First Impressions: “The Walk” leva Joseph Gordon-Levitt às alturas. Esse será o próximo drama biográfico estadunidense dirigido por Robert Zemeckis, o qual foi escrito pelo próprio Zemeckis em parceria com Christopher Browne. Baseado na história de vida do artista francês Philippe Petit “funambulou”, que ficou famoso em 1974, quando fez uma caminhada entre as Torres Gêmeas do World Trade Center em uma corda de aço de 61 metros (em oito passagens e com direito a dança e muitos cumprimentos), a cerca de 400 metros de altura num tempo de 45 minutos. O filme tem no elenco nomes como Joseph Gordon-Levitt, Ben Kingley, James Badge Dale, Bem Schwartz, Steve Valentine e Charlotte Le Bom. A primeira vista: Um cartaz vertiginoso, um trailer em tom épico e Robert Zemeckis nos créditos. Ainda não vi Zemeckis ser responsável por alguma decepção, pelo menos em live-action.
Programado para ser lançado em 02 de outubro de 2015 pela Tristar Pictures.
Numa Los Angeles futurista, Theodore (Joaquin Phoenix) é um talentoso escritor de cartas às quais são endereçadas para pessoas sob a encomenda de seus remetentes. Recém-separado de sua esposa, Theodore vive solitário após o divórcio com evidentes dificuldades de se adaptar ao seu novo estado civil. Nessa solidão, ele adquire um surpreendente sistema operacional que se auto intitula Samantha (que usa a voz de Scarlett Johansson) que tem a promessa de amenizar as dores do abandono de sua esposa e do consequente distanciamento social que esse evento resultou. Sendo uma entidade provida de intuições e conhecimentos adequados perfeitamente ao seu usuário, esse programa interativo torna-se fascinante desde o primeiro momento. Mas para sua surpresa, Theodore acaba se apaixonando pela personalidade do software onde que se inicia uma estranha relação amorosa. “Ela” (Her, 2013) é uma produção estadunidense escrita, produzida e dirigida por Spike Jonze (responsável por filmes como “Quero Ser John Malkovich”, “Onde Moram os Monstros”, entre outros). Flertando com vários gêneros de modo inusitado (ficção cientifica, fantasia e comédia), Jonze surpreende o espectador com sua obra. Para todos os efeitos, essa produção se inicia como uma comédia dramática genial. Passada num futuro distópico imensamente criativo até se mostrar um delicado romance, Jonze recheia sua estranha história de amor com uma forte crítica ao modo como o homem contemporâneo lida e se relaciona com os avanços da tecnologia, e cada vez menos com o ser humano.
“Ela” é um longa-metragem típico de seu realizador. Responsável por filmes ligeiramente estranhos e imensamente criativos, Spike Jonze não se distancia de seu estilo e marca essa produção também com sua originalidade. Conferindo perspectivas pessimistas para o futuro evidenciado por mudanças sociais contemporâneas onde cada vez mais as pessoas trocam as relações humanas legítimas por interações digitais, sua obra vem no tom alerta ao espectador. É certo que esse fenômeno retrata muito do presente, e seu realizador antenado com isso cria uma obra que retrata uma tendência crescente da atualidade com visão e genialidade. Curiosamente esse aspecto é encarado com muita naturalidade dentro do enredo do trabalho de Jonze, e abrilhantado ainda mais pela interpretação de Joaquin Phoenix, um ator sempre aberto a novos desafios de atuação. Após a separação, Theodore se afunda na solidão embora esteja completamente cercado de pessoas. Sua resignação é uma consequência comum de sua condição, mas solucionada com uma medida extraordinária muito bem explorada pelo roteiro, que toca em vários aspectos dessa situação e abrange de forma original o seu destino. Tanto que o roteiro de “Ela” foi premiado como o Melhor Roteiro Original no Oscar 2014, embora ainda tenha tido indicações outras categorias e sido premiado em outros eventos de grande importância. Mas esse longa possui outros requintes, que se encontram no elenco de apoio afinado com a proposta, como na aparência do filme em si que demonstra elegância e leveza.
