sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Crítica: Jonah Hex – O Caçador de Recompensas | Um Filme de Jimmy Hayward (2010)


Esse longa é uma adaptação dos quadrinhos de faroeste da DC Comics de mesmo título, ao qual a Warner Bros., detentora dos direitos do personagem, depositou suas fichas depois dos inquestionáveis sucessos da franquia “Batman” realizada por Christopher Nolan, tinha a pretensão de pegar carona na boa fase do estúdio. Porém, o cowboy caçador de recompensas não chega nem perto de se igualar ao Homem-Morcego em notoriedade ou em qualquer outro aspecto, como também o diretor estreante dessa produção nem se compara ao experiente cineasta que elevou o gênero dos quadrinhos para as telonas a níveis nunca antes alcançados. Portanto o resultado dessa produção intitulada "Jonah Hex – O Caçador de Recompensas"(Jonah Hex, 2010), era mais do que esperado de ser um fracasso comercial e de crítica. 

Com uma história focada em Jonah Hex (Josh Brolin), um pistoleiro e caçador de recompensas desfigurado, que sobreviveu depois de ser vitima de uma vingança errônea, flerta constantemente com o ocultismo após a tragédia – desenvolve uma capacidade de falar com os mortos. Dentre os vivos, sua única conexão resistente permanece com a prostituta Leila (Megan Fox). Jonah é contratado pelo governo americano para capturar Quentin Turnbull (John Malkovich), um perigoso terrorista que planeja recuperar seu poder sobre a economia americana que lhe foi tirada após a Guerra Civil Americana, e que por sinal, é o mesmo homem que marcou seu rosto com cicatrizes e suas lembranças do passado com consternação. Por mais que sua aparência estética remeta a um filme de faroeste, fãs do gênero ficarão decepcionados com essa produção, que descarta qualquer possibilidade de compará-lo a algum sucesso do gênero, devido à narrativa pouco explorada com esse foco. Trata-se de um espetáculo visual recheado de explosões e sequências de ação pouco, a nada criativas que substituem qualquer tentativa de dar profundidade a trama ou aos personagens, que até em sua premissa, se apresentam interessantes, mas não se confirmam da mesma forma ao decorrer da película.

O elenco apesar de estar composto por grandes astros e promessas de atores talentosos, que apenas se confirmaram assim em trabalhos posteriores, seus desempenhos tiveram resultados de regulares a desinteressantes. Muito pelo roteiro, repleto de diálogos constrangedores, como pelas situações clichês inúteis pelas quais os protagonistas são submetidos. Josh Brolin interpreta uma espécie de John Constantine confederado, violento e visto como uma lenda, que se apresenta pouco expressiva em sua totalidade. Enquanto a dupla de vilões, Quentin Turnbull e Burke, interpretada por John Malkovich e Michael Fassbender são muito mais atores do que podem oferecer devido as deficiências estruturais da proposta oferecida através desse longa. Por fim Megan Fox, o apelo sensual necessário dentro da trama, interpreta uma prostituta convenientemente habilidosa com armas.
 
Depois de vários trabalhos de animação onde o cineasta Jimmy Hayward teve seu envolvimento, a migração para o formato live-action não foi lá muito feliz. Sua competência que o destacou em animações no passado não trouxe a experiência necessária para conduzir uma proposta tão confusa quanto essa produção – um filme de faroeste esquecido pela enorme quantidade de cenas de ação exageradas e sequências pretensiosas de adrenalina pouco climáticas. Por fim, "Jonah Hex – O Caçador de Recompensas" pode ser um filme legal caso o espectador não alimente expectativa. Porque como seus pretensiosos realizadores, que achavam que tudo estava certo e acertado para o lançamento, eles deram com os burros na água. Tanto que no Brasil, inclusive esse filme foi lançado diretamente em DVD e Blu-ray pela decepção desencadeada no mercado americano, que a propósito, ocorreu a Guerra Civil Americana onde se passa toda a trama.

Nota: 5/10
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Crítica: Se Beber, Não Case! Parte II | Um Filme de Todd Phillips (2012)



Seguindo a linha narrativa do sucesso do primeiro filme lançado em 2009, que apresenta os confusos percalços dos protagonistas a partir da perspectiva deles mesmos, a comédia "Se Beber, Não Case! Parte II" (The Hangover Part II, 2012), é a reconstituição improvável, embora divertida de mais uma despedida de solteiro de causar amnésia aos envolvidos, e que ainda sob o efeito da ressaca e com as marcas da esbornia no corpo, tentam refazer suas andanças noturnas para preencher as lacunas presentes na memória sobre a fantástica farra ocorrida, a qual ninguém possui uma lembrança que faça algum sentido na íntegra.


