sábado, 16 de setembro de 2017

Crítica: A Toda Prova | Um Filme de Steven Soderbergh (2011)


Mallory Kane (Gina Carano) é uma ex-agente da CIA responsável pela realização de serviços sujos para uma agência de espionagem clandestina comandada por Kenneth (Ewan McGregor), um burocrata coordenador das ações da empresa. Após a realização de uma missão de resgate em Barcelona que teve um desfecho satisfatório, logo após Mallory é enviada para Dublin para outro trabalho, porém no qual é traída e quase morta sem motivo. Numa corrida contra o tempo, Mallory, vítima de uma misteriosa conspiração parte em direção aos Estados Unidos para proteger seu pai e descobrir a razão que causou essa inesperada traição. “A Toda Prova” (Haywire, 2011) é uma produção de ação e espionagem escrita Lem Dobbs e dirigida por Steven Soderbergh. O filme que é recheado com um elenco estelar típico dos filmes de Soderbergh, essa produção tem nomes no elenco como Michael Fassbender, Ewan McGregor, Bill Paxton, Antonio Banderas, Channing Tatum, Michael Douglas e Gina Carano. Estrelado pela famosa lutadora de MMA, Gina Carano, as cenas de ação foram todas realizadas pela habilidosa lutadora. Entre muitos astros, a inexperiente atriz também não faz feio diante de seus adversários e confere alguns bons momentos de ação em sua jornada de vingança. Sobretudo, com uma trama simples e de poucos atrativos narrativos, esse é talvez um dos filmes mais fracos de seu realizador.

Os atrativos de “A Toda Prova” são poucos. Embora o espectador possa ver reunido um elenco de peso como somente Soderbergh costuma reunir, a trama simplista dessa produção não se mostra cativante. O roteiro que adiciona todos os elementos conhecidos do gênero sem grande força, sendo que não existe uma exploração de personagens significativa e adiciona alguns elementos de humor que nem sempre funcionam com precisão, Soderbergh falha em conferir um diferencial ao projeto e realmente aproveitar as suas qualidades principais: o elenco. Considerando a reputação dos nomes dos atores, o filme transparece uma ligeira intenção de ser uma conveniente ocupação para os envolvidos enquanto não aparece um projeto realmente válido. É inegável que toda a excelência possibilitada pela experiência dos envolvidos está presente no filme, mas num projeto tão limitado em sua forma e essência que para quem está familiarizado com a filmografia do cineasta e do elenco principal, é impossível para o espectador não conter a decepção após ver algumas cenas (o destino idealizado pelo roteiro para o personagem de Ewan McGregor é simplesmente constrangedor). O filme é Interessante até certo ponto, isso pelas cenas de ação convencionais que funcionam ao modo do diretor ou pela aparência elegante e refinada da produção, mas ao mesmo tempo ainda é decepcionante em sua totalidade. Por fim, “A Toda Prova” se mostra um descompromissado passatempo dotado de algum refinamento que tenta alçar uma nova estrela para o gênero de ação, mas que apenas produz um exemplar descartável que possivelmente poderia ser encabeçado por qualquer atriz conhecida que teria o mesmo efeito para a plateia.

Nota:  5,5/10
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