quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Crítica: Bandidas | Um Filme de Joachim Roenning e Espen Sandberg (2006)


Estamos no México no ano de 1880. Ao sermos apresentados a Sara Sandoval (Salma Hayek) a bela filha de um rico banqueiro, e Maria Alvarez (Penélope Cruz) filha de um camponês, podemos acompanhar a peça que o destino é capaz de pregar na vida dessas moças. Sem ter nada em comum, o destino as leva serem as assaltantes de banco mais perigosas do México. Porém, o povo mexicano passa por uma situação delicada que com a ajuda de Quentin Cooke (Steve Zahn), um inspetor de polícia americano, elas passam a combater Tyler Jackson (Dwight Yoakam), representante do Banco de Nova York que está prestes tomar de modo ilegal as terras da população local. "Bandidas" (Bandidas, 2006) é uma produção de ação e comédia escrita e produzida por Luc Besson. Dirigida pelos noruegueses Joachim Ronning e Espen Sandberg, e estrelada pelas belíssimas Salma Hayek e Penélope Cruz (esse é o primeiro filme que reuniu essas duas estrelas), a aparência dessa produção é de um faroeste à moda antiga, mas realizado com recursos e estética rítmica do cinemão contemporâneo. Divertido de assistir e que serve para dar um descanso bem-vindo ao cérebro, como um exercício aos sentidos, os diretores noruegueses não são exemplos de serem as melhores parcerias que Luc Besson já fez. Sendo que diretores como Olivier Megaton, Pierre Morel e Louis Leterrier geraram filmes bem melhores, essa produção não figura como um dos melhores filmes produzidos pelo cineasta francês Luc Besson.


Se "Bandidas" não tem o charme e a eficiência de outros trabalhos produzidos por Besson, muito se deve a pobreza da história e as limitações do argumento em si que não possui surpresas benéficas. Isso, combinado com dois realizadores oriundos de vídeos musicais e de limitações óbvias (onde no estilo deles prevalece a estética e o ritmo sobre a atmosfera e a substância), "Bandidas" poderia ser melhor (embora não possa ser rotulado como um total tiro no pé). Recheado de clichês que normalmente funcionam melhor nas mãos de seu produtor do que nas mãos de qualquer outro realizador em atividade nos arredores de Hollywood, aqui algumas fórmulas pré-fabricadas dão cansaço a quem normalmente as rejeita de antemão. O filme tem visual de faroeste, mas em nada lembra um bom faroeste. E a presença das beldades que protagonizam essa produção, se resumem ao que os olhos podem ver e não garantem um sucesso de impacto ao filme (como Steve Zahn, a sempre agradável veia cômica de qualquer produção já se saiu melhor em outros filmes onde seu papel aqui se assemelha em muito). E se a atmosfera comercial do desenvolvimento se arrasta com força para sobreviver, decepcionando quem espera um sedutor faroeste com doses de ação bem orquestradas, a história das duas belas mexicanas conquistando o velho-oeste não convencem com o devido brilho (ocasionalmente esse longa é comparado a um filme "Viva Maria" de 1965 estrelado por Brigitte Bardot e Jeanne Moreau). "Bandidas" até é bacana, com as melhores cenas deixadas estrategicamente para o final, mas que causa a triste sensação de ausência de algo mais, ainda que tenha tido um tratamento de polimento genial pelo sempre habilidoso produtor. 

Nota: 5/10 
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