terça-feira, 19 de junho de 2012

Crítica: Colombiana | Um Filme de Olivier Megaton (2011)




Para apreciadores de obras emocionantes como “Salt” e “Hanna” – protagonizado por personagens femininas audaciosas - esse filme chamado "Colombiana" (Colombiana, 2011) é um prato cheio, mostrando a capacidade de Luc Besson de produzir e “escrever” filmes visualmente apurados, como na época de o “Beijo do Dragão”, “Cão de Briga” e “Carga Explosiva”. Mesmo que faça lembrar, talvez por coincidência, um filme como “O Profissional” – estrelado por Jean Reno e Natalie Portmann – pela criação de uma personagem feminina a prova de balas desde a infância, o resultado técnico foi melhorado, quase chegando à perfeição e sua trama, apesar de simples, ganha pontos pelo conjunto bem realizado. Com uma história clássica de vingança, Zoe Saldana interpreta o papel de uma jovem que depois de testemunhar o assassinato dos pais, chega à maturidade com o intuito de matar os responsáveis. E durante anos exercita sua vocação para a vingança, tornando-se uma assassina profissional a serviço de um tio, tendo em mente apenas um único objetivo: matar o mafioso responsável pela morte de seus pais.


A qualidade técnica do filme é excelente, desde a direção de arte e fotografia ao elenco e direção bem sintonizados com a sinopse simples, porém bem realizada e promissora. Os tiroteios exemplificam as melhores qualidades do filme, que foram bem orquestrados sem deixar outros elementos – diálogos necessários na trama – menos vistosos do que as explosões e as execuções da assassina. A atriz Saldana quase consegue emocionar pela sua via-crúcis de sofrimento que já passou – cena na biblioteca com o tio – onde as feridas emocionais adquiridas durante o processo de vingança para chegar ao final de seu objetivo começam a dar sinais visíveis de cansaço. Seu desejo de viver uma vida normal é conflitante com seu desejo de vingança, criando uma tortura emocional visível aos olhos de um apaixonado pretendente ao qual ela também nutre um carinho especial.Porém, mesmo que a história tenha qualidade, apesar de simplória ao mesmo tempo, a direção de Olivier Megaton é bem focada na ação, quase incessante, deixando claro porque veio. Como no filme da Angelina Jolie, em “Salt”, o ponto alto do longa é o conjunto dos elementos narrativos que dão o tom da obra: o drama; a ação policial, o desempenho da protagonista e os tiroteios – não necessariamente nessa ordem é claro.

Nota: 6,5/10

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2 comentários:

  1. Eu adorei esse filme, vingança feminina sempre vai ser empolgante no cinema.

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    1. Melhor ficou Salt... com Angelina Jolie.

      abraço

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