quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Crítica: Bem-Vindo à Selva | Um Filme de Peter Berg (2003)


Beck (Dwayne Johnson) é um brutamonte que tem como função profissional cobrar dívidas atrasadas. Favorecido por sua aparência intimidadora e por métodos implacáveis de cobrança, seu único desejo é poder abandonar essa vida perigosa de cobrador de dívidas e abrir seu próprio restaurante. Mas para poder realizar seu sonho, ele precisa realizar uma última tarefa: ele precisa viajar ao âmago da floresta amazônica e trazer de volta para casa Travis (Seann William Scott), filho inconsequente de seu chefe. Mas o que já não era bom em teoria, piora quando surge em seu caminho um manda-chuva local (Christopher Walken) que gerencia um garimpo no meio da floresta e vê em Travis uma lucrativa oportunidade de ganhos, ao saber que o jovem tem pistas do paradeiro de uma relíquia de inestimável valor. “Bem-Vindo à Selva” (The Rundown, 2003) é uma produção de ação frenética que apesar de todas as deficiências lógicas (exagerada em todos os sentidos, perceptivelmente está descolada geograficamente e não serve para nada mais do que alçar a carreira dos envolvidos para outro patamar) o filme funciona super bem, desde que não se tente levar a trama a sério, e se deixe levar pelo carisma do elenco e as boas cenas de ação e humor que permeiam a obra.

Mesmo com personagens caricatos, que se apoiam em interpretações canastras, a dupla Dwayne Johnson/ Seann William Scott conseguem um resultado magnético com o espectador. O entrosamento dos dois gera bons momentos de humor, e ainda que o elenco de apoio (leia-se Rosario Dawson) mostre-se apagado, o vilão interpretado por Christopher Walken (em uma das mais caricatas de suas interpretações) entrega um personagem divertido e histérico que somente vem a enriquecer o desenvolvimento estético pipoca dessa produção. Filmada no Havaí, provavelmente porque a equipe que buscava locações para filmar no Brasil foi assaltada, não causando uma boa impressão, deixou a dever no realismo mais trivial (o português falado com sofrimento, à mecânica que move a região é composta totalmente por carros estrangeiros e uma tribo indígena que luta capoeira não é fácil de engolir). A direção de Peter Berg confere a essa produção um monte de maneirismos narrativos e visuais que dão mais agilidade ao visual carregado de informações decorativas. Digam o que quiserem, mas “Bem-Vindo à Selva” é um filme que é a cara de seus protagonistas: exagerado. Ainda que não traga nada de novo, diverte e funciona como uma despretensiosa aventura de ação escapista.

Nota: 7/10
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2 comentários:

  1. Não consegui entrar no clima do filme.

    A única coisa que gostei foi ver o maluco Christopher Walken se divertindo como o vilão.

    Abraço

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    1. Gosto do "The Rock". Ele tem o perfil de astros de filmes de ação que faz lembrar outros grandalhões bem conhecidos, ao mesmo tempo em que trabalha com habilidade seu talento para a comédia (na qual, sobretudo o acho melhor).

      abraço

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