sábado, 14 de março de 2015
Eu Sou o Cara!
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Momentos Icônicos do Cinema por Massimo Carnevale
Todo mundo tem a sua cena de cinema preferida na memória. O ilustrador e artista italiano Massimo Carnevale possui várias. Um expert na área de pintura digital, o artista tem uma série de obras dedicada as suas cenas preferidas do cinema, de fácil reconhecimento e que não seria estranho se coincidirem com a de outros espectadores. Os filmes são os mais variados, mas o estilo artístico é único. Gostou? Veja outras imagens mais em seu blog numa imensa galeria repleta de outras pinturas geniais como estas:
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Crítica: O Albergue | Um Filme de Eli Roth (2005)
Quando dois estudantes americanos, Paxton (Jay Hernandez) e Josh (Derek Richardson) traçam uma viagem de mochileiros pela Europa, não imaginam os perigos que essa viagem pode lhes oferecer. Ao conhecerem Oli (Eythor Gudjonson) surge a dica que as mulheres mais fantásticas do continente se encontram na Eslováquia, em especial na capital Bratislava, onde se perdem de amores por duas exóticas garotas. Mas ao contrário do que esperavam, ambos são capturados para servir de entretenimento para bilionários entediados, cuja única satisfação é torturar seres humanos até a morte. “O Albergue” (Hostel, 2005) é um filme de terror dirigido pelo sádico ator e cineasta Eli Roth (responsável por “Cabana do Inferno”, outro filme de terror de 2002). Produzido por ninguém menos do que por seu amigo Quentin Tarantino, essa produção mexe com o imaginário do espectador, sendo que a certa altura da divulgação do longa-metragem seus responsáveis sugeriram em entrevistas que o filme havia sido inspirado em fatos reais. O que se sabe é que a existência de um site Tailandês, que oferecia uma espécie de férias oferecendo aos usuários a oportunidade de torturar e matar alguém por um preço pré-estabelecido, motivou Roth e Tarantino a escrever a história, embora haja controvérsias sobre a veracidade dessa página. Mas uma coisa é certa: “O Albergue” cumpre o que promete, ao extremar os limites do que o cinema mainstream pode mostrar, conferindo a essa produção um lugar de destaque entre os filmes mais violentos realizados na última década.
“O Albergue” pode ser dividido em duas partes: na primeira estampa a leveza de um movie road estudantil descompromissado com constantes toques de nudez gratuita e inevitável erotismo, com atuações funcionais e um desenvolvimento ralo para uma transição a segunda parte, onde se inicia aí, o que se pode chamar de uma verdadeira descida ao inferno. O filme perde os contornos de festa e sensualidade e ganha contornos sombrios e irremediavelmente violentos. Repleto de cenas com violência explicita, com brutais torturas (com direito a muito sangue jorrando, vísceras expostas e dilacerações), o método adotado por Eli Roth para com seu trabalho o deixa com uma forte inclinação para o gênero de “torture porn”. Embora a trama seja simplista, o desenvolvimento previsível e o desfecho apressado, o trabalho de Eli Roth se sustenta com habilidade, o que explica inclusive o surgimento de duas sequências para essa produção anos depois (“O Albergue 2”, de 2007 e “O Albergue 3”, de 2011). Criado com cerca de 4,8 milhões, faturou vinte vezes mais o que lhe confere um selo de lucratividade invejável dentro do gênero e fora dele. Por fim, “O Albergue” é um perigoso experimento surgido da mistura do terror dos anos 70, que esbanja sintomas doentios em sua duração, com as regras dos anos 80 (onde a nudez e o sangue são expostos em iguais proporções), mas com toques de elegância do cinema de terror oriental que resulta em um filme para estômagos fortes e nervos de aço.
Nota: 7/10
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
terça-feira, 10 de março de 2015
Crítica: O Voo | Um Filme de Robert Zemickis (2012)
É mais um dia aparentemente normal de trabalho na vida do experiente piloto comercial Willian Whitaker (Denzel Whashington). Mas quando a aeronave começa apresentar problemas nos instrumentos que fazem com que o avião entre em queda livre, o piloto é forçado a tomar o comando e realizar uma manobra aérea impossível que surpreendentemente salvou todos os passageiros e a tripulação com mínimo de danos possíveis. A grandiosidade de seu feito lhe conferiu grande notoriedade e admiração, porém ao passar por exames foi constatado que Whitaker estava sob o efeito de drogas e álcool. Embora as causas do acidente evitado não foram atribuídas a sua condição, o seu futuro profissional passa a estar em xeque após uma intensa investigação que não apenas irá provar a verdade sobre este embate, mas que irá conduzir esse herói a uma jornada de redenção nunca antes imaginada por ele. "O Voo" (The Flight, 2012) é um drama estadunidense, dirigido e co-escrito por Robert Zemeckis. Em seu primeiro filme em live-action desde 2000, o cineasta tem em seu currículo obras icônicas como a trilogia "De Volta para o Futuro", "Forrest Gump - O Contador de Histórias" e "O Náufrago", embora nos últimos anos havia se dedicado de corpo e alma a animações que usavam a captura de movimento como ferramenta imprescindível em sua materialização de seus trabalhos. Mas ainda que fossem animações geniais de certo modo, Zemeckis nunca encontrou o sucesso no formato em comparação aos seus filmes em live-action. Assim "O Voo" marca o retorno de um grande cineasta, que conta uma história de heroísmo e redenção com a ajuda de outro grande ator.
