segunda-feira, 25 de março de 2013

Crítica: O Sequestro do Metrô 1 2 3 | Um Filme de Tony Scott (2009)


Baseado no livro de John Godey (pseudônimo usado por Morton Freedgood), o diretor responsável por essa produção, o cineasta Tony Scott (21/06/1944 – 19/08/2012), repete sua fórmula de sucesso já desprovida de qualquer chance de fazer sucesso. Sua narrativa ágil e visual corrido repleto de imagens seguidamente cortadas já não funcionam como funcionavam em tempos de Top Gun – Ases Indomáveis” (1986). Tão pouco, como em “Inimigo de Estado” (1998), tecnicamente arrojadíssimo para a época ao levantar debate sobre certas questões em seu enredo que ainda hoje geram discussões inflamadas através de um formato blockbuster. Em “O Sequestro do Metrô 1 2 3” (Taking of Pelham 1 2 3, 2009) é dos exemplos mais fracos de sua fascinante e agitada filmografia, particularmente perdendo apenas para o desinteressante “Domino” (2005). Na trama de “O Sequestro do Metrô 1 2 3” acompanhamos Walter Garber (Denzel Washington) um executivo num processo de transição na companhia metroviária da cidade de Nova York. Por causa de uma suspeita de suborno ocorrida por investidores estrangeiros, foi preventivamente rebaixado para a função de um simples coordenador de tráfego até o desfecho desse impasse. Mas quando um dos trens do metrô é tomado em sequestro com vários passageiros dentro, por um misterioso grupo comandado por Ryder (John Travolta) coube a Garber fazer as negociações por exigência do líder do grupo. Entre um pedido de resgate de U$$ 10 milhões pelos passageiros e as imprevisíveis negociações conduzidas por Ryder, ambos terão o rumo de suas vidas mudado antes do fim da linha.



Essa produção é uma refilmagem de um filme de 1974, agora sob o olhar de Tony Scott, em plena era da internet e da telefonia celular. Se sua estrutura não oferece nada de novo, do que o cineasta já havia criado antes, o elenco principal é a luz no fim do túnel desse longa-metragem. Tanto John Travolta, no papel de vilão climatizado, quanto Denzel Washington como herói injustiçado, que por ventura desse tenso sequestro, consegue apresentar o impossível para os olhos do espectador, apresentam interpretações vibrantes na medida. São somente personagens fascinantes em função dos atores incumbidos de interpretá-los. Do contrário, talvez se seus papéis tivessem caído nas mãos de astros menos cativantes ou competentes, seus personagens cairiam consequentemente em descrédito. A dupla deita e rola sobre os trilhos, não deixando mais ninguém brilhar na película. Sua estrutura técnica é convincente, bem montada como é de característica de Scott, que desenvolve a trama elaborada do roteiro de Brian Helgeland com energia e somente peca no desfecho devido aos excessos de dramaticidade distante das possibilidades do conjunto da obra. O ator John Torturro, outro grande nome do elenco, chega a ficar completamente ofuscado dentro da trama diante do duelo psicológico dos protagonistas. “O Sequestro do Metrô 1 2 3” é entretenimento nervoso, não chega a ser incontrolável, mas está distante de oferecer ao espectador a emoção de outros sucessos consagrados desse saudoso diretor.

Nota: 6/10
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