segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Crítica: Max Payne | Um Filme de John Moore (2008)



Depois de dezenas de adaptações mal sucedidas e muitas outras medíocres para o cinema baseado em jogos de videogame, esse subgênero do cinema baseado em filmes nunca rendeu verdadeiros sucessos. “Max Payne” (Max Payne, 2008) é uma produção estadunidense policial de contornos sobrenaturais, que dirigida pelo diretor John Moore consegue algo quase impossível: que foi fazer algo imprestável ao extremo. O cineasta conseguiu estragar algo que até funcionava bem na mídia dos games, mas que em sua transposição fracassou odiosamente. John Moore fez um trabalho bem melhor ao realizar um remake de “O Voo da Fênix” estrelado por Dennis Quaid (um filme que mesmo regular tinha propriedades que desencadeavam carisma por parte do espectador), essa produção intitulada como “Max Payne” não explica porque veio com uma história confusa e cenas de ação pouco expressivas. Embora nenhum de seus filmes fosse verdadeiros exemplares de competência e originalidade. O ator Mark Wahlberg é Max Payne (o personagem título) é um policial cujo drama nada original, de ter a esposa e o filho assassinados já na introdução do filme o torna obcecado por descobrir o mandante do crime em uma cidade tomada por uma droga experimental de natureza sinistra que causa alucinações incomuns. O que leva o policial em sua busca por vingança se confrontar com uma conspiração no submundo do crime. 

Toda trama se resolve sozinha, inutilizando as sutis pretensões do roteiro e mesclando uma série de ideias ao mesmo tempo sem pé nem cabeça, que deixa seu elenco perdido na função. Nomes como: Mila Kunis, Beau Bridges e Chris O´Donnel, fazem o que podem para dar nexo ao roteiro que oscila entre o ocultismo e o suspense policial. Apenas resta espaço para uma sucessão de tiros e mais tiros conduzidos com pouca habilidade pela direção de um Mark Wahlberg de poucos amigos. Apesar de começar ao estilo policial que é sua origem, flerta com misticismo de “Alone in the Dark”, e culmina com um desfecho estilo “Tomb Raider”. É muita referencia em só filme. Na mão de um diretor mais capaz até poderia funcionar, mas obviamente não foi o caso aqui. Para quem conhece o jogo, o lado visual tinha um desempenho de cinema nos tiroteios que pediam um filme. Mas filme não é jogo, embora haja um leve flerte entre as mídias atualmente, mas lamentavelmente esqueceu-se de outros elementos necessários para criação de uma narrativa conveniente para o personagem. O roteiro peca demais, em não decidir qual é seu foco. O diretor John Moore é bem mais competente do que conseguiu ser nesse longa-metragem. Mark Wahlberg é muito mais ator do que se exibiu nesse longa, ao mesmo tempo que Max Payne é bem mais legal na frente de um console de Playstation.

Nota: 5/10
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