Com a premissa semelhante ao primeiro filme, os protagonistas: Phil (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis) viajam as vésperas do casamento, agora de Stu, que vai casar em um grande resort na exótica Tailândia. Como era esperado, novamente são dopados e se embebedam ao extremo as vésperas da cerimônia do casamento. Como se a bebedeira não fosse o suficiente para colocá-los em maus lençóis, para piorar a situação, dessa vez os protagonistas perdem um quarto membro da trupe, que é o irmão mais novo da noiva de Stu, adorado e idolatrado pela família. Numa busca alucinante por Bangcoc fazem um retrospecto da noitada para encontrar o jovem desaparecido, ao qual não fazem ideia do seu paradeiro. Entre personagens extremamente bizarros, situações exageradas e muita loucura, saem pelas ruas da cidade para encontrar o irmão da noiva antes que a família descubra seu desaparecimento. 


Tanto o elenco quanto toda produção repetem a empreitada do filme anterior sem mudar uma vírgula da narrativa adotada, que consagrou essa comédia com ares de inovação num mercado extremamente difícil de ganhar notoriedade. Se os personagens tiveram a sensação desagradável de deja vú ao se depararem com as consequências da farra, eles não imaginam a decepção do espectador quando ao final desse longa vislumbraram uma sequencia praticamente igual ao primeiro filme. Dentre as mudanças de locação, a aplicação de exageros extremistas, o filme não trouxe nada de novo a franquia. 

O roteiro de Craig Mazin e Scot Armstrong inclusive brinca de forma irônica com a história, quando aplica situações em volta do desfecho do filme anterior logo de cara, insinuando que esse filme seria diferente. Não passou de insinuação. Todo resto tem um vinculo fortíssimo com a ideia que consagrou essa produção, deixando o sustento desse filme sobre as costas do elenco carismático e as situações as quais são expostos. Resgatam personagens do primeiro filme, ao mesmo tempo em que inserem outros menos interessantes para engordar a trama – Paul Giamantti tem um talento cômico fantástico mal aproveitado. O destaque ainda fica por conta de Alan, interpretado por Zach Galifianakis, o mais estranho e excêntrico membro da turma.


Por pouco, "Se Beber, Não Case! Parte II" podia ter conseguido atender as expectativas do espectador ansioso por uma surpresa como foi exibido no primeiro filme, mas infelizmente a direção de Todd Philips, apenas se concentrou em superar as esquisitices do primeiro como forma de dar seguimento à franquia, deixando evidente as motivações comerciais e pouco habilidosas dessa produção. No resta esperar pelo terceiro capítulo dessa empreitada para ver no que vai dar.

Nota: 7/10

Confira o trailer:

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Crítica: Max Payne | Um Filme de John Moore (2008)



Depois de dezenas de adaptações mal sucedidas e muitas outras medíocres para o cinema baseado em jogos de videogame, esse subgênero do cinema baseado em filmes nunca rendeu verdadeiros sucessos. “Max Payne” (Max Payne, 2008) é uma produção estadunidense policial de contornos sobrenaturais, que dirigida pelo diretor John Moore consegue algo quase impossível: que foi fazer algo imprestável ao extremo. O cineasta conseguiu estragar algo que até funcionava bem na mídia dos games, mas que em sua transposição fracassou odiosamente. John Moore fez um trabalho bem melhor ao realizar um remake de “O Voo da Fênix” estrelado por Dennis Quaid (um filme que mesmo regular tinha propriedades que desencadeavam carisma por parte do espectador), essa produção intitulada como “Max Payne” não explica porque veio com uma história confusa e cenas de ação pouco expressivas. Embora nenhum de seus filmes fosse verdadeiros exemplares de competência e originalidade. O ator Mark Wahlberg é Max Payne (o personagem título) é um policial cujo drama nada original, de ter a esposa e o filho assassinados já na introdução do filme o torna obcecado por descobrir o mandante do crime em uma cidade tomada por uma droga experimental de natureza sinistra que causa alucinações incomuns. O que leva o policial em sua busca por vingança se confrontar com uma conspiração no submundo do crime. 

