quarta-feira, 24 de julho de 2013

Crítica: Guerra é Guerra | Um Filme de McG (2012)


Tuck (Tom Hardy) e FDR (Chris Pine) são dois experientes e bem sucedidos agentes da CIA. Grandes amigos dentro e fora do trabalho, ambos vivem uma rotina perigosa devido a sua profissão, onde a confiança depositada em seu parceiro é fundamental para sobreviver. Mas essa imprescindível confiança fica abalada quando descobrem estar namorando a mesma mulher, Lauren (Reese Witherspoon). A princípio para não abalar a amizade, decidem que cada um seguiria seu caminho deixando a moça fazer sua escolha de forma natural para resolver esse impasse. Porém em um ramo competitivo como na espionagem, ao qual fazem parte, seus instintos os levam a competir entre si pelo coração da poligâmica jovem numa disputa de forças nada comum. "Guerra é Guerra" (This Means War, 2012) é uma típica comédia romântica que mais promete do que cumpre. Se a premissa à primeira vista possa parecer interessante, sua realização demonstra um desperdício de uma ideia que fecha bem com gênero no qual habita: um trio romântico de grande evidência ao grande público, cenas de ação bem feitas e muitas extravagâncias a cerca de seus personagens que rendem boas tiradas de humor. O problema é que o processo de desenvolvimento da trama não leva a lugar nenhum, além do fato de que, as melhores piadas em volta da situação dos protagonistas, foram entregues de graça no trailer. E mesmo com uma produção competente, que remete a lembrança de "Sr. e Sra. Smith" (2005), não salva esse longa-metragem de um resultado mediano.



A escolha do elenco era apropriada demais para ser a culpada: tanto Chris Pine (Além da Escuridão Star Trek, 2013) quanto Tom Hardy (Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, 2012) estavam sob os holofotes por outras produções mais ambiciosas, lhes concedendo certo destaque na mídia antes mesmo das estreias; ao mesmo tempo em que Reese Witherspoon, mesmo sendo figurinha repetida em comédias despretensiosas como essa, e que já não convencia mais como antigamente, ainda assim trazia certo retorno nas bilheterias. Sem falar do vilão (Til Schweiger) que nem precisa ter, diante da capacidade de destruição das mazelas do amor. E o diretor McG (As Panteras, 2000) tinha em sua filmografia um sucesso bem ao estilo dessa produção, que já lhe concedia alguma experiência que poderia fazer a diferença no fim da história. E se o grande problema dessa comédia chamada "Guerra é Guerra" não está necessariamente na composição dos elementos, está na mistura. O roteiro não ajuda, a direção é apressada feito os clipes que diretor McG fazia no inicio de carreira e o trio romântico não é de todo harmonioso. De resto, sobra boas cenas de ação, umas tiradas de humor que podiam ser melhores e um desenvolvimento previsível para o espectador. Se no amor e na guerra vale tudo, no cinema essa regra não quer dizer nada.

Nota: 6/10
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