quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Crítica: Conexão de Elite | Um Filme de Joseph Castelo (2015)


Baseado em fatos reais que ocorreram na década de 80, Tobias Hammel (Thomas Mann), é um confuso estudante do ensino médio que acaba de ingressar numa renomada escola preparatória particular, e que num difícil processo de adaptação nessa nova instituição de ensino, ele acaba criando uma amadora rede de tráfico entre seu círculo de novas amizades. Um pouco para tirar vantagem de alguns ricos estudantes que buscam novas emoções, um pouco para impressionar a jovem e bela Lucy Fry (Alexis Hayes) a quem detinha uma paixão inacessível.  Aparentemente tudo corria bem em suas atividades criminais. Porém o que começou sendo apenas como uma inocente forma de se sociabilizar com seus novos colegas de sala e ganhar dinheiro, acaba ganhando contornos maiores, mais lucrativos e igualmente perigosos quando Tobias passa a buscar cocaína diretamente da Colômbia para vender a quem quisesse comprar. “Conexão de Elite” (The Preppie Connection, 2015) é um drama estadunidense escrito por Ashley Rudden. Dirigido por Joseph Castelo, esse longa-metragem é inspirado na vida real de Derek Oatis, que teve sua trajetória na escola em circunstâncias semelhantes. Para proteger a identidade das pessoas envolvidas a produção mudou os nomes verdadeiros de todas as pessoas ligadas ao caso, como adicionou mais material à história, acrescentando uma série de eventos que nunca realmente aconteceram, mas eram vitais para preencher o projeto.

Conexão de Elite” não traz novidades ao espectador. Sua narrativa segue burocraticamente o enredo dos acontecimentos em volta do personagem principal, onde as lacunas entre os fatos são preenchidas com adocicadas liberdades poéticas que resultam em um filme nada mais do que funcional. Sobretudo limitado. Sua trama é uma reprise de muito que do que já foi feito em outras produções semelhantes, que inclusive entregavam algo mais gratificante do que o diretor e roteirista Joseph Castelo foi capaz. Com uma reconstituição de época interessante, uma trilha sonora bacana e atuações razoáveis, “Conexão de Elite” deixa um pouco a desejar. Não que o filme seja ruim, mas é que ele não tem uma energia cativante que é necessária para nos solidarizar com o destino de seu protagonista. Para começar pela atuação de Thomas Mann, que entrega um simulacro de seu sucesso em “Eu, Você e a Garota que Vai Morrer”. Entre caras e bocas, sua atuação é idêntica em vários momentos. Depois a sua aparência de filme que foi feito sobmedida para a televisão. Isso tira um pouco o seu brilho. Mas seu maior problema é o fato de ser datado. A história de um jovem promissor que tinha um futuro brilhante pela frente, mas descamba para o crime, isso em tempos em que isso vem sendo cada vez mais comum em diferentes cantos do mundo, os fatos aqui retratados não chamam mais a atenção e muito menos causam espanto ao espectador habituado a ver isso constantemente nos noticiários. Isso aliado a uma estética bastante convencional, faz de “Conexão de Elite” um filme mediano e de pouca força. Sua existência é válida, mas ao mesmo tempo desnecessária.

Nota:  6/10
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