segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Crítica: Defendor | Um Filme de Peter Stebbings (2009)


Arthur Poppington (Woody Harrelson) é um homem que tem vários problemas psicológicos, os quais tornam seu raciocínio lento e dificulta sua capacidade de distinguir o que é real da fantasia. Trata-se de um homem comum, com uma criança em seu interior, que durante o dia trabalha numa construção, mas a noite, ele sai pelas ruas vestindo uma fantasia de super-herói às avessas para combater o crime sob a alcunha de “Defendor”. Em uma de suas jornadas pela busca da justiça, ele desastrosamente salva uma prostituta, Kat (Kat Dennings) que também é uma policial disfarçada, de um violento criminoso, Chuck Donney (Elias Koteas). A partir daí, sensibilizada com a determinação de Defendor, traçam uma parceria incomum contra Chuck Donney, onde que Poppington apenas armado de uma artilharia inadequada e nada convencional, investe em uma luta tão perigosa quanto corajosa. “Defendor” (Defendor, 2009) é um típico filme que parece ser uma coisa, mas se mostra outra. De premissa fantasiosa e improvável de contornos cômicos, que facilmente a rotulariam de comédia, que oportunamente pega carona no sucesso das franquias da Marvel e da DC Comics, essa produção se mostra por fim um drama pesado sobre comportamento humano.

Desmiuçando a história e a personalidade de Poppington, o filme rapidamente perde a aparência de comédia e se mostra porque veio. Mesmo havendo esse elemento presente na narrativa, ainda assim trata-se de um drama, que é potencializado pelas talentosas interpretações de Harrelson/Dennings/Koteas (e qualquer indício de brilhantismo nessa produção se deve a atuação de Harrelson, que alterna com facilidade emoções e risadas como nenhum outro ator). Apesar de remeter a lembrança de “Kick-Ass”, que trata de heróis estruturalmente questionáveis, a semelhanças acabam por aí, e muito pela pretensão da direção do estreante Peter Stebbings (mais conhecido por seu trabalho como ator em filmes e série de televisão) que conduz seu primogênito com muita seriedade, desperdiçando o talento espontâneo que Woody Harrelson tem para gerar bons momentos de comédia. Sem falar de que traria um produto muito mais leve para o espectador. Em resumo, “Defendor” é um filme incomum que também é capaz de surpreender, mas não se destacar no gosto da maioria.

Nota:  7/10
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