terça-feira, 30 de junho de 2015

Crítica: Fúria | Um Filme de Paco Cabezas (2014)


Paul Maguire (Nicolas Cage) demonstra ser um homem respeitado de negócios da comunidade do Alabama e que está acima de qualquer suspeita. Um empresário de sucesso e um autêntico pai de família. Mas as aparências enganam, ou pelo menos as coisas nem sempre foram assim. Ele esconde um passado obscuro, marcado de violência e disputas com um grupo de mafiosos russos que parecia estar esquecido para todos. Mas quando sua filha é raptada e morta ele traça um plano de vingança sobre os responsáveis desse crime que fará com que seu passado volte a atormentá-lo e ressuscite um Paul Maguire adormecido. “Fúria” (Tokarev, 2014) é um longa-metragem de ação e suspense policial dirigido pelo espanhol Paco Cabezas (responsável por “Carne de Neon”, filme de 2010), o qual foi escrito por Jim Agnew e Sean Keller. Trata-se de uma produção que foi extremamente criticada negativamente pela crítica especializada, a qual enfatizou vários aspectos contraproducentes em volta de seu desenvolvimento. O veredicto para o resultado: um filme desnecessário e pouco atraente. Visto que não há um quadro ou uma palavra sequer no roteiro provido de alguma originalidade, Paco Cabezas entrega um filme de conclusões preocupantes para os envolvidos e desgastante ao espectador, que esperançoso quanto a ressureição de Nicolas Cage de antigamente é alvejado com mais um filme que não agrega nada a ninguém.

Nicolas Cage é um experiente motorista de ônibus cheio de passageiros ansiosos que já faz tempo que não leva ninguém a lugar nenhum. E “Fúria” se mostrou mais um exemplo de como isso não é apenas o rumo da carreira desse astro, mas o próprio destino desse ator que angariou milhares de fãs ao longo do tempo, e que vivem de adorá-lo em virtude de seus sucessos do passado. A cada novo lançamento surge uma expectativa em volta de sua participação, mas se dissipa rapidamente após sua estreia. É inegável que seus melhores filmes são anteriores a última década (com algumas raras exceções como em “Joe”, um drama regional de 2013), mas para desgosto daqueles que apreciam seu trabalho, os filmes mais recentes são ruins e que vão de desagradáveis a uma completa inutilidade. Em “Fúria” o ator entrega outra performance acomodada, repetitiva e sem profundidade. Mas querendo ou não, todo o conjunto desse longa-metragem segue essas características: o roteiro é um amontoado de clichês batidos, mal filmados (as cenas de ação marcadas de violência a moda antiga são de pouca emoção e nenhuma criatividade) e que não conferem nada de novo ao conjunto. Desperdiça uma boa gama de atores conhecidos (Rachel Nichols, Peter Stormare e Danny Glover) em personagens óbvios. No final das contas, “Fúria” parece um piloto de série de televisão que dificilmente iria ultrapassar a primeira temporada. Indicado aos fãs de Nicolas Cage (que como eu) não acreditam que talento se perde com o ganho de rugas.

Nota:  4,5/10     
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2 comentários:

  1. Infelizmente as escolhas de Cage estão cada vez piores.

    Mesmo assim, sempre fico curioso em conferir os trabalhos do ator, esperando um renascimento. Em "Joe" ele chegou próximo, mas ainda é pouco em comparação aos últimos anos ruins.

    Este eu ainda não encarei,

    Abraço

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    1. Se você aprecia o trabalho de Cage como eu, confira, obviamente sem esperar muito é claro. Aguardo com paciência um trabalho que se possa dar o devido mérito ao ator. Enquanto isso, eu fico conferindo o material que ele usa para pagar as contas.

      abraço

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