quinta-feira, 7 de março de 2013

Crítica: 13 Assassinos | Um Filme de Takashi Miike (2010)


Essa produção é um remake de um filme de samurai datado de 1963, realizado por Eiichi Kudo, onde sua história foi baseada em uma lenda conhecida da cultura japonesa. Nada mais natural do que um lendário diretor como Takashi Miike (Harakiri, 2010) para fazer uma refilmagem sobre a mesma. Extremamente cultuado por cinéfilos do mundo inteiro, suas produções violentas, na maioria sobre a máfia japonesa, são uma demonstração de que seu talento é proporcional a seu apetite por trabalho – Miike tem uma média de dois filmes anuais. Em “13 Assassinos” (Jûsan-nin no Shikaku, 2010) acompanhamos a história no ano de 1844, onde o cruel Lorde Naritsugu (Gorô Inagaki) irmão do Shogun, comete atrocidades inimagináveis impunemente. Para detê-lo, o samurai Shinzaemon Shimada (Kôji Yakusho) reúne sob seu comando 12 homens que partem numa missão de impedir que Naritsugu tome o poder supremo. O cultuado diretor japonês Takashi Miike faz um filme de samurai repleto de humor e violência, que explode na batalha final de forma magistral.


Se na primeira e segunda parte desse longa somos agraciados com uma narrativa convencional pouco inédita sobre o universo dos samurais, é no confronto final que Miike mostra evidências que justificam porque ele é visto como um talentoso diretor resultante de culto. Todas as emoções contidas nos personagens dessa trama, com ressalvas nas passagens de humor afinado que ficam a cargo do caçador Koyata (Yûsuke Iseya), são extravasadas numa sequência de batalha fantástica. Se a violência e crueza visual era vista apenas em pequenas passagens no primeiro e segundo ato dessa produção – a mulher de braços e pernas decapitados é um bom exemplo disso – no final o cineasta não economiza no banho de sangue para demonstrar seu gosto em filmar sequências de luta coreografadas para apresentar sua homenagem estilizada à cultura samurai. Indicado mais aos fãs do gênero, “13 Assassinos” tem uma estrutura fiel ao original, forte visualmente e empenhada por justiça. Se o processo de preparação dos assassinos se apresenta tediosa até certo ponto, o desfecho final se mostra o oposto, demostrando que não se trata de um filme de samurai tradicional.

Nota: 7/10 
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2 comentários:

  1. Ah que filme bom de se assistir. Gostei por completo, até da piada com teor homoerótico. O começo é meio lento mesmo, mas combinou perfeitamente com a atmosfera do filme e com a missão dos samurais.

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    1. Já vi outros melhores, mas o resultado desse longa é bem satisfatório mesmo!

      abraço

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