quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Crítica: Contrabando | Um Filme de Baltasar Kormákur (2012)



Trata-se de um remake americanizado de um filme islandês chamado Reykjavík-Rotterdam” de (2008), dirigido por Óskar Jónasson. Depois de um razoável reconhecimento de público e crítica, Hollywood procurou fazer uma versão americana melhorada do original. Como não assisti ao original, por sua vez não posso afirmar que esse filme está melhor ou não quanto à versão islandesa. Mas ainda me atendo a comparações, Contrabando (Contraband, 2012) trata-se de uma mistura inusitada de “Uma Saída de Mestre”, também estrelado por Mark Wahlberg com elementos de “60 Segundos”, estrelado por Nicolas Cage, e que também tem no elenco Giovanni Ribisi, que nesse filme faz o papel do emissário do tirano vilão da trama.


Contrabando conta a história de Chris Farraday (Mark Wahlberg), um ex-contrabandista que arrumou a sua vida saindo do mundo da criminalidade em função de sua família, mas é obrigado a voltar ao mundo do crime para um novo trabalho, fazendo aquilo que ele sabe fazer melhor, que é o contrabando, para pagar a dívida do seu inconsequente cunhado, Andy (Caleb Landry Jones), que se envolveu em um negócio furado com um traficante local (Giovanni Ribisi). Diante da situação, Chris junta uma experiente equipe de contrabandistas que são tripulantes em um navio mercante, recrutados com a ajuda do seu melhor amigo Sebastian (Ben Foster), e planeja a elaboração de um golpe desesperado no Panamá para contrabandear milhões dólares em notas falsas para os Estados Unidos. Mas nem tudo sai como planejado, e Chris envolve-se a força no âmago de uma rede criminosa que irá exigir dele toda sua experiência para salvar sua família que está na mira de criminosos. O filme por mais legal que seja, tem em sua essência a características de suas comparações. Uma trama elaborada em prol de um espetáculo, erguida de forma artificial e que descarta consequentemente qualquer profundidade e realismo que possivelmente rondaria as situações as quais giram em volta dos envolvidos. Apesar das evidentes dificuldades impostas para a conclusão do plano arquitetado, mais as súbitas alterações, as soluções surgem convenientemente no tempo certo, tudo a favor do protagonista. Além do mais, dentro de uma logística bem pausada por cenas de ação e tiroteios explosivos.

O elenco de apoio composto pela bela Kate Beckinsale não ajuda tanto no panorama geral do andamento da trama, quanto à trilha sonora, às vezes muito excessiva, porém sempre bem acentuada pelo repertório empolgante que delineia os momentos tensos da ação exibidos em tela. A direção desse longa fica a cargo de Baltasar Kormákur, que estrelou a versão islandesa, e traz para o público através desse remake, uma versão inegavelmente americanizada, sem novidades ou carisma que se faça notar com brilho sua realização atrás das câmeras. Na melhor das hipóteses, Hollywood tem mais um novo diretor de contrato a sua disposição, que cumpre bem com as propostas impostas pelos chefões do estúdio. Por fim, "Contrabando" pode até ser o mesmo do mesmo, mas sem ter do que se envergonhar. É bem feito, tenso na hora certa e empolgante no final. 

Nota: 7,5/10
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