quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Crítica: Curtindo a Vida Adoidado | Um Filme de John Hughes (1986)


Indiscutivelmente um dos melhores filmes adolescentes de todos os tempos, “Curtindo a Vida Adoidado” (Ferris Bueller’s Day Off, 1986) é uma comédia estadunidense de grande sucesso dos anos 80. Escrita e dirigida por John Hughes (considerado por muitos o mestre dos filmes adolescentes da década de 80), o longa-metragem tem em sua essência o poder mágico de devolver os sabores singulares da juventude aos espectadores. Hoje, trata-se de uma comédia perfeita para se assistir na telinha, tanto que é quase impossível você não ter cruzado com ela alguma vez na vida nesse formato. Politicamente incorreta e divertidamente sedutora ao mais virtuoso dos estudantes, deliciosamente nostálgico para uma enorme parcela de fãs, a mais ampla gama de espectadores tem nessa obra um clássico moderno para todas as idades. Em sua trama acompanhamos Ferris Buller (Matthew Broderick), o aluno mais popular da escola que não hesitou uma vez sequer durante o ano em matar aula. Mas agora, na reta final do último semestre o leva desta vez decidir levar junto com muito estilo, sua namorada (Mia Sara) e o seu melhor amigo (Alan Ruck) a bordo de uma rara Ferrari pelos quatro cantos da cidade. No entanto, no rastro de trio de adolescentes se encontra o diretor da escola, Ed Rooney (Jeffrey Jones) muito perto do encalço de Ferris, e tomado pelo imensurável desejo de desmascara-lo a qualquer custo diante de todos.


Campeão de audiência da Sessão da Tarde, o longa-metragem “Curtindo a Vida Adoidado” é uma experiência que desencadeia saudades aos conhecedores da obra, e ao mesmo tempo capaz de causar espanto aos espectadores iniciantes. Oscilando entre clássico e obra cult, esse filme se destaca entre muitos outros filmes do gênero lançados na época. Embora tenha um elenco de apoio primoroso capacitado para roubar várias cenas ao longo de sua duração de 102 minutos (com destaque para Jeffrey Jones e suas caras e bocas), o filme é impecavelmente dominado por Matthew Broderick, que amparado por seu carisma e perfeitamente conectado com o espectador, transporta a plateia para uma experiência marcada de cumplicidade com a plateia numa de suas atuações mais marcantes de sua carreira. Some a essa composição perfeita de elenco, uma direção experiente e segura do produto desejado, ótimas piadas perfeitamente distribuídas por todo o filme, uma trilha sonora fantástica com canções memoráveis como “Oh, Yeah”, do Yello, e “Love Missile”, do Sigue Sigue Sputnik, e ao final tem-se uma comédia icônica repleta de passagens inesquecíveis e divertidas. Em resumo, “Curtindo a Vida Adoidado” é uma diversão de primeira que não causa cansaço após inúmeras reprises, insuperável no gênero no qual habita e que sempre causa uma sensação de nostalgia deliciosa e sem igual.

Nota:  10/10
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