segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Crítica: Sete Dias Com Marilyn | Um Filme de Simon Curtis (2011)




O dia 5 de agosto fez 50 anos que Marilyn Monroe morreu. E cinquenta anos depois de sua morte, ela ainda representa um enigma à espera de ser decifrado. Descrita por muitos metodicamente como: mulher que passou por infância difícil; símbolo sexual atordoante aos olhos masculinos; copiada pelas mulheres; tinha relacionamentos complicados e uma carreira frustrante pelos altos e baixos; ela morreu precocemente aos 36 anos de forma que até hoje gera teorias de conspiração. Estrela de clássicos do cinema, como “A Malvada” e “Quanto mais Quente Melhor”, a cena do com o vento do metrô que levanta seu vestido em “O Pecado Mora ao Lado” é um dos momentos mais icônicos da história do cinema. Além de seu sorriso de boca aberta, acabou tornando-se sua marca registrada.
 

No filme Sete Dias Com Marilyn (My Week with Marilyn, 2011), foca a personagem Marilyn Monroe (Michele Williams) durante o período das filmagens do filme “O Príncipe Encantado” rodado na Inglaterra. Apresenta detalhes de sua personalidade – insegura, frágil e de uma carência confusa – além de seus constantes atrasos, suas divergências com o diretor Laurence Olivier (Kenneth Branagh) e sua estranha relação afetiva com Colin (Eddie Redmayne ). Através da interpretação de Michelle Williams, que está perfeita, traduz um pouco da loira que deslumbrava a todos por sua beleza e carisma com fãs e jornalistas que acompanhavam sua carreira. Mesmo Michelle ostentando menor volúpia que a verdadeira Marilyn, conseguiu incorporar a sua personagem, características bem pessoais de Marilyn, como seu jeito de falar e expressões físicas que marcavam sua persona.


Mas além do talento exibido por Michelle, a atuação de Eddie Redmayne foi vital para uma transposição competente. O deslumbramento de seu personagem diante da estrela de cinema reflete o efeito que ela exercia sobre os homens e mulheres daquele tempo. O abandono de uma relação afetiva plausível, que ele adquiriu com uma moça da produção, por uma paixão platônica que obviamente não terminaria bem. E mesmo que a história, não desvende nenhum mistério sobre Marilyn, pelo roteiro despretensioso e a direção carente de profundidade, apesar de apresentar momentos doces e inspiradores, torna-se um filme apaixonante pela narrativa que nos faz acompanhar a protagonista – principalmente – através dos olhos de Colin, mesmo tendo também no elenco nomes como Dominic Cooper, Judi Dench e Emma Watson que ajudam a envolver o espectador.

Como homenagem aos cinquenta anos da morte da estrela, a Fox-Sony lançou cinco clássicos inéditos em Blu-ray.
1 - O Pecado Mora ao Lado – Trata da crise dos sete anos de casamento que assola o personagem de Tom Ewell. Quando esposa e filhos viajam de férias, ele fica tentado pela vizinha Marilyn Monroe.
2 - Como Agarrar um Milionário – É sobre três modelos (Lauren Bacall, Betty Grable e Marilyn Monroe) que alugam um apartamento em Nova York com a intenção de encontrar e casar com homens ricos, mas ao invés disso, acabam encontrando o amor.
3 - O Mundo da Fantasia – Trata-se de uma família de artistas que abordam temas como a grande depressão e as dificuldades de uma vida nômade.
4 - Os Homens Preferem as Loiras – No filme Marilyn e Jane Russel são cantoras e amigas que viajam em um luxuoso transatlântico, tendo um detetive em seu encalço.
5 - O Rio das Almas Perdidas – Totalmente ambientado durante o período da corrida do ouro, esse western é um dos filmes menos conhecidos da carreira da atriz.

Nota: 6,5/10



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