Uma nota para si: Relaxe
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Relaxe
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Crítica: Bandidas | Um Filme de Joachim Roenning e Espen Sandberg (2006)
Estamos no México no ano de 1880. Ao sermos apresentados a Sara Sandoval (Salma Hayek) a bela filha de um rico banqueiro, e Maria Alvarez (Penélope Cruz) filha de um camponês, podemos acompanhar a peça que o destino é capaz de pregar na vida dessas moças. Sem ter nada em comum, o destino as leva serem as assaltantes de banco mais perigosas do México. Porém, o povo mexicano passa por uma situação delicada que com a ajuda de Quentin Cooke (Steve Zahn), um inspetor de polícia americano, elas passam a combater Tyler Jackson (Dwight Yoakam), representante do Banco de Nova York que está prestes tomar de modo ilegal as terras da população local. "Bandidas" (Bandidas, 2006) é uma produção de ação e comédia escrita e produzida por Luc Besson. Dirigida pelos noruegueses Joachim Ronning e Espen Sandberg, e estrelada pelas belíssimas Salma Hayek e Penélope Cruz (esse é o primeiro filme que reuniu essas duas estrelas), a aparência dessa produção é de um faroeste à moda antiga, mas realizado com recursos e estética rítmica do cinemão contemporâneo. Divertido de assistir e que serve para dar um descanso bem-vindo ao cérebro, como um exercício aos sentidos, os diretores noruegueses não são exemplos de serem as melhores parcerias que Luc Besson já fez. Sendo que diretores como Olivier Megaton, Pierre Morel e Louis Leterrier geraram filmes bem melhores, essa produção não figura como um dos melhores filmes produzidos pelo cineasta francês Luc Besson.
Se "Bandidas" não tem o charme e a eficiência de outros trabalhos produzidos por Besson, muito se deve a pobreza da história e as limitações do argumento em si que não possui surpresas benéficas. Isso, combinado com dois realizadores oriundos de vídeos musicais e de limitações óbvias (onde no estilo deles prevalece a estética e o ritmo sobre a atmosfera e a substância), "Bandidas" poderia ser melhor (embora não possa ser rotulado como um total tiro no pé). Recheado de clichês que normalmente funcionam melhor nas mãos de seu produtor do que nas mãos de qualquer outro realizador em atividade nos arredores de Hollywood, aqui algumas fórmulas pré-fabricadas dão cansaço a quem normalmente as rejeita de antemão. O filme tem visual de faroeste, mas em nada lembra um bom faroeste. E a presença das beldades que protagonizam essa produção, se resumem ao que os olhos podem ver e não garantem um sucesso de impacto ao filme (como Steve Zahn, a sempre agradável veia cômica de qualquer produção já se saiu melhor em outros filmes onde seu papel aqui se assemelha em muito). E se a atmosfera comercial do desenvolvimento se arrasta com força para sobreviver, decepcionando quem espera um sedutor faroeste com doses de ação bem orquestradas, a história das duas belas mexicanas conquistando o velho-oeste não convencem com o devido brilho (ocasionalmente esse longa é comparado a um filme "Viva Maria" de 1965 estrelado por Brigitte Bardot e Jeanne Moreau). "Bandidas" até é bacana, com as melhores cenas deixadas estrategicamente para o final, mas que causa a triste sensação de ausência de algo mais, ainda que tenha tido um tratamento de polimento genial pelo sempre habilidoso produtor.
Nota: 5/10
Se "Bandidas" não tem o charme e a eficiência de outros trabalhos produzidos por Besson, muito se deve a pobreza da história e as limitações do argumento em si que não possui surpresas benéficas. Isso, combinado com dois realizadores oriundos de vídeos musicais e de limitações óbvias (onde no estilo deles prevalece a estética e o ritmo sobre a atmosfera e a substância), "Bandidas" poderia ser melhor (embora não possa ser rotulado como um total tiro no pé). Recheado de clichês que normalmente funcionam melhor nas mãos de seu produtor do que nas mãos de qualquer outro realizador em atividade nos arredores de Hollywood, aqui algumas fórmulas pré-fabricadas dão cansaço a quem normalmente as rejeita de antemão. O filme tem visual de faroeste, mas em nada lembra um bom faroeste. E a presença das beldades que protagonizam essa produção, se resumem ao que os olhos podem ver e não garantem um sucesso de impacto ao filme (como Steve Zahn, a sempre agradável veia cômica de qualquer produção já se saiu melhor em outros filmes onde seu papel aqui se assemelha em muito). E se a atmosfera comercial do desenvolvimento se arrasta com força para sobreviver, decepcionando quem espera um sedutor faroeste com doses de ação bem orquestradas, a história das duas belas mexicanas conquistando o velho-oeste não convencem com o devido brilho (ocasionalmente esse longa é comparado a um filme "Viva Maria" de 1965 estrelado por Brigitte Bardot e Jeanne Moreau). "Bandidas" até é bacana, com as melhores cenas deixadas estrategicamente para o final, mas que causa a triste sensação de ausência de algo mais, ainda que tenha tido um tratamento de polimento genial pelo sempre habilidoso produtor.
