domingo, 4 de outubro de 2015

Crítica: Assassinos Substitutos | Um Filme de Antoine Fuqua (1998)


John Lee (Chow Yun-Fat) é um experiente e leal matador profissional. Simplesmente o melhor que o dinheiro pode comprar. Prestando serviço para a máfia chinesa, esse assassino entra em choque com o chefão da organização quando se recusa a executar um trabalho que toca sua consciência. Jurado de morte, lutando para salvar sua vida, John Lee acaba se envolvendo com Meg Coburn (Mira Sorvino), uma talentosa falsificadora de documentos que é contratada para confeccionar passaportes falsos para a fuga de Lee do país em direção à China. Transformados em alvos de novos e perigosos assassinos contratados pela máfia, John e Meg unirão forças para escapar desses novos assassinos. “Assassinos Substitutos” (The Replacement Killers, 1998) é filme de ação policial escrito por Ken Sanzel e dirigido pelo diretor norte-americano Antoine Fuqua, em seu primeiro longa-metragem de ação após uma promissora carreira como realizador de vídeos musicais de bandas de sucesso. Produzido por John Woo, um genial cineasta que na década de 80 e 90 criou fantásticos exemplares Made in Hong Kong para o gênero da ação que ganharam o mercado mundial como poucos, e que curiosamente estrelados por Chow Yun-Fat, essa produção tem várias das características estéticas e narrativas de seu produtor e que consequentemente ressoam sobre filmes como “The Killer – O Matador” (1989) e “Fervura Máxima” (1992). Com uma mistura bem criada de ação e atmosfera, Antoine Fuqua entrega um filme visualmente bem elaborado e de contornos dramáticos de grande funcionalidade.

Assassinos Substitutos” foi um filme de estreias e de teste para muitos dos envolvidos. Enquanto Fuqua ainda era visto por muitos com suspeitas de ter a competência necessária para conduzir uma produção ambiciosa comercialmente, o que desencadeou um clima pesado entre ele e o estúdio responsável, tem-se ao mesmo tempo nessa produção a estreia de Chow Yun-Fat no cinema estadunidense, além da presença de Til Schweiger (o soldado alemão que é aliado dos Bastardos Inglórios no longa-metragem de Quentin Tarantino), que faz o papel de um dos assassinos substitutos que dá nome ao filme. Com uma trama enxuta, que alia bem ação estilizada e uma carga dramática válida a proposta, a regra em vigor do seu desenvolvimento é presentear o espectador com as mais fantásticas sequências de ação e tiroteios no melhor estilo Hong Kong de se fazer cinema. Com atuações bem desempenhadas, seja pelo casal de protagonistas ou pelo elenco de apoio formado por Michael Rooker, Danny Trejo, Til Schweiger e Kenneth Tsang, o filme acerta em cheio no equilíbrio de trama bem ajustada à necessidade de gerar adrenalina. De um conjunto técnico brilhante, onde a direção de fotografia confere uma beleza estética rara aos acontecimentos, e a trilha sonora um ritmo envolvente para as passagens de emoção (com destaque para a sequência inicial pontuada pelo grupo The Crystal Method), é certo que a composição do trabalho de Fuqua não é nenhuma novidade. Mas a eficiência do que é aplicado em “Assassinos Substitutos” é de uma excelência que beira ao impecável dentro de sua proposta. Um grande filme para fãs de filmes de ação frenética que não tem do que se envergonhar diante de outros ícones de sua época.

Nota:  8/10
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4 comentários:

  1. Nossa!! Esse filme é sensacional!
    Lembro que meu tio tinha ele em VHS.

    Preciso rever isso!!

    Abraço!!

    - André Betioli

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    1. Eu também cheguei a assistir esse filme em VHS. Esses dias eu o revi em um site on-line e não pude deixar de resenha-lo. Gosto muito dele.

      abraço

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  2. É um ótimo filme de ação, mesmo não sendo sensacional com as obras de John Woo em Hong Kong, que aqui tem apenas o dedo na produção.

    Abraço

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    1. Verdade Hugo. Não chega a altura de "Fervura Máxima", mas tem vários aspectos estéticos semelhantes e mais bem envernizados pelo cinema estadunidense. A qualidade de imagem e a ambientação mais ajustada. Genial!

      abraço

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