sábado, 8 de fevereiro de 2014

Crítica: R.I.P.D. - Agentes do Além | Um Filme de Robert Schwentke (2013)



R.I.P.D. - Agentes do Além” (RIPD, 2013) é uma produção de Sci-Fi e comédia que surge com uma mistura estragada de “Homens de Preto” com “Ghostbusters”. Constantemente mencionada pelos listeiros cinéfilos como um das piores lançamentos de 2013, o veredito é justificado devido ao desinteressante resultado, apesar de sua charmosa inspiração. Baseado nos quadrinhos de Peter M. Lenkov, Ryan Reynolds, uns dos protagonistas dessa produção segue os passos de Chris Evans (o ator que materializou o personagem Capitão América para o cinema após ter interpretado outros personagens sem sucesso). Reynolds que insistentemente busca encontrar o personagem dos quadrinhos definitivo para si, seguindo os passos de Evans, infelizmente não encontra o tão famigerado sucesso nessa produção. Embora a premissa surja interessante ao acompanharmos o policial Nick Walker (Ryan Reynolds), assassinado por seu parceiro, Bobby Hayes (Kevin Bacon) um homem que esconde uma identidade sobrenatural. Direto ao Paraiso, Nick Walker é designado para integrar o Departamento Descanse em Paz, onde que com seu parceiro, Roy Pulsipher (Jeff Bridges), ambos precisam prender entidades sobrenaturais contraventoras.

O que parecia uma boa ideia a princípio, se perdeu no desenvolvimento acomodado. Embora a premissa tenha seu charme, a realização está soterrada de falhas e deficiências gritantes. Com personagens excessivamente clichês, como o xerife interpretado por Jeff Bridges, que se torna realmente irritante não somente para seu parceiro, o filme não desperta carisma no espectador. Ao se mostrar pouco divertido como objeto de entretenimento fácil e ter uma produção onde os efeitos visuais recauchutados chegam a ser constrangedores, Robert Schwentke (responsável por filmes como “Plano de Voo” e “Red”) conduz essa produção de modo desconcertante. Sem ritmo e repleto de cenas de ação pouco, ou quase nada funcionais, há poucos atrativos em sua estrutura que faça o espectador ficar envolvido com sua proposta. Com mais 100 milhões em investimento nessa produção, fica difícil de imaginar onde esses recursos foram investidos. Por fim, R.I.P.D. - Agentes do Além” falha vergonhosamente em sua proposta ao ridicularizar ainda mais os nomes de seus envolvidos, desperdiçando um bom timing de astros como também vem a mostrar as evidentes limitações de seu realizador, que como em “RED 2” se mostrou inesperadamente limitado como objeto de entretenimento.

Nota:  4/10
_____________________________________________________________________________

Nenhum comentário:

Postar um comentário