "Besson é um realizador mais esperto do que inteligente". Por quê? Ele sabe mesclar clichês como nenhum outro cineasta em atividade para começar (onde até a ideia mais batida do mundo pode continuar a ter o seu brilho se lapidada com o devido cuidado). Hábil condutor de cenas de ação estilizada, sabe aplicar efeitos visuais baratos com uma funcionalidade acima da média. Sabe escolher atores e atrizes que possam cumprir com eficiência suas conturbadas tramas, até quando suas primeiras escolhas não se concretizam as alternativas saem melhor do que o esperado (o papel de Lucy era sumariamente elaborado para ser desempenhado por Angelina Jolie, mas ela não aceitou a tarefa). Seus roteiros quase sempre simplistas em teoria, ganham certo brilho por diálogos afiados e proferidos por experientes atores que conferem certo charme ao seu trabalho. Além do mais, responsável empreendedor, Besson consegue conferir esmero técnico aos filmes que produz com orçamentos medianos que apresentam faturamento em média três vezes maior ao custo. Em "Lucy" não é diferente. Embora não confira nada de novo ao gênero ao qual habita, trata-se de produto extremamente ágil e engenhosamente divertido. Scarlett Johansson está bem no papel de heroina, podendo entrar orgulhosa para rol de personagens femininas providas de valentia criadas pelo diretor, como também, Morgan Freeman em sua milésima interpretação de sábio guru ainda convence e não se mostra totalmente cansativo. Montado com boas ideias (a progressão do efeito da droga em Lucy acompanha o avanço da trama do filme de modo curioso), essa produção tem as suas qualidades se destacando de seus defeitos. Mesmo não sendo tão bom quanto poderia, "Lucy" pode divertir facilmente o espectador desde que ele embarque nas suas viagens psicodélicas de ficção científica de seu realizador. 

Nota: 7/10  
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6 comentários:

  1. assisti Online só o cemeço desse filme no Youtube! vou assisti-lo inteiro! a Scarlett é linda,muito gata nem precisa de poderes especiais pra chamar a antenção do mundo! só a beleza estonteante dela já hipnotiza e conquistou toda Hollywood e amim também! Marcos Punch

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  2. eu gostei desse filme. beijos, pedrita

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  3. Recentemente eu assisti esse filme e 10 minutos depois eu tava com uma sensação esquisita de deja vu. Eu até fiquei me perguntando se já tinha assistido esse filme, então eu vi a cena do Morgan Freeman falando sobre sua tese e lembrei que sim, já tinha assistido o filme antes mas tinha esquecido completamente sobre ele.

    Não sei dizer se eu gostei do filme na primeira vez que assisti mas posso dizer com certeza que esse não foi o caso da segunda.

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    1. Acho que o filme é um pouco exagerado. Principalmente o final. Mas a ideia é boa e dava bastante pano pra manga se tivesse sido focado com mais pé-no-chão. Uma pena, já que no passado, Besson foi capaz de escrever roteiros bem melhores.

      Eu acho que ele não acertou o ponto, olhando em retrospecto, mas fez uma combinação interessante de ideias e elementos.

      abraço

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