Sobretudo, “Ela” pode ser considerado um drama romântico de ritmo lento em sua maior parte, quase totalmente, mas de uma profundidade instigante pelo cenário em seu contexto tão próximo da realidade. Embora a crescente evolução da tecnologia seja sempre recepcionada com muito anseio e satisfação, um orgulho da aproximação de cabeças pensantes da grande massa, em contrapartida também pode ser considerada um retrocesso evolutivo de comportamentos antiquados ainda que saudáveis. Por isso, “Ela” pode ser entre tantas coisas, também um acessório de reflexão para onde caminha a humanidade.
Mesmo tendo as limitações comuns da narrativa “câmera na mão”, o diretor estreante consegue um trabalho bem acima da média. Essa narrativa que já foi explorada pelos mais diversos gêneros do cinema desde o lançamento de “A Bruxa de Blair” (1999), onde grande parte do filme é filmada pelos próprios atores de uma forma meio documental, "Poder Sem Limites" (Chronicle, 2012), é uma produção britânica-estadunidense de ficção cientifica que consegue de forma inesperada reciclar a formula original com grande sucesso. Apesar de a fórmula fazer ainda sucesso, principalmente no gênero do terror/suspense, apesar de inúmeras fitas menos competentes que beiram aotrash serem produzidas ao toque de caixa, a abordagem adotada aqui é bem mais suave e pretensa a um filme de super-heróis (o que antecipadamente já o torna diferente) do que uma trama sobrenatural. Tendo a história com foco na descoberta de três garotos que ganham superpoderes após o contato com um objeto luminoso de natureza desconhecida (uma motivação para uma sequência devido aos mistérios que rondam suas origens), enterrado em uma caverna na floresta, eles passam a filmar constantemente suas atividades cotidianas como forma de documentar através de suas brincadeiras as infinitas possibilidades de seus poderes. O que começa com telecinésia e ao desenrolar da história atinge gradualmente a capacidade impensável de voar como um avião, eles decidem manter esses poderes em sigilo (mas sem a menor descrição) ao mesmo tempo não tendo qualquer conhecimento sobre tal poder. Com uma trama com o foco direcionado no trio de garotos, composto por Matt (Dane DeHann), Andrew (Alex Russel) e Steve (Michael B. Jordan), a narrativa flerta de forma magistral com a ficção cientifica, mesmo com o simplório ponto de partida focado em suas rotinas estudantis e pessoais.
A documentação da forma como os poderes se desenvolvem através do constante exercício é impressionante, e principalmente (o que desperta o fascínio nesse filme) a relação diferenciada de cada um dos jovens com esse poder. Enquanto Matt procura utilizá-lo de forma sábia e concisa, Steve apenas o encara como pura diversão e entretenimento. No entanto Andrew, um nerd tímido e deslocado da realidade escolar, o vê como algo especial que ganha aos poucos um contorno sinistro. O roteiro de "Poder Sem Limites", mesmo cheios de furos funciona bem (há vários aspectos desse poder que não são abordadas). A estética trêmula da câmera característica dessa narrativa, que muitas vezes causa descontentamento por parte de um espectador mais tradicional, ganha pontos valorosos com a solução adotada. Os poderes de Andrew são usados como suporte e recurso para extrair enquadramentos perfeitos. O uso de tudo que é ferramenta de captura de imagem amplia as possibilidades da narrativa, de estética arrojada sem interferir na película. Os efeitos especiais apesar muito simples fazem seu papel e acentuam uma trama que começa como filme de adolescente (daquele tipo que infestam os cinemas todos os anos) e culmina em um filme de super-herói acima das expectativas. A direção habilidosa de Josh Trank divide bem a premissa descontraída adolescente, que acompanha com desenvoltura a evolução de seus personagens e seus conflitos com o rumo definitivo que leva ao desfecho. O processo de transformação dos garotos diante das circunstâncias é vital para o destaque desse longa-metragem em comparação a outros filmes do gênero, pois existe uma carga dramática muito eficiente nas interpretações e na composição dos personagens.
