segunda-feira, 15 de junho de 2015

Crítica: Twister | Um Filme de Jan De Bont (1996)


Toda região do Oklahoma sempre sofreu com devastadores incidentes causados por tornados, e numa crescente onda de poderosas tempestades que tem surgido nos últimos tempos, dois grupos de pesquisadores, um brilhantemente preparado liderado pelo inescrupuloso Jonas Miller (Cary Elwes), e o outro irreverente e sem recursos composto por Bill Harding (Bill Paxton) e Jo (Helen Hunt), surge à expectativa da vinda de um grande tornado que possibilite o uso de um equipamento que se funcionar irá ajudar no futuro em como prever esse perigoso evento climático. Mas o problema surge na forma da realização do teste: o aparelho deve ser inserido no centro do tornado para que ele possa ser sugado e os seus sensores devem ser devidamente espalhados pelo gargalo do tornado. Uma tarefa muito difícil e perigosa de ser concretizada e que transforma esse bem-intencionado e necessário experimento científico numa verdadeira aventura de vida e morte. “Twister” (Twister, 1996) é uma produção estadunidense de cinema-catástrofe dirigida pelo cineasta holandês Jan De Bont. Depois de exercer uma promissora carreira como diretor de fotografia em filmes de grande sucesso, ele estreou como diretor no fantástico “Velocidade Máxima”, de 1994. Um verdadeiro sucesso de bilheteria e crítica que surpreendeu a todos por sua premissa despretensiosa, esse filme resultou num emocionante filme de ação. Seu segundo trabalho como diretor não ficou por menos, pois “Twister” é em resumo uma eletrizante jornada de emoções e efeitos visuais realísticos sobre o poder da natureza em confronto com a determinação humana.

Há algo de surpreendente em “Twister” que se mantem intocado até hoje. Os efeitos em CGI adotados para o filme ainda se mostram de uma funcionalidade impecável mesmo depois de quase duas décadas de sua realização. Realizado numa época escura para esse recurso que ainda passava por difíceis fases de descoberta, o trabalho de Jan De Bont exibe um nível de competência assombroso combinado com vários outros recursos de produção que culminaram em uma enlouquecida aventura. A adrenalina desencadeada por cenas de ação competentes são impressionantes. O que poderia ser apenas um desfile de efeitos bem realizados, também se mostra uma ferramenta para potencializar o enredo, que embora simples bastante funcional. E filmes catástrofes como esse ou Inferno de Dante, como filmes de ficção cientifica lançados na mesma época (como “Independency Day”) eram convidativos trabalhos para exercitar essa área em expansão do cinema. Assim reunido um talentoso elenco com nomes que passavam pelo auge (Helen Hunt e Bill Paxton) e outros que estavam por escrever sua história no cinema contemporâneo como Philip Seymour Hoffman, que combinados como uma história bem ritmada por uma trilha sonora empolgante (de responsabilidade de Mark Mancina) e efeitos especiais realísticos de poucas falhas, “Twister” se mostra um longa-metragem que envelheceu de modo saudável. Se invariavelmente a cada ano surge um novo filme catástrofe para reavivar esse subgênero, o trabalho do cineasta se mantem ainda um exemplar imperdível aos fãs de filmes que tem em seu enredo um terrível desastre.

Nota:  8/10
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4 comentários:

  1. eu gostei desse filme. beijos, pedrita

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    1. Ele desperta gosto mesmo! Que bom que gostou.

      bjus

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  2. Estou contigo, Marcelo, esse é um dos blockbusters que ajudaram a definir esse tipo de filme nos anos 90 e, francamente, continua sendo único. Cumps.

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    1. Vieram outros filmes parecidos posteriormente, mas nenhum com as mesmas qualidades que esse. Aprecio a potencialidade do gênero, mas sou constantemente assombrado com decepções em relação aos mesmos. Sinto saudades desse longa-metragem e gostaria que surgissem outros que imprimissem uma dose de qualidades iguais, ou pelo menos parecidas como o que são permeadas por essa obra.

      abraço

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