Yuri Orlov (Nicolas Cage) nasceu na Ucrânia, porém antes da divisão da extinta União Soviética toda sua família migrou para os Estados Unidos da América para recomeçar a vida. Nesse recomeço, abriram um restaurante, mudaram de religião e cederam ao declínio de uma América sem oportunidades. Depois de presenciar com os próprios olhos um tiroteio entre gangues do leste europeu, que como a família de Yuri também vieram para a América atrás de novas oportunidades, percebeu que o negócio de armas e munição pode dar um sentido a sua vida. Sobretudo o comércio ilegal. Assim Yuri torna-se um traficante de armas e convence o seu irmão Vitaly (Jared Leto) a se juntar a esse perigoso e lucrativo esquema. Prosperando meteoricamente, seus negócios de fachada passam a chamar a atenção do agente do DEA Jack Valentine (Ethan Hawke), que faz do desmascaramento e prisão de Yuri uma meta pessoal. Apesar ter alcançado o almejado sucesso nos negócios, Yuri não consegue evitar a completa destruição de seus laços familiares que por sua vez pareciam indestrutíveis. “O Senhor das Armas” (Lord of War, 2005) é uma ácida e dramática obra satirizada do universo do tráfico de armas que teve sua ascensão após o fim da guerra fria. Essa produção narra à trajetória de um desses mercadores da morte que enriqueceram em função da instabilidade política mundial que geravam clientes em potencial para suas atividades, devido a seus constantes conflitos armados.
Pelo ponto de vista do protagonista, Yuri descreve suas experiências geniais que o levaram do anonimato ao sucesso, de forma muitas vezes cômica e essencialmente reflexiva. Nicolas Cage, em uma de suas melhores interpretações em anos, contrasta sua glória com o fracasso pessoal que levou a estrutura de sua família a ser desintegrada. O cineasta Andrew Niccol (Gattaca) conduz a história ficcional, baseada em experiências de verdadeiros traficantes de armas da época em que se passa a trama, com habilidade e domínio do formato cinematográfico, sabendo dosar humor e dramaticidade em um contexto provocativo. Com uma trilha sonora composta por pérolas como "For What It's Worth", do Buffalo Springfield, demonstra o tino comercial do diretor para dar leveza e ritmo a sua obra. “O Senhor das Armas” é a retração do sonho americano controverso, repleto de sacadas comerciais, diálogos memoráveis que são as vezes resultantes de divagações ou de simples e chocantes estatísticas, e que tem sobretudo, como pano de fundo a missão de alertar sobre certas políticas internacionais manipuladas por telefonemas sussurrados.
Nota: 8/10
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Trailer do Filme "Senhor das Armas"
Introdução Musical do Filme "Senhor das Armas"

