terça-feira, 7 de julho de 2015

Crítica: 300: A Ascenção do Império | Um Filme de Noam Murro (2014)


As forças invasoras persas não admitem derrotas. Após a morte de seu pai Darío, seu filho Xerxes (Rodrigo Santoro) transformado em um assustador Deus-Rei, ele inicia uma grandiosa jornada de vingança sobre a Grécia e seu povo. Enquanto Leônidas (Gerard Butler) em conjunto com os 300 espartanos defendiam a ofensiva persa no que foi a Batalha de Termópilas, um lendário massacre que embora tenha levado a morte centenas de bravos guerreiros espartanos, também inspirou muitos mais a lutarem pela liberdade ameaçada pelo avanço devastador dos exércitos persas. E na frente dessa missão está Temístocles (Sullivan Stapleton), um bravo guerreiro grego responsável pela frota naval grega a qual o destino o levou a medir forças com Artemísia (Eva Green), a implacável comandante da marinha persa que está decidida a obter o sucesso nessa batalha e conceder a vitória a seu Deus-Rei, aniquilando todos os gregos da história. “300: A Ascenção do Império” (300: Rise of an Empire, 2014) é uma produção de ação épica de guerra que dá sequência ao longa-metragem “300”, de 2006 dirigido por Zack Snyder e que tinha como base a série de quadrinhos cult de Frank Miller publicada em 1998. Seguindo a estética de seu antecessor, a atmosfera sombria e principalmente o visual de grande apuro e sanguinolência, Noam Murro (responsável pela comédia “Vivendo e Aprendendo) assume a difícil tarefa de dar segmento ao sucesso do primeiro filme realizado por Zack Snyder (que aqui assume o papel de produtor e divide a responsabilidade do roteiro com Kurt Johnstad e Michael B. Gordon). Entretanto, como esperado por fãs do longa original, tratava-se de uma tarefa quase impossível de ser atingida com o devido sucesso.


Poucas são sequências que precisam de tanta necessidade de uma revisitada atenta ao filme anterior quanto “300: A Ascenção do Império”. Portanto confira essa obra antes de se aventurar por sua sequência. Com uma ação que age até certa altura de forma paralela aos eventos que ocorreram na realização de Snyder, o trabalho de Noam Murro preserva algumas qualidades do primeiro filme, inclusive melhoradas, mas perde outros preciosos atributos pré-estabelecidos e necessários para fazer está produção tão memorável quanto foi o primeiro filme. De uma violência estilizada extremamente inflacionada (que resultou numa adoção de censura de 18 anos ao espectador), as águas dos mares ganham o tom avermelhado do sangue que jorra em sequências de ação coreografada e batalhas navais arrebatadoras. Embora o elenco prenda atenção do espectador com firmeza e com um toque pessoal bem presenciado por um duelo sexual entre Sullivan Stapleton e Eva Green, a ausência de um número grande de frases de efeito e a presença de um número maior de personagens relevantes se mostram um desgaste aos espectadores que esperam apenas os espetáculos visuais previsivelmente aguardados após a contemplação de trailers que enfatizavam esse atrativo. Obviamente que os caminhos narrativos estabelecidos por seu antecessor continuam intocados, como os exageros visuais de lógica improvável e algumas soluções místicas fantasiosas. Por fim, “300: A Ascenção do Império” não chega perto do efeito contundente de seu antecessor, mas ao mesmo tempo está longe de ser um produto que possa causar embaraço aos seus envolvidos. Dono de um faturamento três vezes maior do que foi seu orçamento, Noam Murro não se mostrou um diretor nada mal para um inexperiente realizador de filmes dessa escala e gênero. Sabendo conduzir com uma boa dose de habilidade complicadas sequências de ação, ainda conseguiu conferir alguma fluência ao contexto de conceitos que compõem essa obra focada em ideais nobres como coragem e liberdade.

Nota:  7/10  
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4 comentários:

  1. eu tb não gostei tanto quanto o primeiro. é muito game para o meu gosto. parece que sempre tem uma etapa para vencer. o primeiro era mais realista. mas são incrivelmente bem feitas as cenas. comentei aqui http://mataharie007.blogspot.com.br/2015/04/300-ascensao-do-imperio.html
    beijos, pedrita

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    1. Obrigado pela visita Pedrita, e é sempre um prazer sua colaboração com o meu trabalho. Lido e conferido!

      bjus

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  2. Também achei um entretenimento eficiente, que logra o que almeja com competência, embora sem inovar como o original.

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    1. Gustavo.... acho que esse filme sofre do mesmo mal que "Sin City - A Dama Fatal". Outro trabalho de Frank Miller. Idênticos em suas características visuais e narrativas em comparação aos filmes anteriores, suas sequências apenas não possuem a força de enredo dos longa-metragens anteriores. Tirando isso, aprecio tanto um quanto o outro.

      abraço

      abraço

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