sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Crítica: Padre | Um Filme de Scott Charles Stewart (2011)



Geralmente eu fico com um pé atrás quando vejo esses filmes de pôsteres bem elaborados visualmente na frente da locadora sem a colocação do nome do protagonista em revelo acima do título, no entanto esse filme "Padre(Priest, 2011) estrelado por Paul Bettany que é baseado numa graphic novel do coreano Min-Woo Hyung superou as expectativas. Tenho reparado que os mangas tem rendido mais promessas do que resultados  bem sucedidos a altura das origens. Não chega a altura de obras cinematográficas como "30 Dias de Noite" que também tem suas raízes dos HQs, apesar de não se tratar de um mangá, cuja história parece que foi feita sob encomenda para virar filme de tão bem escrita. Isso eu digo por que o maior defeito de Padre seja o roteiro, apressado feito um clipe e raso feito um pires. O que me causa fascíno nessa arte do mangá é como conseguem criar historias interessantes quando mesclam uma infinidade de referências numa ficção tendo vários universos diferentes em um só roteiro: parece um filme de faroeste em futuro pós-apocalíptico regido por um regime religioso politico que parece um dejavú da história da humanidade se bem observado. Misturaram um confronto milenar de homens contra vampiros e criaram de forma inusitada um herói fascinante se comparado aos que vemos nas telonas ultimamente tutelados pela Marvel Comics.

Os problemas foram à infinidade de detalhes equivocados que passaram despercebidos pelos realizadores, além do roteiro superficial (Cory Goodman) o elenco de apoio – salvo Maggie Q, que estava à altura de Paul Bettany – o vilão (Karl Urban) estava apagado, com uma interpretação mal concebida e pouco ameaçadora, tem por fim um coadjuvante inexpressivo (Cam Gigandet) que só impressiona no quesito de humor com sua hilária inexperiência de caçar vampiros. Com um diretor pouco experiente (Scott Charles Stewart) julgo que o resultado foi positivo, e mesmo não sendo padre, o absolveria de seus pecados, contanto que ele se arrependesse deles.

Certamente que independente da qualidade do filme uma sequência vira muito em breve pelo final de Padre, pois material para isso os livros em que foi baseado o filme tem de sobra (16 livros ao todo). A história tem muito potencial e com os apuros visuais que já foram mostrados é promessa de virar uma série feita nos moldes de "Underworld", que sem muita pretensão decolou a carreira de muita gente envolvida no que era para ser apenas mais um filme de vampiros. Quem sabe Paul Bettany não acaba ganhando um pouco mais de popularidade e sobe de status no cinemão e passa a ser intitulado no próximo cartaz. Porque além de matar os vampiros com a destreza de um Rambo ele é o que salva o filme.  Basta agora esperar para ver e rezar para tudo dar certo em "Padre 2".

Nota: 6/10
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2 comentários:

  1. Olá, Marcelo. Também fico com um pé atrás, irmão. Esse, ainda, não vi.Mas confesso que após lê-lo fiquei com uma vontade tremeneda. Um abraço irmão. Parabéns pelo texto.

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  2. É bem legalzinho! Talvez você goste.

    abraço

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