Toda trama se resolve sozinha, inutilizando as sutis pretensões do roteiro e mesclando uma série de ideias ao mesmo tempo sem pé nem cabeça, que deixa seu elenco perdido na função. Nomes como: Mila Kunis, Beau Bridges e Chris O´Donnel, fazem o que podem para dar nexo ao roteiro que oscila entre o ocultismo e o suspense policial. Apenas resta espaço para uma sucessão de tiros e mais tiros conduzidos com pouca habilidade pela direção de um Mark Wahlberg de poucos amigos. Apesar de começar ao estilo policial que é sua origem, flerta com misticismo de “Alone in the Dark”, e culmina com um desfecho estilo “Tomb Raider”. É muita referencia em só filme. Na mão de um diretor mais capaz até poderia funcionar, mas obviamente não foi o caso aqui. Para quem conhece o jogo, o lado visual tinha um desempenho de cinema nos tiroteios que pediam um filme. Mas filme não é jogo, embora haja um leve flerte entre as mídias atualmente, mas lamentavelmente esqueceu-se de outros elementos necessários para criação de uma narrativa conveniente para o personagem. O roteiro peca demais, em não decidir qual é seu foco. O diretor John Moore é bem mais competente do que conseguiu ser nesse longa-metragem. Mark Wahlberg é muito mais ator do que se exibiu nesse longa, ao mesmo tempo que Max Payne é bem mais legal na frente de um console de Playstation.

Nota: 5/10
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sábado, 29 de setembro de 2012

Crítica: Colateral | Um Filme de Michael Mann (2004)



Tom Cruise sempre tentou interpretar papéis diferentes da imagem de galã que construiu ardorosamente para sua própria carreira. Consequentemente, passou a ter dificuldades de associar a sua imagem de astro, a de um ator competente. Irônico! Entre personagens excêntricos como o que interpretou em Magnólia”  (apesar de muito bem composto como o guru de autoajuda) sua genialidade foi mais atribuída pela capacidade da direção de Paul Thomas Anderson. Criações bizarras como seu personagem em Trovão Tropical” (no papel de empresário da indústria do cinema tremendamente boca-suja e falastrão) são exemplos de suas fugas do estrelismo cronico. E a interpretação de seu primeiro vilão, talvez tenha sido a mais bem sucedida fuga do ator do convencionalismo que ele próprio limitou-se durante anos. "Colateral" (Collateral, 2004), é um suspense bem climatizado com excelentes atuações (tanto por parte dele, como também do ator que divide a tela com ele, Jamie Foxx) que ainda junta na mistura um diretor habilidoso, que adora tirar de astros verdadeiras atuações, e você terá uma surpresa ao ver esse thriller de suspense cheio de camadas que impressiona por conseguir fazer de um roteiro interessante uma experiência magnífica. Na história acompanha os percalços de Max (Jamie Foxx), um taxista cheios de planos para o futuro, mas com pouca atitude de coloca-los em prática, que pega um passageiro misterioso chamado Vincent (Tom Cruise), que sem o seu motorista saber, era um assassino profissional a serviço de um traficante de drogas. Vincent está na cidade para eliminar cinco testemunhas importantes em um grandioso caso judicial que pode condenar seu contratante. Sua tarefa consiste em matar as testemunhas sem deixar pistas e desaparecer de Los Angeles da mesma forma em que surgiu. Assim ele contrata o serviço do taxista para o resto da noite, por cerca de dez horas, aonde aos poucos vão se conhecendo entre uma execução e outra de maneira que muda os rumos de suas vidas.


Essa produção se constrói de forma eficiente graças ao entrosamento da dupla que divide a tela e a profundidade de seus personagens. Enquanto Vincent transparece ter uma personalidade antissocial, orgulhoso de seu trabalho e sua condição de predador, se se isentando de qualquer remorso possível, Max reflete tudo aquilo que o primeiro despreza na natureza humana. Max tem sonhos, planos e ambições que certamente (na visão de Vincent) nunca serão realizados, devido ao sua instintiva necessidade de minar seu auto encorajamento ou se prender a própria falta de ambição. Fazer planos é fácil, e esperar que eles aconteçam espontaneamente é mais fácil ainda, quando você não tem a ambição de vê-los realizados. O momento que Vincent esclarece seu ponto de vista a Max enquanto ele dirige sobre essa característica, lhe exemplificando através da experiência de um amigo, pode ser um dos pontos altos dos diálogos proporcionados pela dupla. Contudo há outros, mais enfáticos quanto esse, como quando Vincent mostra o destino de uma pessoa que não entende nada sobre Miles Davis, que é certamente um dos melhores momentos do filme, tamanha a frieza adotada pelo personagem de Vincent. 

O roteiro escrito por Scott Beattie, responsável também pelo roteiro de “Piratas do Caribe”, tem sua força nos diálogos afinados e na história, que apesar de ser linear é bem construída, com trágicas coincidências, com personagens personificados entre a realidade comum e a psicopatia e principalmente no foco da relação afetiva que se desenvolve entre os atores, do que em desfechos prodigiosos. A relação entre o assassino Vincent e o taxista Max transforma o processo da caçada humana em um thriller bem original. O visual adotado por Tom Cruise para esse longa-metragem é no mínimo curioso: cabelos grisalhos e terno cinza apertado. Caracterização criada pelo cineasta Michael Mann, que presumiu haver a necessidade que o astro se distancie da imagem convencional que o espectador comum está habituado a ver dele. "Colateral" não chega a ser o melhor filme de Michael Mann, também responsável por preciosidades como “O Informante e Ali”, mas sem dúvida esse longa tem muito a oferecer através do clima tenso que se apresenta através das excelentes atuações e pelo roteiro inteligente, que se transforma em um estudo mais profundo sobre as motivações de um psicopata ao mesmo tempo em que permite a uma vítima a busca da redenção.

