sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crítica: Anjos da Noite O Despertar | Um Filme de Måns Mårlind e Björn Stein (2012)



Depois que a vampira Selene (Kate Beckinsale) foi mantida em cativeiro em um laboratório humano em estado de coma por mais de uma década, retorna de seu estado clinico vulnerável e é surpreendida com a descoberta de ter uma filha híbrida (meio vampira e meio Lycan) mantida sob a guarda de cientistas por cerca de quatorze anos foragida logo após sua recuperação. O mundo passou por uma guerra onde a raça humana ciente da existência real das duas espécies, passou a caça-las até a completa dizimação delas. Segura disso, da extinção dos vampiros e dos Lycans, a humanidade baixa a guarda deixando para trás a triste lembrança do temor da guerra e retorna ao curso normal da vida. Porém o que os homens não sabiam, e os vampiros nem imaginavam era que os Lycans nunca estiveram tão fortes quanto agora. Com isso, um grupo assassino de Lycans passa a caçar Nissa, filha de Selene, talvez a mais forte e poderosa descendente de ambos os clãs. Cabe a sua mãe e mais ninguém protegê-la de todas as ameaças. O filme Anjos da Noite – O Despertar (Underworld Awakening, 2012) é o quarto filme da série e o terceiro protagonizado pela estonteante Kate Beckinsale. Segue o estilo dos mesmos, com muito sangue e sequências de ação que se encarregou de lançar essa franquia ao estrelato. Mesmo com o retorno de Kate a franquia e mais ação nas cenas, não houve visivelmente, entretanto melhoras substanciais na narrativa adotada que perpetua o estilo de ação oferecido por este longa-metragem, que por sinal, desta vez se apresenta inclusive curto com apenas 89 minutos de duração. 


Kate Beckinsale volta ainda mais destemida e valente em sua atuação, confirmando a razão da escolha de seu nome para encabeçar essa franquia anos atrás – ela chuta, atira, luta, interpreta a vontade o personagem. O restante do elenco cumpre seu papel de forma funcional, apesar de bons momentos por parte dos vilões. Mas ainda assim momentos, o que não sustenta a trama tão bem quanto os rivais do primeiro filme. Contudo, com ou sem atuações marcantes, o mais impressionante ainda reside nos efeitos visuais de estética dinâmica, com uma fotografia bem acabada e planos curtos que proporcionam ritmo ao desenvolvimento. Mas mesmo diante de uma produção padronizada, o roteiro de Allison Burnett e Kevin Grevioux perdeu um pouco do carisma que consagrou a franquia. Falta um “Q” de pessoalidade no desenvolvimento da trama. Tudo parece que ocorre de forma muito mecânica, sem tensões ou dilemas. Cada decisão tomada é um resultado de medida acertada. Naturalmente esse longa metragem dispõe de uma conveniente e óbvia oportunidade para um quinto episódio de sinopse clara ao espectador. Por fim, Anjos da Noite – O Despertar apesar de não oferecer nada de novo ao público, cumpre com a promessa de agradar ao fã convicto dessa franquia. Mesmo sem o impacto dos dois primeiro filmes, supera o terceiro – que por coincidência não apresentava Kate Beckinsale – e deixa a oportunidade de melhoras para o futuro. 

Nota: 5,5/10
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