Mesmo deixando claro que os jovens não têm a menor ideia da responsabilidade que lhes foi conferida através desse poder, comoO Homem Aranhateve que descobrir a duras penas, o diretor enfatizou bem como o “Poder” pode ser usado (ou interpretado) de diferentes maneiras, variando de indivíduo para indivíduo. Por isso, "Poder Sem Limites"é sobre muitas coisas, entre elas: adolescentes irresponsáveis, superpoderes mal utilizados e acima de tudo, sobre transformação. Vários tipos de transformação. E um exemplo dessa transformação, fica a do diretor que prova que ao usar a câmera na mão com uma boa ideia na cabeça, ainda pode revolucionar despretensiosamente uma ideia amplamente difundida que se mostrava até então muito desgastada.
Em uma pequena cidade americana, Ig Perrish (Daniel Radcliffe) é um jovem atormentado pelo assassinato de sua delicada namorada, Merrin Willians (Juno Temple), uma linda jovem morta violentamente nas redondezas de uma floresta. Se já não bastasse ter de conviver com o arrebatador sofrimento da perda do amor de sua vida, ainda é acusado pelos habitantes pelo cruel assassinato. Inclusive seus pais o julgam culpado e somente seu amigo de infância, agora advogado de defesa, Lee Tourneau (Max Mighella) acredita que Ig é inocente. E sem nenhuma explicação lógica, Ig vê chifres brotarem em sua cabeça que lhe concedem inexplicáveis poderes que faz todas as pessoas ao seu redor confessarem seus pecados e realizar seus desejos mais íntimos sem censura. O que a primeira vista parecia ser uma injusta maldição, acaba tornando-se uma grata benção para Ig, sendo que com esses misteriosos poderes conferidos pela presença dos chifres, ele passa a reunir confissões que possibilitam descobrir a identidade do verdadeiro assassino de sua amada e provar sua inocência. “Amaldiçoado” (Horns, 2013) é uma produção de comédia fantasiosa estadunidense dirigida pelo cineasta francês Alexandre Aja (responsável pela refilmagem do clássico do terror “Piranha 3D”, em 2010). Lançado no Festival de Cinema de Toronto em 2013, o filme foi escrito por Keith Bunin com base no romance de mesmo nome de Joe Hill. Com Daniel Radcliffe como protagonista (ainda presente no gênero da fantasia que o consagrou ao mundo depois de estrelar a franquia “Harry Potter”), Alexandre Aja cruza vários gêneros promissores (a comédia, a fantasia e o suspense policial) em uma história no mínimo curiosa que se perde a pouco mais de meio caminho. E mesmo que tenha suas qualidades permeadas pelo desenvolvimento, há uma desagradável sensação de tentativa fracassada ao renovar o gênero da fantasia.
