sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Crítica: Contágio | Um Filme de Steven Soderbergh (2011)


Dirigido por Steven Soderbergh, "Contágio" (Contagion, 2011) é a retratação do descontrolado alastramento de um vírus mortal desconhecido e a consequente disseminação de medo e terror que essa pandemia desencadeia. Com uma estrutura narrativa que liga várias tramas diferentes ao mesmo enredo, Soderbergh reúne um grande elenco de estrelas (Matt Damon, Marion Cotillard, Lawrence Fishburne, Jude Law, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, entre outros) para compor seu filme catástrofe. Através do roteiro de Scott Z. Burns (O Informante, 2008), o cineasta cria uma série de possíveis situações em volta de uma epidemia viral, fazendo bom uso das infinitas possibilidades que esse talentoso elenco disponibiliza. Em sua história acompanhamos o rápido progresso de um vírus desconhecido e letal, altamente infecto contagioso capaz sua vítima em poucos dias. E como essa epidemia tem se alastrado com agilidade, autoridades políticas e a comunidade médica globalizada inicia uma corrida contra o tempo para encontrar a cura e conter o pânico que tem se espalhado e causado mais vítimas do que a própria doença. Se de um lado do panorama as lideranças estão encurraladas pelas circunstâncias, do outro a população luta pela sobrevivência como pode.


Com um progresso lento, mas ao mesmo tempo propagando uma atmosfera tensa, essa obra se mostra bem construída. Filmada de modo realista, exibe excelentes interpretações e apresenta um cenário mundial que apesar das inovações e teóricos preparos de nossas lideranças para situações como essa, a fita mostra uma reação desesperançosa e nada otimista para um acontecimento dessa magnitude: o descaso com os primeiros casos fatais, o despreparo do sistema de saúde, os cientistas perdidos diante do problema, as conspirações em volta da doença e algumas situações previsíveis das autoridades políticas diante da pandemia. O rastreamento da origem de uma doença se mostra quase que didática, tamanha sua clareza. E esse realismo apenas perde pontos, devido a resolução excessivamente rápida e melodramática do encontro da cura. A forma como a produção desenha os efeitos, não propriamente da doença, mas de como o medo de ser infectado age sobre as pessoas é de uma carga dramática fascinante. 

Por fim, "Contágio" pode até não ser um dos melhores trabalhos de Steven Soderbergh, porém ainda assim se mostra a altura de sua filmografia. Com boas atuações e bem condicionadas por uma produção técnica eficiente, sua história ganha pontos pelo contornos realistas, pela carga dramática dada a certos eventos da história e pelos infectados não terem se transformado em zumbis.

PS: Essa última parte foi uma piada. 

Nota: 7,5/10 
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2 comentários:

  1. Virus de origem desconhecida = Zumbis kkk
    Não assisti ainda mas um dia arrumo um jeito de ver.

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    1. Sabe o por quê da piada? Assisti a esse filme numa época onde os Zumbis estavam dominando a terra literalmente. Era muito filme de zumbi e eu tava ficando zumbificado com a proliferação de filmes que se utilizavam desses exumados personagens da ficção.

      abraço

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