quarta-feira, 23 de abril de 2014

Crítica: Divisão de Homicídios | Um Filme de Ron Shelton (2003)


Joe Gavilan (Harrison Ford) e Kasey Calden (Josh Hartnett) trabalham juntos como parceiros na divisão de homicídios na cidade de Los Angeles. Mas além da atividade policial investigativa que desempenham, ambos exercem atividades profissionais paralelas ao exercício do trabalho policial. Enquanto Gavilan negocia propriedades residenciais com a pretensão de garantir uma aposentadoria mais feliz, Calden dá aulas de Yoga e busca realizar seu grande sonho: ser um ator. Assim ao investigarem um caso de homicídio de um famoso cantor de Rap, os dois misturam suas atividades profissionais paralelas com suas obrigações policiais gerando as mais divertidas situações. "Divisão de Homicídios" (Hollywood Homicide, 2003) é comédia policial descompromissada dirigida pelo californiano Ron Shelton, que também assina o roteiro junto com Robert Souza. Shelton realizou outras comédias divertidas e irreverentes (O Jogo da Paixão de 1996 e Homens Brancos Não Sabem Enterrar de 1992) além de ter seu nome envolvido como escritor em grandes blockbusters como "Bad Boys 2". Em "Divisão de Homicídios" entrega igualmente irreverente sem maiores pretensões que não fosse o entretenimento. Curiosamente aborda um aspecto curioso acerca dos policiais: suas atividades profissionais que complementam sua renda e ocupam seu tempo de folga. E é desse aspecto que o roteiro tenta extrair as melhores piadas (e em sua maioria bem sucedidas) dessa produção que cria uma parceria policial imensamente descontraída e que não se leva a sério em momento algum.

Com o astro consagrado Harrison Ford encabeçando o elenco com o papel de um policial em fim de carreira, Josh Hartnett faz o papel do policial galã cheio de motivação para tudo. Como de praxe, essa relação do cansado policial com aspirante leva tanto destaque nessa produção quanto o crime que requer um desfecho. Ainda que tenha cenas de ação policial com direito a tiroteios, perseguições de carro e algumas outras extravagâncias ligadas ao gênero, todas carregadas com um tom cômico em sua narrativa, Shelton explora ao máximo todos os aspectos em volta da dupla. Não deve-se levar a ação que transita pela película muito a sério, aquela  mesma ação que move muitos espectadores a buscar filmes como esse. Existe um nível de agito bem orquestrado, mas descompromissado com esse aspecto. Obter risadas é o objetivo supremo de Shelton, tanto em sua condução quanto no próprio roteiro que não explora com profundidade o tempo ocioso de seus protagonistas. Por fim, "Divisão de Homicídios" não é um filme memorável como "Máquina Mortífera" ou "Os Bad Boys", ambos sendo longa-metragens que exploram o mesmos aspectos de destaque dessa produção com algo mais a oferecer. Mas diverte de modo descompromissado que se encaixa em uma Sessão da Tarde sem grandes atrativos. 

Nota:  7/10  
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4 comentários:

  1. Acredita que eu daria 9? kkk achei bem despretencioso...

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  2. Diverte bem sem querer ser mais do que é! Gosto de ver filmes assim de vez em quando...

    abraço

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