segunda-feira, 29 de abril de 2013

Crítica: Amor à Toda Prova | Um Filme de Glenn Ficarra e John Requa (2011)



Ryan Gosling, ator ao qual estamos habituados a ver em papéis dramáticos demonstrou com o tempo que também sabe fazer comédia. E não foi um páreo fácil, diga-se de passagem, já que teve que dividir a tela com ninguém menos que Steve Carrel, uma das sensações do gênero dessa última década. Em “Amor à Toda Prova” (Crazy, Stupid, Love, 2011) o ator dá uma de “Hitch – Conselheiro Amoroso” (2005) as avessas, e bebe de seu próprio veneno a contragosto. Na trama dessa produção, acompanhamos Cal Weaver (Steve Carrel) descobre que sua esposa, Emily (Juliane Moore) o traiu com David (Kevin Bacon), onde ele se divorcia. Recém-divorciado, ele se aventura no mundo dos solteiros após ser treinado por Jacob Palmer (Ryan Gosling) um mulherengo de marca maior. Incumbido da tarefa de passar os macetes para virar um conquistador, Jacob se depara com Hannah (Emma Stone) uma garota que desperta nele sentimentos desconhecidos. Agora é Cal que dá as cartas nesse jogo de adultos, onde Jacob é um completo amador, desencadeando situações hilárias desse emaranhado de emoções de difícil definição que é o “Amor”.


O equilíbrio de drama, comédia e romance está bem balanceado. As melhores piadas se encontram no trailer, mas a produção em si ainda rende muito assunto para fazer humor. Seus protagonistas estão ótimos e bem à vontade em seus papéis, como o elenco de apoio rende bons momentos. Mas o ponto fraco dessa produção é justamente onde seu protagonista deveria ser mais forte. O drama, em volta de seus protagonistas rende uma dose cavalar de moralismo desnecessário que parece que virou regra nesse subgênero chamado comédia romântica. Ainda funciona bem, mas tem apresentado sinais de cansaço no espectador nunca antes vistos. Entretanto, devido a um conjunto funcional e boas atuações isoladas, “Amor à Toda Prova” diverte como tem que fazer. Não trás surpresas, para o bem ou para mal – o que a meu ver é positivo – como expõe com competência e de forma engraçada as vantagens e desvantagens do mundo da conquista.

Nota: 7/10
_____________________________________________________________________________

Nenhum comentário:

Postar um comentário