domingo, 16 de agosto de 2015

Crítica: Homem-Formiga | Um Filme de Peyton Reed (2015)


Scott Lang (Paul Rudd) acaba de ser libertado da prisão após cumprir três anos de pena pelo crime de roubo. Proibido de ver sua filha pelas dificuldades de conseguir um emprego, e muito se deve ao fato de ser um ex-presidiário, o reabilitado cidadão encontra no solitário cientista Hank Pym (Michael Douglas), uma oportunidade para reverter todo o mal que causou. Mas para isso ele deve ironicamente cometer um último crime: roubar de seu ex-pulpilo, Darren Cross (Corey Stoll), que de posse de um protótipo de um traje que permite o encolhimento do usuário, Cross pretende vender essa tecnologia para organizações perigosas e evitar uma eminente ameaça global, ao mesmo tempo em que pode, sobretudo, reconquistar o respeito de sua família. “Homem-Formiga” (Ant-Man, 2015) é uma produção estadunidense de ação e comédia oriunda do universo da Marvel Comics e finalizadora da segunda fase de transposições cinematográficas da Marvel Studios. Com roteiro de Adam Mckay, Paul Rudd, Edgar Wright e Joe Cornish, o filme tem a direção de Peyton Reed. O filme vivia um complicado processo de gestação desde 2006, onde o personagem fundador dos Vingadores nos quadrinhos ganha finalmente uma improvável adaptação de cinema e consegue para a surpresa de muitos que não acreditavam no potencial da minúscula figura heroica (já que nos quadrinhos seus poderes não conferiam grandes momentos), surpreender de modo agradável os espectadores a despeito do pouco tamanho.

E o sucesso de “Homem-Formiga” em muito se deve a competência de seu realizador. Longe de ser um diretor autoral, Peyton Reed, responsável por filmes legais como “Teenagers – As Apimentadas” (2000), “Separados Pelo Casamento” (2006) e “Sim Senhor” (2008) se adaptou bem as necessidades do padrão Marvel de fazer cinema, que alia de modo equilibrado ação e comédia no mesmo produto. Trata-se de uma equação vista pela crítica como uma fórmula ou formato bem simpático para gênero (que diga os fãs de “Homem de Ferro”, de 2008). Sem ter o propósito de ser inovador, “Homem-Formiga” busca dar segmento ao que tem funcionado com um nível considerado de satisfação. E unindo a essa equação algumas boas sacadas de roteiro (trazer a figura de Hank Pym, o primeiro Homem Formiga para o enredo foi uma ótima ideia); atuações convincentes que oscilam entre carisma e competência, mostrando uma excelente escolha de elenco, tanto nos personagens de destaque quanto no elenco de apoio; efeitos visuais de um tratamento técnico impecável típico dos produtos da Marvel que foi possibilitado pelo orçamento de cerca de 100 milhões; boas cenas de ação de uma grande inventividade e que aguçam os sentidos; o resultado do trabalho Peyton Reed entra para um seleto rol, sendo uma das melhores adaptações solo até então produzidas com o selo Marvel Studios. E como não poderia faltar, há duas cenas extras ao longo das quase duas horas de duração (uma no meio e outra no fim dos créditos finais).

Por fim, “Homem-Formiga” é mais um produto de entretenimento eficiente (que como “Guardiões da Galáxia” surpreendeu muita gente), que está descompromissado com a substância que move o mundo, mas relevante ao universo da Marvel que não para de se conectar com tanto esmero e conferir alegria a um crescente número de fãs pelo mundo.

Nota:  8/10  
_____________________________________________________________________________


Nenhum comentário:

Postar um comentário