Esse longa é uma adaptação dos quadrinhos de faroeste da DC Comics de mesmo título, ao qual a Warner Bros., detentora dos direitos do personagem, depositou suas fichas depois dos inquestionáveis sucessos da franquia “Batman” realizada por Christopher Nolan, tinha a pretensão de pegar carona na boa fase do estúdio. Porém, o cowboy caçador de recompensas não chega nem perto de se igualar ao Homem-Morcego em notoriedade ou em qualquer outro aspecto, como também o diretor estreante dessa produção nem se compara ao experiente cineasta que elevou o gênero dos quadrinhos para as telonas a níveis nunca antes alcançados. Portanto o resultado dessa produção intitulada "Jonah Hex – O Caçador de Recompensas"(Jonah Hex, 2010), era mais do que esperado de ser um fracasso comercial e de crítica.
Com uma história focada em Jonah Hex (Josh Brolin), um pistoleiro e caçador de recompensas desfigurado, que sobreviveu depois de ser vitima de uma vingança errônea, flerta constantemente com o ocultismo após a tragédia – desenvolve uma capacidade de falar com os mortos. Dentre os vivos, sua única conexão resistente permanece com a prostituta Leila (Megan Fox). Jonah é contratado pelo governo americano para capturar Quentin Turnbull (John Malkovich), um perigoso terrorista que planeja recuperar seu poder sobre a economia americana que lhe foi tirada após a Guerra Civil Americana, e que por sinal, é o mesmo homem que marcou seu rosto com cicatrizes e suas lembranças do passado com consternação. Por mais que sua aparência estética remeta a um filme de faroeste, fãs do gênero ficarão decepcionados com essa produção, que descarta qualquer possibilidade de compará-lo a algum sucesso do gênero, devido à narrativa pouco explorada com esse foco. Trata-se de um espetáculo visual recheado de explosões e sequências de ação pouco, a nada criativas que substituem qualquer tentativa de dar profundidade a trama ou aos personagens, que até em sua premissa, se apresentam interessantes, mas não se confirmam da mesma forma ao decorrer da película.
O elenco apesar de estar composto por grandes astros e promessas de atores talentosos, que apenas se confirmaram assim em trabalhos posteriores, seus desempenhos tiveram resultados de regulares a desinteressantes. Muito pelo roteiro, repleto de diálogos constrangedores, como pelas situações clichês inúteis pelas quais os protagonistas são submetidos. Josh Brolin interpreta uma espécie de John Constantine confederado, violento e visto como uma lenda, que se apresenta pouco expressiva em sua totalidade. Enquanto a dupla de vilões, Quentin Turnbull e Burke, interpretada por John Malkovich e Michael Fassbender são muito mais atores do que podem oferecer devido as deficiências estruturais da proposta oferecida através desse longa. Por fim Megan Fox, o apelo sensual necessário dentro da trama, interpreta uma prostituta convenientemente habilidosa com armas.
Depois de vários trabalhos de animação onde o cineasta Jimmy Hayward teve seu envolvimento, a migração para o formato live-action não foi lá muito feliz. Sua competência que o destacou em animações no passado não trouxe a experiência necessária para conduzir uma proposta tão confusa quanto essa produção – um filme de faroeste esquecido pela enorme quantidade de cenas de ação exageradas e sequências pretensiosas de adrenalina pouco climáticas. Por fim, "Jonah Hex – O Caçador de Recompensas" pode ser um filme legal caso o espectador não alimente expectativa. Porque como seus pretensiosos realizadores, que achavam que tudo estava certo e acertado para o lançamento, eles deram com os burros na água. Tanto que no Brasil, inclusive esse filme foi lançado diretamente em DVD e Blu-ray pela decepção desencadeada no mercado americano, que a propósito, ocorreu a Guerra Civil Americana onde se passa toda a trama.
Nota: 5/10
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