sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Crítica: Missão: Impossível – Efeito Fallout | Um Filme de Christopher McQuarrie (2018)


Em uma perigosa tarefa para recuperar uma carga de plutônio, Ethan Hunt (Tom Cruise) opta por salvar sua equipe ao invés de completar a missão e permite que o plutônio seja roubado. Com as armas nucleares nas mãos de um grupo terrorista chamado “Os Apóstolos”, Ethan e sua costumeira equipe são obrigados a aliar-se a um pretensioso agente da CIA para resgatar o plutônio roubado e impedir que um plano de traição, vingança pessoal contra Ethan e de destruição mundial encontre sucesso. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (Mission: Impossible – Fallout, 2018) é uma produção estadunidense de ação e espionagem escrita e dirigida por Christopher McQuarrie. Inspirada numa série de televisão de mesmo nome criada por Bruce Geller que passava nos anos 60, esse é o sexto filme estrelado por Tom Cruise. Curiosamente a franquia “Missão: Impossível” conseguiu além de sobreviver por mais de 20 anos, quando desde o primeiro filme que foi lançado em 1996, ao longo dos anos a franquia conseguiu evoluir em vários aspectos ganhando fãs e obtendo bilheterias monstruosas (esse último episódio fez a sexta maior bilheteria dos cinemas de 2018).

Recheado de mais acertos do que erros, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é sem duvida um grande orgulho para a franquia. Dirigido novamente por Christopher McQuarrie (o filme anterior da franquia a ser dirigido por ele foi “Nação Secreta”, em 2015), essa nova produção acerta no desenvolvimento da trama, nas reviravoltas e no ritmo da ação que não cessa nunca. O roteiro de Christopher McQuarrie demonstra ter o potencial de criação e articulação do material que alimenta a franquia, pois ao prender a atenção do espectador em um determinado evento da trama e enveredar para uma inesperada reviravolta paralela, McQuarrie assina um roteiro e uma direção arrojada como deve ser, onde algumas pontas soltas deixadas pelo caminho podem ser vistas pelos otimistas da franquia, apenas como o material para uma nova empreitada. Entre reviravoltas pontuais e surpresas necessárias (leia-se a aparição de Rebecca Ferguson) as grandiosas cenas de ação são brilhantemente construídas e criveis ao enredo. Pode-se afirmar que se trata de um ápice para franquia. Algumas sequências providas de total impossibilidade que foram permitidas pelo comprometimento do astro pelo trabalho (em uma das cenas de ação Tom Cruise inclusive se feriu e mesmo assim a cena foi colocada na integra na telona), por um conjunto técnico impecável e foram orquestradas de modo tão habilidoso, que esse fato é facilmente relevado pelo espectador.

Entre uma trama de espionagem repleta de nuances, personagens familiares e novos perigos que rondam a IMF, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” ainda pode ser considerado o mais cômico episódio da franquia. Seu senso de humor refinado e espontâneo que acompanha algumas cenas de ação são um dos grandes acertos do roteiro que casam bem com as situações do enredo e seus personagens. Em resumo, trata-se de ótimo filme de ação e espionagem com boas sacadas de humor e com toda certeza foi um dos melhores de 2018.

Nota:  9/10
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