domingo, 3 de agosto de 2014

Crítica: O Exterminador do Futuro – A Salvação | Um Filme de McG (2009)


Em 2003, a Doutora Serena Kogan (Helena Bonham Carter), funcionária da Cyberdyne Systems convence o sentenciado do Corredor da Morte Marcus Wright (Sam Worthington) de consentir que após uma injeção doe seu corpo para pesquisas médicas. Cerca de um ano depois, os sistemas da SkyNet são ativados e tomam o controle através da autoconsciência. Os seres humanos são praticamente erradicados em um evento chamado Dia do Julgamento, e os poucos que sobraram passam a integrar um grupo militarizado que serve como resistência ao domínio total das máquinas. Em 2018, John Connor (Chrstian Bale) lidera uma missão de ataque pela Resistência a um laboratório da Skynet e descobre um grande segredo que estava sendo desenvolvido nessa base antes de sua completa destruição. Estranhamente Marcus Wright completamente nu e com amnesia sai desses escombros e segue em direção a Los Angeles, onde acaba por conhecer Kyle Reese (Anton Yelchin) um jovem sobrevivente das ofensivas das máquinas sobre a raça humana. Aparentemente desconexos, o destino desses homens se mostram profundamente interligados por importantes segredos, sobretudo vitais na luta da Resistência contra a SkyNet. “O Exterminador do Futuro – A Salvação” (Terminator Salvation, 2009) é o quarto longa-metragem da franquia “O Exterminador do Futuro”, esse realizado pelo famoso cineasta surgido da geração MTV, McG (responsável pela franquia de ação extremada de exageros “As Panteras). Embora seja inferior aos dois filmes realizados por James Cameron na década de 80 e 90, este anula o decepcionante resultado de “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Maquinas” (2003) realizado por Jonathan Mostow, e confere genialmente um gás mais do que necessário a essa icônica franquia do cinema de ficção científica que Hollywood não deixa virar sucata.


Embora “O Exterminador do Futuro – A Salvação” divida opiniões de fãs e conhecedores da reputação do personagem título, essa produção possui vários aspectos bem positivos para a franquia. Primeiramente, pelo fato de seu realizador entregar um longa-metragem bem diferente do que sua filmografia sugeria. McG está mais contido, valorizando a dramaticidade que marca seus personagens. Ao mesmo tempo, não se deixa levar por nenhum tipo de delírio visual que recheava seus trabalhos anteriores. O filme está coerente com o tom da franquia em seu tempo (clima pós-apocalíptico humano confrontado com uma SkyNet repleta de artifícios futuristas visualmente bem elaborados), com criativos diferenciais conferidos pelas soluções modernizadas de estrutura que o cinema contemporâneo tem em mãos. Com o arco da trama bem elaborado sobre o trio principal de atores, o roteiro de John D. Brancato e Michael Ferris se expande sobre as figuras relevantes da trama que concede gratificantemente mais detalhes sobre alguns personagens que são acompanhados desde o inicio da franquia (a cicatriz no rosto de John Connor que aparece no segundo longa se explica em um momento tenso dessa produção, demonstrando que não passa apenas de um ferimento de guerra como se presumia). McG ainda lança um olhar dotado de um pouco de nostalgia sobre seu trabalho ao inserir a canção “You Could Be Mine”, grande sucesso da banda Guns N’ Roses, em um momento revigorante de reviravolta da trama. Essa produção possui várias passagens emocionantes, e muitas conferidas por efeitos visuais adequados e soluções de câmera de um realizador seguro de sua capacidade. “O Exterminador do Futuro – A Salvação” não é impecável, mas também não desperdiça negligentemente o tom épico que a franquia conquistou através do trabalho de James Cameron. É sim menos sombrio do que os primórdios, sem exageros descartáveis do terceiro longa-metragem e que proporciona uma ótima oportunidade para uma sempre esperada sequência.

Nota:  8/10
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