terça-feira, 29 de julho de 2014

Crítica: A Hora do Espanto | Um Filme de Craig Gillespie (2011)


Baseado num clássico cult do terror de 1985 dirigido por Tom Holland, “A Hora do Espanto” (Fright Night, 2011) ganhou pelas mãos do diretor Craig Gillespie (responsável pela comédia dramática “A Garota Ideal” de 2007) um remake admirável que possui um punhado de qualidades que o fazem ser tão divertido quanto o filme original. Curiosamente Gillespie não renega o material original em sua totalidade, apenas fazendo algumas concessões agradáveis e bem equilibradas, como também não o copia longa de Holland ao pé-da-letra. Alguns personagens que no passado ficavam alheios a trama, agora ganham uma importância proporcional ao filme, enquanto outros vem nessa versão mais contemporânea com algumas sutis diferenças. Isso agrega algumas curiosas novidades que vem a torna-lo um produto de entretenimento em sua essência igual ao original, embora confira uma aparência diferente ao produto. Em sua história acompanhamos o jovem Charley Brewster (Anton Yelchin) que descobre que o seu mais recente vizinho, Jerry Dandrige (Colin Farrel) um cara a primeira vista aparentava ser um sujeito legal, era na verdade um sanguinário vampiro. A princípio tudo parecia loucura, mas após uma série de atitudes suspeitas e algumas mortes ocorridas nas redondezas do bairro, tudo indicava que o impossível era real. Para deter Jerry, Charley junta forças com um suposto vampiro e mágico de espetáculos de Las Vegas, Peter Vincent (David Tennant), para por fim na eternidade desse improvável ser.


Para quem procura um filme com boas doses de suspense, humor acentuado e acima de tudo divertido, “A Hora do Espanto” tem essa somatória em mãos. Um retorno descompromissado do fascinante universo vampiresco que ganha força, seja pela leveza carismática do produto em si ou pelos membros que compõem essa refilmagem. Colin Farrel materializa um vampiro cínico e sedutor como deve ser, aproveitando bons momentos que o argumento lhe proporciona, como Anton Yelchin atende a necessidade do personagem heroico despreparado que precisa salvar a namorada (Imogen Poots), como a todas as pessoas de quem gosta armado de determinação e punhado de clichês batidos que se mostram mais do que necessários para esse remake. Nostálgico para conhecedores do original, que serviu de referência para muitos outros filmes de terror posteriormente (o original tinha um diferencial onde misturava horror com passagens cômicas) e ao mesmo tempo, agradável para ser descoberto por novos espectadores. Em meio a uma infinidade de pobres remakes de terror que tem como base clássicos dos anos 70 e 80, “A Hora do Espanto” não envergonha sua inspiração de modo algum. Inclusive, diante de muitas outras refilmagens que fracassaram tanto nos cinemas quanto no vídeo, essa produção tem mais é do que se orgulhar se mostrando um caso excepcional de sucesso crônico. Não é impecável, mas para alguns é  tão bom que chega a ser defendido com unhas e dentes.   

Nota:   7/10
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4 comentários:

  1. Estava com tanta expectativa pra esse filme, que quando assisti foi uma grande decpção :(

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    1. Gostei do filme, até porque não esperava muito. Refilmagens sempre são rodeadas de dúvidas e esse filme, surpreendentemente foi melhor do que eu esperava.

      abraço

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  2. Como adaptação pros padrões atuais do cinema, acha que eles fizeram um ótimo trabalho.
    Não que a versão dos anos 80 não seja boa, mas ela tá muito presa aos padrões cinematográficos dos anos 80 pra ser reproduzida nos dias de hoje.

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  3. Um amigo meu comento a mesma coisa comigo esses dias. Mas ele também gostou do resultado.
    Abraço

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