domingo, 19 de maio de 2013

Crítica: Jumper | Um Filme de Doug Liman (2008)



Quando o cineasta estadunidense Doug Liman apareceu com filmes legais como "Swingers – Curtindo a Vida" (1996) e "Vamos Nessa" (1999), tendo a sua plena disposição histórias fascinantes das camadas sociais da sociedade contemporânea, foi recepcionado pelo público e a critica com aplausos. Produções iguais a essa desmistificavam que para fazer grandes filmes, era necessário grandes orçamentos e inacessíveis estrelas no elenco. Melhor ainda foi quando tempos depois, comandava grandes produções como "A Identidade Bourne" (2002), que ainda hoje serve de referência a muitos cineastas quando o assunto é espionagem. Agora com esse longa intitulado "Jumper" (Jumper, 2008), cuja história acompanhamos David Rice (Hayden Christensen), um adolescente comum que descobre ter a habilidade de se teletransportar a coisa não funciona como esperado. As possibilidades desses poderes são infinitas, podendo tomar café da manhã em Paris, surfar no Hawai, almoçar em Londres e tomar um banho de sol sobre as pirâmides do Egito, tudo no mesmo dia. De posse desse poder, passa a entrar e sair do interior de cofres de banco com quantias de dinheiro que o deixam rico. Anos depois, o rapaz procura conquistar seu velho amor de infância Millie (Rachel Bilson).  No entanto entra em cena um caçador de Jumpers (Samuel L. Jackson) líder dos Paladinos, um grupo secreto que a milhares de anos caça Jumpers pelo mundo, e está decidido a exterminar David ou qualquer outro Jumper da face da terra.


Igual ao poder de Hayden Christensen, as possibilidades eram infinitas para esse filme, porém por mais legal que possa ter ficado de modo técnico,  não empolga e nem traz nada de novo que desperte algum fascínio: o par romântico não funciona; Jackson está um pouco deslocado e por vezes perdido no papel de Paladino; e o segundo Jumper que divide a tela com o protagonista, estrelado por Jamie Bell, tem mais apelo dramático do que o próprio protagonista. A trilha sonora não se destaca tanto quanto poderia, e os efeitos por mais interessantes que ficaram, não fazem desaparecer as deficiências da trama. E mesmo cheio de boas sacadas visuais, como pela bela direção de fotografia, frases de efeito como a que Jackson profere a Christensen para justificar sua caçada: “somente Deus pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo”, não sustenta um longa dessa magnitude. O roteiro brinca com suas origens insinuando ser um típico filme de super-heróis, mas foi baseado num livro homônimo de Steven Gould, publicado em 1992 sem ligações diretas com o gênero.  Sobretudo, se havia a pretensão de Doug Liman de criar uma nova franquia através de "Jumper", para substituir o sucesso do espião desmemoriado Bourne,  isso após a morna recepção da crítica em relação ao "Sr. e Sra. Smith" (2005), as chances dessa produção desapareceram como seus personagens principais: em pleno ar.

Nota: 5,5/10
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