“Amaldiçoado” é uma transposição limitada de uma premissa impressionante. Embora Alexandre Aja desperdice de cabeça pensada o seu punhado de boas sacadas visuais logo no início, como a transição de um romântico e ensolarado bosque para uma sombria e deprimente residência, ou como o surgimento do título dessa produção saindo do aquecimento de um acendedor de cigarros do automóvel do protagonista, Aja demonstra surpreendentemente até alguma competência e dinâmica sólida para contar a história de um jovem que certo dia acorda e percebe que cresceu dois chifres em sua testa. Passagens de humor são bem acertadas dentro do conjunto da obra que denotam o tom descompromissado da produção, como os momentos de lirismo surgidos de alguma inspiração autoral se intensificam com a trilha sonora que possui duas canções fantásticas (“Heroes” de David Bowie e “Where is My Mind”, do Pixies), que por fim conferem certo apuro auditivo ao filme. A apresentação dos personagens em volta dos acontecimentos, o desenvolvimento da história que lida com o sobrenatural com certa desenvoltura e os gêneros que se entrelaçam ao decorrer do tempo para alavancar a ação são de uma inventividade e ritmo satisfatório também. Mas ainda que Daniel Radcliffe, o grande nome do elenco cumpra o seu papel dentro do possível, o roteiro recheado de falhas sobressai sua presença. Se o desenvolvimento das duas primeiras partes se mostra até certo ponto agradáveis (mesmo carregando o material de simbolismos nefastos), é na etapa final que Aja arruína todo o conjunto. Exagerado de forma desnecessária, para não dizer simplesmente desagradável, o cineasta deixa aflorar seu estilo de fazer cinema e afunda todo o desenvolvimento que já não se mostrava um exemplo de excelência. E assim, no final das contas “Amaldiçoado” apenas se mostra um filme interessante de premissa, que não se pode levar a sério e que se esqueceu de valorizar a etapa mais relevante do processo criativo de um longa-metragem (o clímax, o desfecho, o final), isso independente do gênero no qual habita.
Em Chicago, Danny Roman (Samuel L. Jackson) é um experiente negociador de reféns do Departamento de Polícia. Seu trabalho consiste em negociar com sequestradores a segurança de reféns. Mas quando Danny é pego de surpresa pela acusação de ter matado seu parceiro, ele percebe da pior forma possível, que as suspeitas de seu parceiro de que há um grupo de policiais de seu departamento envolvidos em desvios de verbas são verdadeiras. Consciente de estar sendo vítima de um elaborado plano de conspiração arquitetado por seus próprios colegas de trabalho, Danny vai em direção da sede do Departamento de Assuntos Internos decidido a limpar o seu nome dessa sujeira a qual o colocaram. Deixado sem alternativas, com a arma em punho, Danny coloca Terence Niebaum (JT Walsh) um dos prováveis responsáveis por sua aparente culpa e várias outras pessoas inocentes como reféns, e decide descobrir a do custo o verdadeiro assassino. Mas cercado pela força policial de Chicago, acuado nas dependências do prédio como um criminoso, Danny solicita a presença do desconhecido Chris Sabian (Kevin Spacey), outro brilhante negociador de reféns que pode fazer, e fará toda a diferença na absolvição ou na condenação de Danny Roman em meio a esse impasse. ”A Negociação” (The Negotiator, 1998) é uma produção estadunidense de suspense policial dirigida por F. Gary Gray, que com base no roteiro de James DeMonaco e Kevin Fox, resultou em um instigante thriller policial que brilhantemente protagonizado pelos astros Samuel L. Jackson e Kevin Spacey, prende a atenção do espectador sem cessar.
Numa boa sacada do argumento, “A Negociação” evidencia com imediatismo a inocência de Danny Roman, e deixa todo desenvolvimento vinculado à forma de como ele vai provar isso gerando momentos incisivos desde o inicio da história. E olhando o panorama geral das coisas, onde a reação de choque toma as faces dos conhecidos de Roman, as chances estão todas contra Danny. Mas se Samuel L. Jackson já ganha o espectador por sua determinação e desenvoltura em cena, a chegada do desconhecido negociador Chris Sabian, brilhantemente interpretado por Kevin Spacey, somente vem a intensificar as circunstâncias e enriquecer o enredo com a química entre os dois. Frases como: “Quando seus amigos o traem, às vezes as únicas pessoas nas quais você pode confiar são em estranhos”, faz parte de um reportório de conceitos interessantes que fazem dessa produção um programa estimulante. Os duelos verbais recheados de inteligência entre dois hábeis negociadores interpretados por grandes atores é um inquestionável acerto da trama. O clima tenso criado pela direção de Gray, onde cada um exibe toda sua experiência prende a atenção, como também as situações que o roteiro gera ao longo da duração funcionam de modo envolvente. A ação decorre de forma pontual, com bem-vindas reviravoltas e uma condução competente por parte de F. Gary Gray. Com um grande desempenho de JT Walsh, um personagem chave dentro da trama (que morreu alguns meses antes do lançamento do filme), como a presença de Paul Giamatti como uma veia cômica dentro da ação, mostra uma ótima escolha de elenco de apoio.