Nota:  8/10
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Crítica: O Vingador do Futuro | Um Filme de Len Wiseman (2012)



Mesmo odiando fazer comparações, mas que em alguns casos se fazem mais do que necessárias, "O Vingador do Futuro(Total Recall, 2012) demonstrou ser um remake esquecível aos que conhecem o original de 1990, ao mesmo tempo em que até pode valer o ingresso para as novas gerações caso não o conheçam. Baseado em um conto de um dos gurus da ficção cientifica Phillip K. Dick – autor de obras que inspiraram a criação de “Blade Runner ou Minority Report – foi adaptado para o cinema por Paul Verhoeven em uma produção estrelada por Arnold Schwarzenegger que simplesmente é um clássico do gênero até hoje. Através dessa refilmagem, em um futuro destroçado, a área habitável do planeta que sobrou após uma guerra química foi limitada a pequenas regiões. Duas na verdade – a Federação Unida da Bretanha e A Colônia. Sob um clima de controle onde uma dessas regiões mantém a outra sobre rédea curta, nessa atmosfera hostil, há Douglas Quaid (Colin Farrel), operário casado com uma bela esposa (Kate Beckinsale), que procura uma empresa capaz de implantar memórias ao gosto do cliente, como forma de se distanciar da trágica realidade cotidiana apresentada pela atual condição do planeta. Infelizmente o experimento não sai de acordo como planejado, com Quaid descobrindo que sua vida é uma mentira e que na verdade ele agia disfarçado a serviço da resistência como espião. Quaid torna-se foragido e passa a ser procurado pelas autoridades como ameaça. 

Apesar do visual proposto pela direção de Len Wiseman ser arrebatador, já de cara perde pontos por não trazer nada de novo de forma emblemática. Naturalmente a postura escapista adotada a produção para a aplicação de explosões, perseguições aceleradas e lutas e mais lutas, funciona como entretenimento, mas deixa a proposta oferecida muito limitada diante das conquistas que o original difundiu a mais de vinte anos atrás. Essa coisa de Hollywood presumir, que basta fazer um remake de um grande sucesso do passado, com a certeza que as novas gerações não conhecem, será certeza de sucesso garantido, eles podem tirar o cavalinho da chuva. Refilmagens criam comparações inevitáveis. Em muitos casos apenas desencadeiam a curiosidade pelo original, que é revisitado pelos familiarizados e redescoberto pelos mais curiosos. Os fãs do gênero são extremamente exigentes ao comtemplarem uma refilmagem, fazendo de qualquer derrapada um tombo fatal. O roteiro escrito por Kurt Wimmer (Código de Conduta) e Mark Bomback (Duro de Matar 4.0) simplificou a história por demasiado, atendo-se ao original apenas com pequenos elementos diferenciados. A postura crítica ao capitalismo inserido na obra de Phillip K. Dick não foi aprofundado, mesmo transparecendo seu marcante caráter pessimista presente em todas suas obras. 

Todo o elenco está antenado com a proposta oferecida. Sobretudo, Kate Beckinsale – também esposa do diretor na vida real – foi brindada com mais tempo em tela e destaque ao seu personagem, antes interpretado por Sharon Stone no clássico. Colin Farrel, convenhamos, não tinha uma disputa que causasse tensão. E Jessica Biel, cumpre seu papel dentro do que é possível realizar devido ao roteiro que o limita. Alguns personagens do original sumiram, enquanto outros foram mesclados a um só papel, dando um ar mais enxuto a trama. Ainda me prendendo a comparações, esse longa-metragem faz várias homenagens ao filme de Paul Verhoeven – em cenas chaves, em imagens marcantes, nas falas, na direção de arte e no design da produção. A mulher de três seios é uma visão bizarra herdada do clássico da década de 90. Seguido a intenção de criar reflexão sobre problemas atuais da sociedade em um ambiente futurista, "O Vingador do Futuro" deixa um pouco a desejar. Entrega a mensagem necessária, sem dúvida, mas sem o alarde revolucionário que destacaria essa produção de forma relevante também. A proposta apresentada por Len Wiseman não tem nada que Paul Verhoeven não tenha feito antes, nos deixando apenas a lembrança conveniente do visual estonteante do filme – exceto pelos três seios – em meio às reviravoltas de uma trama antiga. 

Nota: 6,5/10
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