sábado, 22 de julho de 2017

Crítica: O Último dos Moicanos | Um Filme de Michael Mann (1992)


Em 1757, durante a Guerra dos Sete Anos travada entre franceses que viviam no Canadá e os ingleses que viviam nos Estados Unidos, Nathaniel (Daniel Day-Lewis), um homem branco que foi adotado ainda quando criança por índios americanos se vê envolvido no confronto. Quando as tropas do exército inglês, composta por um seleto grupo de oficiais britânicos é traída por índios nativos amando das tropas francesas, Nathaniel se faz necessário para salvar a vida de Cora Munro (Madeleine Stone) uma das filhas do Coronel Edmund Munro, o seu grande amor. Em meio a uma suicida missão de resgate, Nathaniel se vê em meio ao combate tornar-se um dos últimos de sua tribo. “O Último dos Moicanos” (The Last of the Mohicans, 1992) é um drama estadunidense escrito por Michael Mann e Christopher Crowe baseado no romance homônimo de James Fenimore Cooper. Dirigido por Michael Mann, esse longa-metragem é dono de uma das melhores trilhas sonoras da década de 90, cujo trabalho em paralelo venceu o Oscar de Melhor Som na 65º Cerimonia do Oscar. Estrelado por Daniel Day-Lewis e Madeleine Stone, o filme é marcado por uma história envolvente, uma reconstituição de época perfeita e uma construção delicada de sensações marcantes.

Certamente que “O Último dos Moicanos” não se define como o melhor trabalho de Michael Mann, mas com certeza é um dos mais memoráveis de sua vasta filmografia. Em suma, trata-se de um deleite para apreciadores de filmes de época. Flertando com um vasto leque de gêneros diferentes, essa produção passeia por gêneros como aventura, drama e romance com grande facilidade. Mescla a construção brilhante de grandiosas batalhas a um enredo que nos leva a acompanhar um romance impossível. Em resumo, o espectador é agraciado com uma história romântica tocante em seu primeiro plano tão competente quanto à reprodução dos acontecimentos históricos que é usado como pano de fundo. Suas atuações são eficientes, seu ritmo fugaz e os desdobramentos do enredo ainda remetem a uma boa parcela da história dos acontecimentos que se passaram durante a Guerra dos Sete Anos. No meio do conflito, surge um herói admirável interpretado por Daniel Day-Lewis que divide a tela com a sensível performance de Madeleine Stone em meio a um conflito genialmente orquestrado pela câmera de seu diretor, que anos mais tarde veio a entregar outros filmes brilhantes como “O Informante” (1999) e “Colateral” (2004), entre outros mais. Destaque para trilha sonora de Trevor Jones e Randy Edelman, que intensifica com eficiência tanto uma série passagens épicas que são permeadas por toda a produção até momentos mais coloquiais e necessários para o desenvolvimento dos acontecimentos.

Assim sendo, “O Último dos Moicanos” é um épico de guerra, de paixão e vingança, que aborda vários temas diferentes com simplicidade e precisão. Sua forma harmônica de mesclar eventos históricos com ficção, propondo reflexões e emoções fortes são seus grandes acertos. Indispensável para tantos públicos diferentes, esse longa-metragem aborda de modo impactante o conflito entre os nativos e os colonizadores europeus, sem perder o foco no romance que encabeça toda a trama.

Nota:  8/10
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