sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Crítica: Busca Implacável 3 | Um Filme de Olivier Megaton (2014)


Bryan Mills (Liam Neeson) está tentando viver em paz após os eventos do passado. Buscando ser um pai presente para Kim (Maggie Grace) e próximo de reatar seu relacionamento com sua ex-esposa, Lenore (Famke Janssen), ele vê tudo ruir quando passa a ser acusado de assassinato de Lenore. Obviamente que a culpa da morte de Lenore foi planejada para se voltar sobre ele, Bryan é forçado a fugir das autoridades de Los Angeles. Numa caçada liderada por Frank Dotzler (Forest Whitaker) pela cidade, toda polícia segue obstinadamente seu encalço pelas ruas enquanto Bryan tenta a todo custo descobrir quem o incriminou e limpar seu nome e levar justiça aos verdadeiros criminosos. “Busca Implacável 3” (Taken 3, 2014) é um thriller de ação e suspense escrito por Luc Besson e Robert Mark Kamen e tem a direção de Olivier Megaton. Sendo o terceiro e último episódio de uma franquia de sucesso iniciada em 2008, essa produção que é uma das maiores consagrações do astro Liam Neeson em sua reinvenção de carreira (de ator dramático sério a astro de filmes de ação) é a entrega do que se espera de um filme do gênero, e acima de tudo, da franquia. Embora não tenha a profusão do primeiro, a atmosfera dramática do segundo, dessa vez Olivier Megaton (o diretor também foi responsável pela direção do segundo episódio) entrega um filme de menor força comparado aos anteriores.

A ação frenética da franquia Busca Implacável desta vez aporta nos Estados Unidos, diferentemente dos filmes anteriores. Os sublimes ares europeus que acomodavam as façanhas heroicas do ex-agente da CIA Bryan Mills agora ganham sede em Los Angeles e uma louvável tentativa de reinvenção para a perigosa perseguição conduzida por Forest Whitaker. Se Liam Neeson tem abandonado os dramas pesados e de profundidade dramática e se dado bem no gênero dos thrillers de ação, o ator Forest Whitaker (de “O Último Rei da Escócia”) com bem menos produções do gênero no currículo, não tem se dado tão bem (o longa-metragem “O Último Desafio” é um bom exemplo de desempenho abaixo da média). Há um desequilíbrio de qualidade na carreira de ambos. Embora o maior vilão desse desequilíbrio seja a trama ligeiramente repetitiva em seus contornos, há deixando semelhante a uma infinidade de outras produções estadunidenses, o filme ganha pontos pela excelência das qualidades que herda dos filmes anteriores. Com um bom elenco de apoio, algumas reviravoltas atraentes e um clímax explosivo, suas falhas não são pecados capitais dentro de um gênero do qual pouco se espera. Sobretudo, ainda que “Busca Implacável 3” não seja impressionante, o filme possui sequências de ação de riqueza técnica apropriada a proposta, frases de efeito e um ritmo ágil e mais do que esperado de um filme de Olivier Megaton (praticamente um especialista nesse gênero) essa produção não é um final ruim para uma trilogia que preza apenas a diversão.

Nota:  7/10   
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