Depois
que a vampira Selene (Kate Beckinsale) foi mantida em cativeiro em um laboratório
humano em estado de coma por mais de uma década, retorna de seu estado clinico vulnerável
e é surpreendida com a descoberta de ter uma filha híbrida (meio vampira e meio
Lycan) mantida sob a guarda de cientistas por cerca de quatorze anos foragida
logo após sua recuperação. O mundo passou por uma guerra onde a raça humana
ciente da existência real das duas espécies, passou a caça-las até a completa dizimação
delas. Segura disso, da extinção dos vampiros e dos Lycans, a humanidade baixa
a guarda deixando para trás a triste lembrança do temor da guerra e retorna ao
curso normal da vida. Porém o que os homens não sabiam, e os vampiros nem
imaginavam era que os Lycans nunca estiveram tão fortes quanto agora. Com isso,
um grupo assassino de Lycans passa a caçar Nissa, filha de Selene, talvez a
mais forte e poderosa descendente de ambos os clãs. Cabe a sua mãe e mais ninguém
protegê-la de todas as ameaças. O
filme Anjos da Noite – O Despertar (Underworld
Awakening, 2012) é o quarto filme da série e o terceiro protagonizado pela
estonteante Kate Beckinsale. Segue o estilo dos mesmos, com muito sangue e
sequências de ação que se encarregou de lançar essa franquia ao estrelato.
Mesmo com o retorno de Kate a franquia e mais ação nas cenas, não houve
visivelmente, entretanto melhoras substanciais na narrativa adotada que
perpetua o estilo de ação oferecido por este longa-metragem, que por sinal,
desta vez se apresenta inclusive curto com apenas 89 minutos de duração.
Kate
Beckinsale volta ainda mais destemida e valente em sua atuação, confirmando a razão
da escolha de seu nome para encabeçar essa franquia anos atrás – ela chuta,
atira, luta, interpreta a vontade o personagem. O restante do elenco cumpre seu
papel de forma funcional, apesar de bons momentos por parte dos vilões. Mas
ainda assim momentos, o que não sustenta a trama tão bem quanto os rivais do
primeiro filme. Contudo, com ou sem atuações marcantes, o mais impressionante
ainda reside nos efeitos visuais de estética dinâmica, com uma fotografia bem
acabada e planos curtos que proporcionam ritmo ao desenvolvimento. Mas
mesmo diante de uma produção padronizada, o roteiro de Allison Burnett e Kevin
Grevioux perdeu um pouco do carisma que consagrou a franquia. Falta um “Q” de
pessoalidade no desenvolvimento da trama. Tudo parece que ocorre de forma muito
mecânica, sem tensões ou dilemas. Cada decisão tomada é um resultado de medida
acertada. Naturalmente esse longa metragem dispõe de uma conveniente e óbvia oportunidade
para um quinto episódio de sinopse clara ao espectador. Por
fim, Anjos da Noite – O Despertar
apesar de não oferecer nada de novo ao público, cumpre com a promessa de
agradar ao fã convicto dessa franquia. Mesmo sem o impacto dos dois primeiro
filmes, supera o terceiro – que por coincidência não apresentava Kate
Beckinsale – e deixa a oportunidade de melhoras para o futuro.
Nota: 5,5/10
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Nota: 5,5/10
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