quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Crítica: Elektra | Um Filme de Rob Bowman (2005)


Constantemente torturada pelo seu passado, Elektra (Jennifer Garner) após sua morte (ocorrida durante um confronto com o Mercenário em “O Demolidor – O Homem Sem Medo, 2003”) e sua misteriosa ressurreição  quando foi trazida de volta dos mortos pelas mãos de seu sensei, Stick (Terrence Stamp) a faz viver numa constante busca por vingança. Embora tenha sido treinada na rígida disciplina do ninjutsu, ela não consegue controlar a fúria que sente pelos responsáveis pela morte dos pais. E em seu anseio por vingança ela abandona o culto dos Virtuosos e parte num exílio para se tornar uma perigosa assassina profissional, onde passa a empregar seus poderes de prever o futuro. Mas quando ela contratada para matar Mark e Abby Miller (Goran Visnjic e Kirsten Prout) pai e filha, demônios de seu passado ganham mais força em sua consciência. Porém, a partir do momento que ela não os executa, passa a ter a responsabilidade de protegê-los de um clã milenar de ninjas chamado Tentáculo. Contudo, o que Elektra não imaginava eram as razões que levava tantos assassinos a quererem matá-los. "Elektra" (Elektra, 2005) aparentemente prometia através da divulgação mais do que era capaz de entregar, no entanto, o resultado realmente entregue mostrou-se inferior ao esperado, onde o cineasta Rob Bowman bombardeia o espectador com um filme morno e desinteressante. 



A personagem foi criada em 1981 como uma heroína secundária dos quadrinhos em "O Demolidor", onde o quadrinista Frank Miller acertou em cheio em sua criação (fã confesso do universo dos misteriosos ninjas, esses personagens frequentemente habitavam várias histórias diferentes de sua autoria). Contudo, o diretor Rob Bowman não acertou em quase nada ao transpor a personagem (que antes dividiu a tela com o Demolidor) para telona. Pouca profundidade sobre sua história, uma climatização exótica que remetia ao cinema do oriente (belas paisagens e muito cenas de luta) e um repertório de estranhos vilões que beiravam ao carnavalesco. Mas sua maior deficiência reside no roteiro rebuscado de claras costuras e pouco envolvente (a trama é muito corrida para uma produção que não se presta ao trabalho de familiarizar nada a respeito da personagem). Com cenas de ação sem novidades e pouco clima, apesar do condicionamento técnico elegante, naturalmente a talentosa atriz Jennifer Garner (um fenômeno nascido do extinto seriado "Alias - Codinome Perigo") não conseguiu o sucesso desejado na tarefa de segurar a produção sozinha, mesmo sendo uma hábil lutadora que dispensa dublês em cena e por esbanjar uma sensualidade latente. "Elektra" foi um claro sintoma do desgaste da fórmula de sucesso projetada pelos grandes estúdios, que caminhava ao completo esgotamento, e por fim, acabou chamando a atenção dos responsáveis de que não era tão fácil ganhar dinheiro transpondo a toque de caixa todo e qualquer personagem dos quadrinhos. 

Nota:  4/10 
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6 comentários:

  1. Até criei uma simpatia pela Jennifer Garner, ah mas como eu detestei esse filme. Assim como "Demolidor".

    Ótimo resumo da origem da personagem.

    Abs.

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    1. É extremamente forçado e não empolga. Pode até agradar aos fãs da personagem ou talvez da protagonista, mas como filme está longe do ideal. Obrigado pela visita!

      abraço

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  2. Uma vergonha cinematográfica...só consegue ser melhor que Mulher Gato com Halle Berry.

    Abs

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    1. Mulher Gato é muito ruim.... e pensar que o estúdio responsável cogitava inclusive fazer uma sequência desse filme. Graças a Deus não fizeram, porque eu não ia assistir nem de Graça! rsrsrs

      abraço

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  3. Gostei de "Demolidor" porque era um super-herói com um quê de humanidade, o fato da cegueira, querer fazer o bem sempre, mas "Elektra" realmente deixa muito a desejar. Simplesmente é uma desculpa para chutes, socos e corre-corre. Estou seguindo teu blog amigo, abs!

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    1. O filme do "Demolidor" ficou bem melhor mesmo. Mas particularmente está longe de ser um dos meus preferidos. Quero só ver o "Batman" com Ben Affleck. Vai dar o que dizer....

      Obrigado pela visita e sua participação

      abraço

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