terça-feira, 20 de maio de 2014

Crítica: Vovô Sem Vergonha | Um Filme de Jeff Tremaine (2013)


Irving Zisman (Johnny Knoxville) é um senhor de 86 anos atormentado pela presença de seu neto de oito anos, Billy (Jackson Nicoll), logo após a morte de sua esposa. Decidido a se livrar do neto após sua mãe ser presa, os dois entram numa jornada pela América em direção à Carolina do Norte para deixar a tutela com o pai. Durante a viagem, Irving Zisman e Billy passam por lugares e situações absurdas e despertam as mais estranhas reações das pessoas que cruzam o caminho deles. “Vovô Sem Vergonha” (Jackass Presents: Bad Grandpa, 2013) é uma comédia com a assinatura “Jackass” dirigida por Jeff Tremaine e estrelada por Johnny Knoxville e Jackson Nicoll. Ainda produzido pela MTV Films, essa produção foi escrita pelo próprio Jeff Tremaine, Johnny Knoxville e por Spike Jonze com uma proposta um pouco diferenciada do extremismo demonstrado na franquia “Jackass. Através dessa produção eles buscam (ao seu modo) conferir um pouco de dramaticidade para um fiapo de história deixando de lado os perigos ao qual o elenco se sujeitava, para agora se envolver em situações surreais que desencadeiam as mais inusitadas reações do público envolvido. Por isso, “Vovô Sem Vergonha” como proposta cinematográfica não seria sequer digno de ganhar uma nota tamanha suas limitações. Entretanto, aos fãs de pegadinhas pode até agradar, e vai, por causa de algumas situações escatológicas que geram alguns bons momentos de diversão e risadas, ainda que não sejam tão frequentes como nos filmes da série “Jackass. Portanto, “Vovô Sem Vergonha” é uma piada estendida com altos e baixos.

Censurado para menores de 14 anos, “Vovô Sem Vergonha” é baseado numa esquete onde Johnny Knoxville se fantasiava como um velhinho acompanhado com um garoto onde ambos se comportam de forma politicamente incorreta. Sucesso levado às telas como um longa com direito a começo, meio e fim definido de modo irregular. Levando-se em conta o desenvolvimento degenerado da produção, Johnny Knoxville abre a caixa de pandora das possibilidades para gerar as mais inusitadas grosserias captadas pela câmera de Jeff Tremaine (através de câmeras escondidas e disfarçadas no ambiente de forma bem competente). Além do envolvente personagem mirim que gera reações de constrangimento do público atuante e desavisado, os dois formam uma divertida parceria. Embora a trama seja estruturada de forma artificial, as atuações sejam marcadas de muito improviso, há um coerente enredo sendo transposto em meio as enganações. Um aspecto que o diferencia dos demais filmes da série “Jackass”, ainda que seja genialmente desenvolvido, já que sua estética remeta em muito ao formato televisivo sem grandes novidades. “Vovô Sem Vergonha” tem bons momentos de humor não restam dúvidas, como também é certo que não agrada a todos os públicos. Destaque para o momento “Miss Sunshine”, com reações tão hilárias quanto do filme original. Além é claro, como o obsceno strip-tease do velho Irving numa casa de shows feminina que extrapola os limites possíveis da grosseria. Pontos para os erros de gravação e a demonstração da ciência por trás da ilusão obtida desse longa.

Nota:  7/10   
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