terça-feira, 24 de maio de 2016

Crítica: Presságios de um Crime | Um Filme de Afonso Poyart (2015)


Numa caçada a um serial Killer, os detetives do FBI, Joe Merriwether (Jeffrey Dean Morgan) e Katherine Cowles (Abbie Cornish) se veem perdidos pela a astúcia de um desconhecido criminoso. Com poucas pistas e nenhuma prova consistente do autor dos crimes, Joe solicita a ajuda de um antigo amigo e também vidente paranormal, o Doutor John Clancy (Anthony Hopkins) para ajudar nas investigações como uma espécie de consultor. Afastado de suas competências desde a morte de sua filha, John pode ser uma figura essencial ao seu modo na descoberta do paradeiro do serial Killer que nunca deixa pistas. Mas para a surpresa de todos os envolvidos na caçada, o desconhecido assassino também mostra ter habilidades extraordinárias de premonição que o coloca sempre a um passo adiante de seus perseguidores. “Presságios de um Crime” (Solace, 2015) é um thriller policial de suspense paranormal escrito por Ted Griffin, Peter Morgan e Sean Bailey; e dirigido pelo cineasta brasileiro Afonso Poyart (responsável pelo filme de ação nacional “2 Coelhos”, de 2012). Em comparação, se para José Padilha o cinema estadunidense não conferiu muito a sua sólida carreira em terras brasilienses, que mesmo embora tenha entregado um remake bem realizado do personagem Robocop, o filme também se mostrou um produto esquecível no decorrer do tempo. Assim sendo, Afonso Poyart se deu melhor numa série de aspectos. Porém não o suficiente para que fizesse sua estreia em Hollywood algo memorável ou realmente gratificante.


Presságios de um Crime” se mostra um mix de ideias de uma série de outros filmes policiais que tem em seu âmago algo semelhante. Embora a mistura se mostre bastante equilibrada ao conjunto, onde a direção estilizada de Poyart confira uma narrativa bem arrojada e o elenco principal uma entrega de personagens adequada à proposta do enredo, o filme carece da perda da artificialidade que predomina na película. Toda a história, a fusão dos acontecimentos e a forma como se apresenta ao espectador é de um ajustamento técnico e narrativo irritante para quem busca filmes autorais sobre a temática da paranormalidade e capacidade de premonição. Sua aparência ajustada e precisa é seu maior defeito. Funciona com eficiência até certa altura, mas depois cansa e por fim não gera mais expectativas nas reviravoltas da trama. O filme até é bom como entretenimento escapista, e se mostra uma estreia interessante para Poyart, mas isso devido ao talento do elenco envolvido que entrega bons papéis apesar do roteiro subdesenvolvido que se arma mais de soluções visuais do que propriamente de sacadas teóricas de natureza investigativa. Tudo é muito abstrato em seu desenvolvimento até os esclarecimentos. O requinte visual proporcionado ao espectador é de um encantamento mágico, proporcionado por uma direção de fotografia bastante cuidadosa, e a trilha sonora eclética (de responsabilidade de Brian Transeau) é outro ponto forte na composição da atmosfera necessária para erguer esse longa-metragem. Assim sendo, “Presságios de um Crime” não chega a ser um thriller policial ruim, mas também não mostra nada de novo aos espectadores. Somente se trata de um enlatado comum entre uma infinidade de outros semelhantes na prateleira.

Nota:  6/10
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2 comentários:

  1. Mesmo com a nota mediana, estou curioso para conferir.

    Abraço

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    Respostas
    1. Eu esperava mais... pelo trailer parecia melhor.

      abraço

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