quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Crítica: Salt | Um Filme de Phillip Noyce (2010)


De inúmeras produções protagonizadas por valentes personagens femininas que conseguem desencadear dentre várias emoções variadas no espectador, a belíssima Angelina Jolie se destaca. Dentre essas emoções a mais representativa que é a adrenalina, Angelina Jolie expressou desempenhos acima da média em comparação a outras atrizes Hollywoodianas de seu quilate. Basta vermos fitas como o profundo e instigante "Garota Interrompida", o estiloso "Tomb Raider" e o visionário enlatado "O Procurado" para constatarmos que papéis fortes fecham perfeitamente com seu perfil. Independente de muitas vezes ter um questionável resultado pelo conjunto da obra, ela normalmente convence com facilidade o espectador de sua capacidade de realização. Em "Salt" (Salt, 2010), produção estadunidense de ação e espionagem dirigida por Phillip Noyce, ela mostra sua habilidade de deixar qualquer marmanjo com o queixo caído em um universo tão masculino como o da espionagem (cenas de ação empolgantes não são desafios impossíveis para ela). Na trama acompanhamos Evelyn Salt (Angelina Jolie), uma agente da CIA extremamente competente e respeitada em seu meio de trabalho. Porém, certo dia é acusada por um espião russo desertor de ser uma agente dupla e jogando seu nome na lama. Com isto, sua lealdade a governo americano é colocada a prova, e sua habilidades extraordinárias como agente secreta exercitadas para provar sua inocência e acima de tudo, salvar sua vida. 


Tecnicamente brilhante, apesar de apresentar sequências de ação quase surreais de tão complicadíssimas, "Salt" está repleto de qualidades que em sua maioria estão na composição técnica da produção que sobrepõe as deficiências do audacioso e arriscado roteiro de Kurt Wimmer (o roteiro intensifica exageradamente a essência da ação muito comum em filmes de espionagem). Dentre várias qualidades distribuídas pelo longa, se torna notável as reviravoltas e mais reviravoltas da trama onde o elenco de apoio expresso em nomes como de Liev Schreiber e Andre Braugher se enquadram perfeitamente no ritmo adrenalinesco que não cessa durante toda a exibição. Contudo, a presença da atriz Angelina Jolie é o ponto forte e o grande destaque desse longa, com sua personagem construída com perspicácia  destoa desempenho e arrojo, pois acima de tudo, em uma imensidão de blockbusters digitalizados cujo recurso tem funcionado como o grande atrativo dessas produções, "Salt" é a prova de que uma atriz carismática (e de uma competência crível) pode segurar com um bom nível de agrado a mais impossível e extraordinário enredo. Além da inquestionável beleza, sua interpretação e desempenho físico na película como agente especial faz frente a qualquer Bond e Bourne da vida como entretenimento de qualidade sem fazer feio.

Nota: 7/10 
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2 comentários:

  1. Achei o filme batido e forçado. A atuação de Angelina não deixa de ser boa, mas o roteiro é péssimo.

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    1. É... a história tem suas deficiências um pouco gritantes mesmo, deixando o espectador encarregado de viajar (ou não) nos exageros.

      abraço Nani

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