terça-feira, 1 de agosto de 2017

Crítica: Uma Caminhada na Floresta | Um Filme de Ken Kwapis (2015)


Quando o famoso escritor de guias turísticos, Bill Bryson (Robert Redford) decide adiar a aposentadoria e encarar o desafio de caminhar na Trilha dos Apalaches, uma trilha selvagem de cerca de mais de 2.200 milhas de campo e selva que vai da Geórgia ao Maine e passa por 14 estados americanos para se reconectar com sua terra natal, ele nunca imaginou que o desafio que teria que enfrentar ao ceder à pressão de escrever sobre sua terra seria tão difícil. Depois de duas décadas na Inglaterra, em plena terceira idade, Bill decide fazer a trilha ao lado de um antigo amigo de escola, e não a primeira escolha, o incorrigível Stephen Katz (Nick Nolte), onde irão enfrentar vários obstáculos diferentes da natureza, conhecer muitas pessoas e acima de tudo, a eles mesmos também. “Uma Caminhada na Floresta” (A Walk in the Woods, 2015) é uma comédia dramática escrita por Rick Curb e Bill Holderman com base na obra literária de Bill Bryson. Dirigida por Ken Kwapis, essa produção passou por uma difícil jornada até sua realização. O livro de memórias A Walk in the Woods, de 1998, havia sido escolhido para reunir novamente Robert Redford e Paul Newman outra vez, mas devido a alguns problemas comuns de realização e a crescente diminuição da saúde de Newman antes de sua morte em 2008, o filme havia sido engavetado até que recentemente, a adição de Nick Nolte ao projeto com a aprovação de Redford, o filme veio a ganhar vida.

Uma Caminhada na Floresta” é um divertido passeio de entretenimento. Encantador, engraçado e visualmente bonito, a lente do diretor Ken Kwapis tira sem exageros, o melhor proveito possível de todas as qualidades previsíveis dessa comédia. Para começar, do entrosamento impecável de Robert Redford e Nick Nolte na tela. O filme é simplesmente deles em vários aspectos, pois as suas personalidades completamente diferentes se mostram no fim a mais clara confirmação de que os opostos se atraem pelo menos para divertir a plateia. Os dois veteranos gritam, esperneiam, dialogam e fazem o espectador rir na mesma proporção sem fazer força. Ainda que Redford tenha as melhores passagens, Nick Nolte não deixa a desejar. Depois disso, pelas belezas naturais presentes na geografia do lugar onde ocorrem as filmagens e que acomoda as peripécias da dupla de atores. O filme é simplesmente lindo. Auxiliado por uma direção de fotografia competente, o filme esbanja beleza  a cada frame que estampa as ricas paisagens naturais. Embora o roteiro não seja de ideias inovadoras, e nem quer ser, o humor de “Uma Caminhada na Floresta” funciona o suficiente para poder chamar  esse filme de uma boa comédia, ao mesmo tempo em que o presumido drama venha para preencher as lacunas do humor. Armado de algumas lições de vida agradáveis sobre amizade, sobre perspectivas de futuro e realizações do passado, o filme emplaca algumas ideias bastante interessantes se utilizando de uma boa dose de humor descompromissado e ligeiramente inteligente.

Nota:  7/10
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2 comentários:

  1. É um filme simpático e despretensioso.

    Abraço

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    1. Verdade. Bastante despretensioso. Alguma coisa nele me fez lembrar de "Cowboys do Espaço", com Clint Eastwood, outro filme que ocasionalmente revisito.

      abraço

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