quarta-feira, 2 de julho de 2014

Crítica: 007 Quantum of Solace | Um Filme de Marc Forster (2008)


James Bond (Daniel Craig) é enviado à Itália para capturar o Sr. White (Jesper Christensen), membro de uma poderosa organização criminosa chamada Quantum. Mas sua captura somente revela outros perigos desconhecidos do MI6, que durante um interrogatório conduzido por M (Judi Dench) surge à revelação de que há agentes duplos que sempre foram vistos por membros da agência de espionagem como sendo acima de qualquer suspeita. Com Sr. White foragido, as pistas levam Bond para o Haiti onde o agente 007 que une forças com uma misteriosa mulher, Camille Montes (Olga Kurylenko), acabam descobrindo que uma organização representada por Dominic Greene (Mathieu Amalric), um empresário mundialmente conhecido por adotar uma iniciativa ecologicamente correta para seus negócios, deseja sob a vista grossa de agentes da CIA, o controle de recursos naturais da Bolívia.  Através de um golpe de estado do General Medrano (Joaquim Cosío) que busca o poder da região, Bond corre contra o tempo para impedir e desmascarar os culpados pela morte de Vésper Lynd (Eva Green), amada do icônico agente especial James Bond. “007 Quantum of Solace” (Quantum of Solace, 2008) é o vigésimo segundo filme da cinessérie 007 protagonizada pelo espião James Bond, e neste, o segundo filme tendo o ator Daniel Craig no papel principal. Sendo uma sequência direta (e bem corrida) dos acontecimentos ocorridos no filme “Cassino Royale” (2006), sua trama segue o desenvolvimento formulado nesse longa-metragem, embora sem a mesma agilidade da grata reinvenção iniciada pelos produtores que viam nos últimos tempos seu icônico personagem caindo em descrédito diante do público e da crítica especializada.


Se por um lado Marc Forster apenas deu continuidade ao trabalho iniciado por Campbell, é certo dizer que o resultado não foi tão promissor quanto se esperava. Mesmo com uma carreira interessante que mostrou bons trabalhos, tendo filmes em seu currículo que inegavelmente chamam a atenção (“O Caçador de Pipas” adaptado do romance de Khaled Hosseini talvez seja o de maior destaque até então) Marc Forster não se acerta com roteiro menos elaborado concebido aparentemente nas pressas para esse episódio da franquia. Escrito por Paul Haggis, Neal Purvis e Robert Wade, “007 Quantum of Solace” demonstra uma incômoda falta de foco no rumo da trama que demora em se achar. Embora se ache a certa altura, também se perde em inúmeras sequências de ação explosivas que nem sempre vem a agradar tanto quanto bons diálogos fazem. Dentre suas maiores carências, se destaca a ausência de um vilão realmente amedrontador, de presença marcante como o que habitava a película de “Cassino Royale”, além das passagens emocionantes que nem sempre eram margeadas por correrias, tiroteios e explosões. Ainda que vários outros elementos (direção de arte bem acabada, locações bem escolhidas, sequências de ação empolgantes, lindos carros e uma Bond Girl maravilhosa) que compõem essa produção estão em conformidade e bem nivelada com a nova proposta narrativa realista para franquia (a cena de abertura desse filme talvez seja uma das melhores já realizadas pelo o agente 007) Forster não consegue entregar um filme tão envolvente quanto o anterior. Sobretudo, o Bond, James Bond protagonizado por Daniel Craig só arremata aplausos, que vieram mais tarde através de “SkyFall” (2012) selar o quanto ele conferiu credibilidade ao personagem.

Resumidamente “007 Quantum of Solace” é mais frenético, menos humorado, ainda visualmente belíssimo como deve ser, mas de carências visíveis. Há vários aspectos positivos preservados de “Cassino Royale”, algo mais do que positivo, mas que abre mão de algumas boas ideias (diálogos realmente interessantes saindo dos personagens), obrigando Forster fazer muito com pouco roteiro, preenchendo tudo com adrenalina ainda que bem feita.

Nota:  6/10
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