sexta-feira, 14 de junho de 2013

Crítica: Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer | Um Filme de John Moore (2013)


Consciente que a direção desse quinto episódio da famosa franquia de ação nascida nos distantes anos 80, e protagonizada pelo astro Bruce Willis, foi realizada pelo irregular diretor irlandês John Moore, já era informação suficiente para confirmar o declínio da franquia antes mesmo de seu lançamento. Basta vermos a transposição do genial personagem dos games “Max Payne” (2008) para a película, realizada por ele, para entender essa constatação. “Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer” (A Good Day to Die Hard, 2013), somente não morre definitivamente e sepulta a franquia, por uma série de fatores favoráveis a essa cinessérie de propriedade da 20th Century Fox. Primeiro pela capacidade do ator Bruce Willis de levar crédito a certas produções, muitas vezes medíocres, e consequentemente proporcionar ainda assim um bom nível de retorno financeiro aos estúdios. Se em produções como “Sem Lei” (2011), onde ele contracena com Curtis Jackson (50th Cent), ainda se sai bem, assim sendo, imaginem o que ele é capaz de fazer nessa icônica franquia que virou no imaginário do grande público, sinônimo de entretenimento de qualidade. Depois pelo nome da franquia “Duro de Matar” propriamente, que apesar de claros indícios de esgotamento, ainda tem apelo para um público nostálgico. Mas não mais o suficiente para fazê-los esquecer dos bons tempos em que John McClane batia de frente com vilões bem compostos e imponentes, apesar das tramas simplistas em sinopse. Agora em seu quinto episódio, perde pontos significativos em comparação de seus antecessores, desencadeando certa estranheza ao fãs do personagem principal, apesar de poucas alterações no conjunto. De certo modo, a fórmula continua a mesma, mas o produto...



Sua trama tem como ponto de partida o desafeto familiar entre pai e filho. Numa busca de maiores informações sobre Jack (Jai Courtney) filho do rabugento policial nova-iorquino, John McClane (Bruce Willis), John viaja para Rússia depois de saber que seu filho está numa  prisão moscovita devido a uma acusação de assassinato. Já faz anos que John não fala com seu filho e descobre que ele é um agente da CIA trabalhando numa operação contra o contrabando de armas nucleares. Se antes ele gladiava com a filha, Lucy, em (Duro de Matar 4.0), agora os desatinos estão com seu filho, Jack. Assim, como no anterior, o roteiro de Skip Woods reata os conturbados laços familiares, ao som de muitos tiros, explosões e perseguições que atendem a estética da franquia. Além da ação de tirar o fôlego do espectador, também não podia faltar aquele bom humor encrustado em todos os episódios anteriores. Entretanto, a inserção de efeitos visuais em CGI mais constantes já é novidade, que por sinal, vem a ser uma negativa ao produto sob um olhar mais conservador - muito devido a artificialidade desses efeitos. A inegável ausência de um vilão de composição mais profunda e enfática, como nos primeiros filmes, também prejudica a produção em sua totalidade. Duro de Matar – Um Bom Dia para Morrer”  diverte como deve apenas porque Bruce Willis ainda é o cara, independente dos demais equívocos. No entanto, essa produção fica marcada ainda assim como o adiamento da aposentadoria de uma franquia que já não tem mais o brilho de antigamente. 

Nota: 6/10   
           

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