No final das contas, “A Negociação” é um ótimo filme (inclusive no conjunto técnico impecável), que mescla com habilidade entretenimento e substância com boas cenas de ação e muita tensão numa trama bem elaborada e inúmeras vezes divertida. Sobretudo, esse filme é sim, um conveniente e modernizado palco para uma dupla de talentosos atores que aproveitam cada minuto de seu tempo em tela para mostrar o quanto engenhosos podem ser tendo as condições adequadas para isso. Esse filme tem umas das melhores duplas de atuação policial do cinema, não fazendo feio diante de outras mais icônicas.
Nem tudo é festa nessa comédia diferente que ultrapassa limites. Dos mesmos produtores de “Se Beber, Não Case”,essa comédia juvenil chamada "Projeto X - Uma Festa Fora de Controle" (Projeto X, 2012), acompanha um grupo de jovens com o planejamento e a execução de uma festinha na casa de um deles, isso durante a conveniente ausência dos pais devido a uma inesperada viagem. O propósito da festa é lógico: trata-se de plano de ultima hora para se ganhar popularidade entre a galera e destaque entre as garotas do colégio. E se o enredo dessa produção se mostra como um batido clichê inúmeras vezes visto em produções do gênero, esse filme também não é totalmente previsível. É certo que a premissa onde jovens desinteressantes aos olhos dos colegas buscam a qualquer custo alcançar o devido reconhecimento entre a massa e escapar do limbo social juvenil não poderiam reservar grandes surpresas, mas também pode ainda assim desencadear algumas boas risadas. O caos que se alastra pelas instalações dessa festividade resultante da superlotação desencadeia imagens hilárias com um toque de tragédia. O processo é como uma “vídeo cassetada”: quanto maior o tombo, mais engraçado é a cena. Aqui não é diferente. A festa foge totalmente do controle ganhando proporções épicas. E tudo é perfeitamente enquadrado pela câmera de Nina Nourizadeh, que acompanha tudo de perto em tempo real com o estilo “falso documentário amador”.
Enquanto outro expoente dessa narrativa intitulado “Poder Sem Limites” (lançado na mesma época dessa produção) flerte com a ficção cientifica apresentado jovens em meio a um enredo sobrenatural com um tom mais dramático em seu desenvolvimento que culmina em um desfecho trágico e violento, o filme "Projeto X – Uma Festa Fora de Controle" por mais que assuste em alguns momentos, seu foco é explícito na comédia. A inserção de ótimas passagens de humor dentro da tragédia apresentada gera uma boa dose de entretenimento escapista. A lógica contundente de que nada sairá da forma como planejada, não é nenhuma surpresa ao espectador, no entanto a forma como ela foi exibida é onde mora sua maior virtude. A câmera tremula em constantes oscilações de qualidade de imagem e ângulos conferem uma dose generosa de realismo à ação que decorre em tela. E a sintonia do trio de atores que erguem essa produção faz toda diferença no conjunto. Com uma produção bem acabada em aspectos técnicos, coerente com a proposta, à direção do estreante Nima Nourizadeh que amparada por um baixo orçamento que girava em volta dos 10 milhões aborda com extrapolação e originalidade a ansiedade que rondam os jovens, e traduz com certa fluência e criatividade vários sentimentos dos envolvidos. "Projeto X – Uma Festa Fora de Controle" é uma estreia honrada para a direção e uma experiência interessante para o espectador. Longe de se tornar um cult movie ao gênero, essa produção consegue ao seu modo extrair de uma premissa batida bons momentos.