Depois de dezenas de adaptações mal
sucedidas e muitas outras medíocres para o cinema baseado em jogos de
videogame, esse subgênero do cinema baseado em filmes nunca rendeu verdadeiros
sucessos. “Max Payne” (Max
Payne, 2008) é uma produção
estadunidense policial de contornos sobrenaturais, que dirigida pelo
diretor John Moore consegue algo quase impossível: que foi fazer algo
imprestável ao extremo. O cineasta conseguiu estragar algo que até funcionava
bem na mídia dos games, mas que em sua transposição fracassou odiosamente. John
Moore fez um trabalho bem melhor ao realizar um remake de “O Voo da Fênix”
estrelado por Dennis Quaid (um filme que mesmo
regular tinha propriedades que desencadeavam carisma por parte do espectador),
essa produção intitulada como “Max Payne” não explica porque veio
com uma história confusa e cenas de ação pouco expressivas. Embora nenhum
de seus filmes fosse verdadeiros exemplares de competência e originalidade. O
ator Mark Wahlberg é Max Payne (o
personagem título) é um policial cujo drama nada original, de ter a esposa
e o filho assassinados já na introdução do filme o torna obcecado por descobrir
o mandante do crime em uma cidade tomada por uma droga experimental de natureza
sinistra que causa alucinações incomuns. O que leva o policial em sua busca por
vingança se confrontar com uma conspiração no submundo do crime.
Toda trama se resolve sozinha,
inutilizando as sutis pretensões do roteiro e mesclando uma série de ideias ao
mesmo tempo sem pé nem cabeça, que deixa seu elenco perdido na função. Nomes
como: Mila Kunis, Beau Bridges e Chris O´Donnel, fazem o que podem para dar
nexo ao roteiro que oscila entre o ocultismo e o suspense policial. Apenas
resta espaço para uma sucessão de tiros e mais tiros conduzidos com pouca
habilidade pela direção de um Mark Wahlberg de poucos amigos. Apesar de
começar ao estilo policial que é sua origem, flerta com misticismo de “Alone
in the Dark”, e culmina com um desfecho estilo “Tomb Raider”.
É muita referencia em só filme. Na mão de um diretor mais capaz até poderia
funcionar, mas obviamente não foi o caso aqui. Para quem conhece o jogo, o
lado visual tinha um desempenho de cinema nos tiroteios que pediam um filme.
Mas filme não é jogo, embora haja um leve flerte entre as mídias atualmente,
mas lamentavelmente esqueceu-se de outros elementos necessários para criação de
uma narrativa conveniente para o personagem. O roteiro peca demais, em não
decidir qual é seu foco. O diretor John Moore é bem mais competente do que
conseguiu ser nesse longa-metragem. Mark Wahlberg é muito mais ator do que se
exibiu nesse longa, ao mesmo tempo que Max Payne é bem mais legal na frente de
um console de Playstation.
Nota: 5/10
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