terça-feira, 11 de março de 2014

Crítica: O Justiceiro: Em Zona de Guerra | Um Filme de Lexi Alexander (2008)


Entre todos os personagens em quadrinhos da Marvel que tiveram suas particularidades transpostas para o cinema, talvez o anti-herói O Justiceiro (criado por Gerry Conway, Ross Andru e John Romita) fosse o que mais provocou lamentações por parte de seus fãs. Ainda que tenha tido apreciadores entre alguns fãs e espectadores, que ao longo de três filmes produzidos num quarto de século, com três diferentes protagonistas que interpretaram Frank Castle, nenhum dos longa-metragens transpôs a alma do material de origem de modo inquestionável. Por isso, “O Justiceiro” de 2004, estrelado por Thomas Jane (ator que é um fã confesso do personagem) talvez seja o mais próximo de uma retratação justa da figura implacável que esse personagem representa. Já que “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” (Punisher: War Zone, 2008) um filme de ação que funciona de modo autônomo ao filme de 2004, que foi um fracasso monumental de público e crítica acaba por fazer da empreitada de Thomas Jane uma quase obra-prima. A propósito: o anterior a esse então dispensa comentários naturalmente. Portanto, se a motivação principal de Frank Castle no filme de 2004 era a vingança, aqui nessa produção ele somente dá continuidade a sua visão de justiça e aos seus métodos de aplica-la. Frank Castle (Ray Stevenson) um ex-militar das Forças Especiais passa travar uma guerra contra o crime organizado. Em um dos tiroteios contra um grupo de mafiosos, Castle desfigura o mafioso Billy (Dominic West) também conhecido como Belo. Numa retaliação, Belo, que passou a se autodenominar como Retalho assassina um agente do FBI e passa a ameaçar sua família. Com uma guerra a ser travada, Castle terá que fazer muitas escolhas difíceis para salvar as pessoas que ele ama, onde nem todas conseguiram se salvar em meio ao fogo cruzado.


Escrito por Nick Santora e Art Marcum, e dirigido por Lexi Alexander (Hooligans, 2005), dentre as poucas qualidades que esse longa ostenta, uma delas se encontra na coragem de seus realizadores em transpor toda a violência desmedida que é aplicada pelo personagem contra seus inimigos. Disparos que esfacelam cabeças e um enfileiramento de corpos a cada minuto de duração desencadeiam uma censura mais rígida ao público (o filme é censurado a menores de 18 anos) limitando suas chances de alcançar uma parcela maior de público. Outra coisa; se Thomas Jane transformou um homem leal à lei, pai e marido honrado, em um destemido agente da vingança com habilidade, o pouco conhecido Ray Stevenson tem todas as características físicas e emocionais necessárias para transpor o herói fazendo frente a seu antecessor. Mas a história, como o próprio argumento criado para essa produção dificulta qualquer chance de superação, ou ao menos equiparável. Frank Castle é um personagem fascinante, que é um produto consequente de um sistema repleto de falhas e que para a infelicidade dos criminosos, também é insuperável quando o assunto matar. De resto, o filme não oferece mais do que se espera (tiros, explosões, correrias e afins permeadas de muito sangue jorrando), desperdiçando um personagem carregado de emoções mal transpostas em uma história rasa sem o ajustamento com o formato cinematográfico que o filme anterior até tinha de certo modo. “O Justiceiro: Em Zona de Guerra” é o mais novo de três irmãos, menos prodígio e mais rebelde e implacável sobre o personagem mais violento da Marvel Comics.

Nota:  5/10  
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