"O Voo" está repleto de qualidades. Para começar pelo roteiro de John Gatins, que depois de uma série filmes relativamente fracos ("Gigantes de Aço" e "Hardball - O Jogo da Vida"), acertou em cheio ao mesclar vários elementos diferentes em volta da tragédia: a abordagem didática dos aspectos técnicos que sucedem um desastre de avião como o que serve de gatilho para os demais eventos, como um olhar imparcial sobre o alcoolismo e o consumo de drogas por pessoas que muitas vezes detêm poder sobre nossas vidas durante o exercício de sua atividade profissional. Sua visão de proporcionar uma segunda chance ao protagonista com um olhar meio que religioso gera ótimas cenas e excelentes oportunidades ao grande nome do elenco de mostrar o seu valor dentro da produção. Mas a funcionalidade do roteiro se deve em muito pela competência dos demais envolvidos: o retorno de Robert Zemeckis a histórias "reais" é mais do que gratificante, e sua abordagem que equilibra bom humor e dramaticidade é extremamente coesa com a proposta. Mas o grande destaque é sem dúvida nenhuma a interpretação de Denzel Whashington, intensa e crível até nos momentos mais improváveis, o ator confere um toque especial ao personagem. Auxiliado por um elenco de apoio com seu peso proporcional, tendo nomes como Don Cheadle, John Goodman e Kelly Reilly, suas figuras somente vem a agregar uma dinâmica positiva ao conjunto da obra. Em resumo, "O Voo" mistura bem condicionamento técnico requintado, humor excêntrico e emoções fortes entregues por ótimas interpretações surgidas de uma história conduzida com a habilidade típica de um experiente realizador. Um filme que combina apelo comercial e dramaticidade em um único pacote.
Nota: 7,5/10
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
domingo, 8 de março de 2015
Boyhood – Da persistência à genialidade
Alguns poucos filmes tem nos seus bastidores o seu maior brilho. Isso porque eles detêm aspectos muito singulares e ocultos em alguma etapa do complexo processo de materialização, que em muitos casos, e eu digo até na maioria deles, até superam o resultado do longa-metragem propriamente. “Boyhood – Da Infancia à Juventude” (Boyhood, 2014) é uma produção dramática dirigida por Richard Linklater (que dentre várias indicações foi premiada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Patricia Arquette) talvez mescle com naturalidade as fascinantes curiosidades que ficaram na memória de uma produção com um filme sensível e equiparavelmente fascinante. O longa conta a história de um casal de pais divorciados que procuram criar seu filho. A trama segue todas as etapas do crescimento do jovem, que se inicia aos seus 6 anos, e se estende até os 18 anos (o papel é interpretado pelo mesmo ator em todas as etapas sem o uso de atores sobressalentes para denotar o inevitável crescimento ou efeitos de maquiagem e visuais), analisando de modo aprofundado o seu relacionamento com os pais à medida que ele cresce.
Esse longa-metragem ganhou grande notoriedade em vários círculos cinéfilos em função do fato de ter levado surpreendente tempo de 12 anos para ser concluído, tornando-se uma das produções mais longas da história do cinema. Com as filmagens iniciadas em julho de 2002, as filmagens foram realmente finalizadas em outubro de 2013. Embora tenha levado exatos 39 dias para ser filmado, onde que Richard Linklater capta de modo fantástico as nuances do cotidiano de uma simples família com pais separados (tendo sido feito estratégicas mudanças no roteiro ao longo dos anos), a produção têm no total 4200 dias de filmagens. Talvez o nível de comprometimento do elenco seja único com seu realizador, já que as mudanças físicas de atores como Ethan Hawke e Patricia Arquette soem mais sutis, a de Ellar Cortrane é gritante e genial dentro da proposta do longa-metragem. Em resumo, “Boyhood – Da Infancia à Juventude” é um pequeno filme de proporções, mas grandioso em seu resultado pela audaciosa forma que foi criado. Sobretudo, fascinante em outros aspectos mais difíceis de ser captado com a devida intensidade na tela. Um desafio logístico superado pela perseverança de seu realizador e pelo comprometimento dos envolvidos.
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
sábado, 7 de março de 2015
Mãos à Obra
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Insurgente pode ser diferente!
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
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