sábado, 18 de maio de 2013

Crítica: Plano de Fuga | Um Filme de Adrian Grünberg (2012)


Se à primeira vista esse longa-metragem de entretenimento lhe causar a sensação de dejavú em relação a outro trabalho de Mel Gibson, mais especificamente a fita chamada “O Troco” (1999), acredite, essa sensação que você está tendo não é isolada. Um é a cara do outro – e duvido que seja mera coincidência – embora seus realizadores não apresentarem nada em comum. Enquanto o diretor Brian Helgeland travou uma batalha com o astro Mel Gibson por querer apresentar um filme bem diferente do que resultou – se dependesse do diretor o protagonista teria se ferrado no desfecho – o estreante diretor Adrian Grünberg seguiu a risca a fórmula de sucesso que consagrou “O Troco”. Mas o que poderia ser considerado um equívoco, no final das contas resultou em um divertido filme de ação que fecha com o estilo de Gibson. “Plano de Fuga” (Get a Gringo, 2012) segue a mesma linha de “O Troco” em todos os aspectos positivos, e ainda por cima, dá margem para criar mais emoção e risadas do que o primeiro.


Nessa produção, o ator Mel Gibson interpreta um criminoso capturado pela polícia mexicana com uma mala contendo 2 milhões de dólares. Numa fuga desesperada ele atravessa a fronteira dos Estados Unidos, preso vai parar em um presídio conhecido como El Pueblito, totalmente controlado por criminosos. O dinheiro da mala apreendido com ele foi roubado de mafiosos foi parar nas mãos de policiais mexicanos corruptos, enquanto Gibson atrás das grades em uma prisão que mais parece uma feira indiana. Apesar de ser um criminoso experiente, logo percebe que a cadeia onde se encontrava não era nada com que conhecia até então. No processo de adaptação na cadeia, vai se adaptando e cria uma ligação de amizade com um garoto cuja sua maior pretensão é matar o chefão do crime do presídio. Gibson está na mira de criminosos locais e de antigos inimigos que buscam seu dinheiro de volta, onde é obrigado a correr contra o tempo para escapar da prisão, ajudar o garoto em sua vingança e recuperar o seu dinheiro antes que seja tarde.


Basta ver o trailer desse filme para saber que se trata de puro entretenimento descompromissado. Com uma história clássica de vingança, Mel Gibson cumpre seu papel de durão cheio de princípios e ao mesmo tempo brilhante – o anti-herói perfeito para sua persona – que não se esforça em nada em ser agradável, mas conquista a todos por onde passa. Sua empreitada contra o cigarro – hilária dentro da franquia ‘Máquina Mortífera – continua vívida e duradoura; sua frieza diante do caos é inspiradora e hilária em certos momentos; e o garoto ao qual desenvolve certo afeto (Kevin Hernandez), rouba a cena do experiente e carismático ator. Contudo, todo o elenco de apoio tem seus momentos de brilhantismo. A ação do filme é bem à moda antiga e agrada, repleta de situações curiosas com tiroteios e explosões a reveria. “Plano de Fuga” está longe de ser memorável, mas impressiona pelo desenvolvimento da trama absurda. Embora remeta ao trabalho de Brian Helgeland, vemos traços de “Máquina Mortífera” também. Por fim, a fita diverte e descontrai como poucos filmes do gênero, embora pouco conhecida.

Nota: 7,5/10
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