Nota: 5/10
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
O Pequeno Grande Garoto: Kick Buttowski
Kick Buttowski: Suburban
Daredevil é uma animação juvenil da Disney criada por Sandro Corsaro que tem
como protagonista um garoto chamado Clarence “Kick” Buttowski (originalmente dublado pelo ator Charlie
Schlatter). Constantemente envolvido em situações que requerem valentia, o
jovem busca incessantemente se tornar o maior aventureiro do mundo. Dentre
dezenas de animações que ocasionalmente acompanho como entretenimento
despretensioso, as aventuras desse garoto de apenas 12 anos vestido de macacão branco
estilo “Speed Racer” e um vozerão de causar inveja a muito homem formado continuam
a me chamar a atenção por me divertir após ter acompanhado inúmeros episódios.
O tom extremado e carregado de adrenalina adotado pela série que é dado a pequenas
situações corriqueiras do dia de qualquer criança continua a me fascinar (além dos demais personagens que compoem o repertório de divertidas figuras que cercam o jovem aventureiro). Entre
boas piadas e muitas manobras radicais de uma destreza sobre humana que são apresentadas
com técnicas de animação de pouco apelo, Kick Buttowski ainda é divertidíssimo como
na época de sua descoberta. Que ótimo!
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Menos Aterrorizantes, Mais Criativos
Lizzie Campbell é uma ilustradora e modelista, responsável pelo estúdio Argila Disarray. Com um toque pessoal e muito talento, ela elabora um trabalho super interessante de modelar personagens do cinema e da cultura pop que geram lindos cartazes de cinema. Mais engraçadinhos do que aterrorizantes (essa série tem como base clássicos do cinema de terror), todos os cartazes esbanjam criatividade e simpatia. Curtam o trabalho dessa talentosa artista e confiram mais de seu talento:
Email: claydisarray@gmail.com
https://www.etsy.com/uk/shop/ClayDisarray
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
As 100 Cenas Mais Icônicas do Cinema
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Crítica: Círculo de Fogo | Um Filme de Jean-Jacques Annaud (2001)
Em 1942, quando a cidade de Stalingrado se torna para Adolf Hitler a mais importante das resistências a serem ultrapassadas durante a Segunda Guerra Mundial, a esperança do Exército Vermelho vem de um atirador de elite chamado Vassili Zaitsev (Jude Law). Descoberto pelo acaso por Danilov (Joseph Fiennes), um jornalista de guerra em busca de reconhecimento pelo alto escalão Soviético, ele descreve com habilidade os feitos desse atirador a ponto de torná-lo uma grande celebridade nos campos de batalha. Uma disseminação de propaganda política que eleva o inexperiente atirador ao status de um bravo herói de guerra vivo. Mas a mesma fama que consagra Vassili e inspira jovens soldados soviéticos ressoa aos ouvidos das tropas alemãs, levando os nazistas a enviar um experiente e astuto franco-atirador, o Major Koning (Ed Harris) tão habilidoso quanto o herói soviético para deter esse jovem caçador que passou a ser visto como uma grande ameaça a força devastadora dos nazistas. “Círculo de Fogo” (Enemy At The Gates, 2001) é um longa-metragem de guerra estadunidense dirigido por Jean-Jacques Annaud, cujo roteiro escrito pelo próprio diretor em parceria com Alain Godard, consegue um resultado cinematográfico esteticamente apresentável (o nível da produção é invejável), narrativamente enxuto (um filme relativamente curto para o gênero que soube aproveitar bem a dupla de protagonistas) e dramaticamente envolvente em sua proposta.
Embora “Círculo de Fogo” seja um grande filme sob um olhar cinematográfico mais raso, sua passagem pelos cinemas mundiais não foi das melhores. Pouco lucrativo em relação ao custo da produção, seu desenvolvimento está repleto de divergências históricas que foram romanceadas e desencadearam reações inflamadas em relação ao trabalho de Jean-Jacques Annaud. Se algumas liberdades artísticas que foram adotadas em prol da harmonia do enredo, mais do que necessárias, diga-se de passagem, muitas delas condenaram essa produção ao esquecimento por parte de fãs do gênero (há uma quantidade enorme de resenhas negativas no site IMDB em relação a esse aspecto) e críticos arredios (o filme foi muito mal recebido no Festival de Berlim). Sobretudo, a redução das proporções gigantescas de uma guerra às limitações de um jogo de gato e rato se mosftra genial como produto de cinematográfico. Combinando interpretações convincentes por parte do elenco principal (com o idealismo de Rachel Weisz no fronte soviético fazendo par romântico com Jude Law e a presença marcante de Bob Hoskins e Ron Pearlman no desenvolvimento da trama), mostra o potencial dramático dessa produção, que além disso possui boas sequências de ação de guerra conduzidas com elegância favorecidas por um conjunto técnico enriquecido, ainda que mais contidas em comparação de outras épicas produções. O trabalho de Jean-Jacques Annaud é mais lento, de proporções menores e de atmosfera mais cerebral e repleta de nuances. A forma de como se cria o misticismo em volta de Vasilli já é uma dessas nuances perpetradas na trama que materializa boa parte da essência dessa produção, menos sanguinolenta e mais crítica.
Em resumo, “Círculo de Fogo” não tem a grandiosidade de outras produções do gênero no qual habita, muito menos o tom épico que vem a ser regra em Hollywood para filmes assim. Mas em contrapartida, ele possui uma gama enorme de outras qualidades gratificantes que o fazem ser um genial drama de guerra, seja pelas licenças poéticas bem escolhidas ou pela reconstituição de época eficiente que fazem desse longa-metragem um produto cativante de um jeito todo particular.
Nota: 8/10
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Crítica: A Estrada | Um Filme de John Hillcoat (2009)
Após um cataclismo que devastou toda civilização, aniquilando a fauna e a flora até onde os olhos do homem podem alcançar, poucos anos após o evento ainda persistem alguns sobreviventes que caminham pelos destroços da civilização humana. Nesse cenário desolador em que a sociedade se encontra diante da inóspita condição do meio ambiente, um pai (Viggo Mortensen) e seu filho (Kodi Smit-McPhee) rumam em direção ao sul com a esperança de buscar algum refúgio. Mas o canibalismo passa a ser uma forma de sobrevivência adotada pelos mais fortes e cruéis sobreviventes que vagam pelos restos da civilização na caça de vítimas. O perigo desse comportamento é constante e o estado de alerta nunca deve ser diminuído. Por isso, nessa jornada de esperança pai e filho sobrevivem em meio a inúmeros obstáculos e dificuldades, onde cada dia vivo é uma conquista que gera um aprendizado a ser preservado com a mesma determinação que a vida. “A Estrada” (The Road, 2009) é um road movie estadunidense de grande impacto baseado na obra de Cormac McCarthy (premiado escritor ganhador do Pulitzer pela obra que inspirou essa produção). Dirigido por John Hillcoat (Os Infratores, 2012) e roteirizado por Joe Penhall, esse longa-metragem de contornos apocalípticos extremados apresenta um filme de atmosfera pesada, melancólico e de ritmo lento com doses incessantes de tensão muitas vezes aterrorizante.
Embora “A Estrada” tenha nomes de conceito no elenco como Robert Duvall, Guy Pearce (totalmente irreconhecíveis) e Charlize Theron numa presença ínfima de flashbacks que retratam o princípio dos tempos negros, Viggo Mortensen entrega um personagem marcante de aparência e psicologia, obviamente seguido de perto pelo jovem e inexperiente Kodi Smit-McPhee em uma atuação sensível e tocante. Ainda que os tempos sejam difíceis, Mortensen busca além de se manter vivo como prioridade, procura sistematicamente ensinar ao seu filho conceitos de civilidade anteriores a situação em que a sociedade se encontra, ainda que numa reação mais do que humana, sugere se desviar eventualmente em reações bipolares em função das circunstâncias. É a lógica combinada com emoção que resulta numa experiência cinematográfica forte aos olhos e delicada aos sentidos. Sobretudo, “A Estrada” é um filme unicamente de atmosfera. Favorecido por uma direção de arte e fotografia bem escolhida, o desprendimento do ser humano de convenções racionais materializadas na constante ameaça do canibalismo (a descida ao porão de uma casa nunca foi tão aterrorizante quanto nessa produção) faz desse longa-metragem uma experiência tensa, e às vezes amedrontadora, como nenhuma outra produção de premissa apocalíptica. Por isso, a combinação acertada do conjunto técnico com inspiradas atuações fazem de “A Estrada” um filme marcante, com uma mensagem de esperança inspiradora para tempos difíceis que se grava na memória facilmente.
Nota: 8/10
Cinéfilo desde os tempos da Sessão da Tarde, que aprendeu a desenhar antes mesmo de andar; embora seja mais louco do que artista.
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